<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245</id><updated>2012-01-23T11:59:49.787-02:00</updated><category term='cárcere privado'/><category term='banheiro'/><title type='text'>Fala, Zanfra!</title><subtitle type='html'>Blog semanal do jornalista Marco Antonio Zanfra</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>191</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5836279881012550264</id><published>2012-01-20T09:07:00.003-02:00</published><updated>2012-01-20T09:13:57.975-02:00</updated><title type='text'>Estatisticamente protegido</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UpHnejrjFhI/TxlLNQsfBTI/AAAAAAAAAkA/j2yR1ntPIDQ/s1600/barriga.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 175px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699669494606005554" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-UpHnejrjFhI/TxlLNQsfBTI/AAAAAAAAAkA/j2yR1ntPIDQ/s200/barriga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Medo de avião?&lt;br /&gt;Quando alguém confessa medo de voar, de morrer num acidente aéreo, vem logo alguém acenando com estatísticas que garantem que é muito mais fácil morrer num acidente terrestre do que na queda de um airbus. É muito mais fácil ser atropelado na esquina de casa do que figurar na lista dos desaparecidos de um jumbo que despencou no mar ou de um fokker que sumiu na amazônia.&lt;br /&gt;Verdade! Os números são incontestáveis!&lt;br /&gt;Para garantir, eu ainda apliquei alguns exageros em cima deles – não por medo de avião, quero deixar claro – quando fiz a longa viagem ao Japão, em 1996: se as estatísticas provam que é raro morrer num acidente aéreo, mais difícil ainda é isso acontecer com um pobre, como eu (isso antes da época em que os aeroportos passaram a competir em igualdade de condições com as rodoviárias). E mais: para um pobre, como eu, seria praticamente impossível morrer num voo intercontinental, como aquele Brasil-Japão!&lt;br /&gt;Estatisticamente, pois, eu estava garantido!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Agora, para minha tranquilidade, as estatísticas voltaram a me sorrir: segundo cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, o risco de morrer de câncer de próstata é quase duas vezes maior em homens com sobrepeso de mais de vinte quilos!&lt;br /&gt;Como meu problema crônico é de &lt;em&gt;subpeso&lt;/em&gt;, tenho cinquenta por cento mais de chances de sobreviver a esse tipo de letalidade. E trato de garantir mais uns trinta por cento fazendo exames regularmente.&lt;br /&gt;Portanto, eu, que já escapei de morrer por acidente aéreo, agora estou mais distante de ser derrubado por um câncer de próstata.&lt;br /&gt;Só preciso, então, tomar cuidado para não ser atropelado na esquina de casa!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5836279881012550264?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5836279881012550264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5836279881012550264&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5836279881012550264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5836279881012550264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2012/01/estatisticamente-protegido.html' title='Estatisticamente protegido'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UpHnejrjFhI/TxlLNQsfBTI/AAAAAAAAAkA/j2yR1ntPIDQ/s72-c/barriga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2310887944450524310</id><published>2012-01-03T17:12:00.005-02:00</published><updated>2012-01-03T17:20:54.296-02:00</updated><title type='text'>Sangue do meu sangue</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A9kXWtewOe8/TwNTdWkWO5I/AAAAAAAAAj0/k2cWoo1_rr0/s1600/sangue.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 144px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-A9kXWtewOe8/TwNTdWkWO5I/AAAAAAAAAj0/k2cWoo1_rr0/s200/sangue.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693486117665782674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ao descobrir e mapear os grupos sanguíneos no início do século passado, o cientista austríaco Karl Landsteiner não imaginaria que, 110 anos depois, fosse colocar em enrascada uma certa senhora taiwanesa que, alguns anos atrás, tinha ensaiado uns, digamos, passos em falso.&lt;br /&gt;Explicando: numa aula de biologia, um estudante taiwanês, filho da senhora citada há pouco, descobriu – confrontando os parâmetros do prêmio Nobel Landstein, com suas proteínas, glóbulos e antígenos – que não poderia ser filho do pai que até então se apresentava como tal, já que o cruzamento dos grupos sanguíneos paterno e materno não resultaria no seu próprio (do estudante) grupo sanguíneo. Sendo mais específico: o pai era A, a mãe era A, e ele, pela normas hereditárias, não poderia ser B. Simples assim.&lt;br /&gt;Sei que meus sete ou oito leitores são cultos, diplomados e pós-diplomados, cabedais de conhecimentos e tal, mas não poderia exigir deles que se lembrassem disso: para gerar uma criança de sangue tipo B, é necessário o cruzamento de pais O+B, B+B, A+B, O+AB, A+AB, B+AB ou AB+AB. Nos cruzamentos de O+O, O+A e A+A, é impossível gerar um descendente B. E isso antes mesmo de o cientista austríaco ter mapeado a tipagem sanguínea&lt;br /&gt;Pois bem. O estudante levou a dúvida para casa, inoculou-a no “pai” e este resolveu colocá-la em cromossomos limpos: fez exame de DNA e comprovou que o garoto, apesar de ter os olhinhos puxados iguaizinhos aos dele, era filho de um amante que a mulher arrumara logo aos dois anos de casada, aquela pérfida!&lt;br /&gt;Diz a sabedoria popular que pai é quem cria, mas o marido pediu – e obteve – o divórcio. Talvez o primeiro divórcio gerado por incompatibilidade sanguínea.&lt;br /&gt;Não sei se a taiwanesa aprendeu alguma coisa com isso, mas eu aprendi que as mulheres devem ficar espertas, ainda mais agora que foi aberto o precedente: se querem arrumar um amante seguro e evitar sarnas futuras para se coçar, verifiquem antes de qualquer coisa o tipo sanguíneo dele!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2310887944450524310?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2310887944450524310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2310887944450524310&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2310887944450524310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2310887944450524310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2012/01/sangue-do-meu-sangue.html' title='Sangue do meu sangue'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A9kXWtewOe8/TwNTdWkWO5I/AAAAAAAAAj0/k2cWoo1_rr0/s72-c/sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2466512755626563959</id><published>2011-11-29T18:44:00.004-02:00</published><updated>2011-11-29T19:31:22.423-02:00</updated><title type='text'>Nos bares da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zid3TRFe8H4/TtVEgYPFeFI/AAAAAAAAAjo/kXBR_pwD-WE/s1600/boteco.jpeg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 154px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zid3TRFe8H4/TtVEgYPFeFI/AAAAAAAAAjo/kXBR_pwD-WE/s200/boteco.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680521828049975378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Li dia desses nos jornais que o Harry’s Bar, “lugar preferido de Ernest Hemingway” em Paris, completou cem anos e fiquei imaginando se, nos vinte anos em que marquei ponto nos vários bares da vida, teria conseguido emprestar a algum deles qualquer espécie de referência turístico-cultural. “Está vendo aquele boteco pé-sujo ali? Pois é, Marco Zanfra tomava de dez a doze cervejas naquele balcão, todos os dias...”, diria um orgulhoso íncola a um embevecido turista. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Certamente esse bar não seria em Paris e certamente não sou Hemingway, mas será que nenhuma lembrança deixarei, depois de vinte anos de frequência diária? Ainda que seja um autor com apenas um livro publicado, não haveria nada que diferenciasse minha presença das centenas de milhares de bêbados que babaram nesses balcões durante esses anos todos?&lt;br /&gt;Pensando bem, acho que não. E começo meu pensamento negativo por um exemplo que morreu como ponto de referência: o bar que mais frequentei na vida, na alameda Barão de Limeira, foi transformado em estacionamento. E seus balcões, o tilintar de copos e o cheiro de gordura das porções de calabresa ficaram apenas na memória – ainda que às vezes numa memória obliterada pelos excessos alcoólicos. O bar que poderia ser apontado como o “Harry’s do Zanfra” não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Frequentei esse bar, o Miranda – ou Bar do Mané, Bar do Luiz, Bar do Juvenal ou ainda, oficialmente, Bar e Lanches Para Você – durante os nove anos em que trabalhei na Folha de S. Paulo. Batia o ponto na entrada e na saída, não raras vezes no meio do expediente, e também não raras vezes nos fins de semanas, ou mesmo depois de ter saído do jornal. Era uma referência para mim – e eu lamento não poder ter sido uma referência para eles, como Hemingway o foi para o Harry’s – além de um ponto de encontro. Se havia, pois, um botequim que podia ser associado a mim, era sem dúvida aquele.&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, dois ingredientes básicos dessa mistura  – o Miranda e meu convívio com a bebida – deixaram de existir. Por isso, não vai ser nada fácil - se isso ainda não feito - associar atualmente minha imagem a bares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser apontar o “lugar preferido de Marco Zanfra”, hoje, vai ter de se contentar em mostrar minha própria cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Em tempo: Como não trabalhei apenas na Folha, guardo lembranças boas de outros botecos que frequentei na vida profissional, e seria injusto deixar de referir-me a eles. No tempo do Jornal dos Concursos, frequentava a Toca do Coelho; no Diário Popular, o ponto era no Mutamba; no Cidades, de Ribeirão Pires, o bar do Toninho era nosso esconderijo (embora desse para enxergar o bar da janela da redação); e, na revista Agora!, o bar do Celestino. Em todos eles, vale lembrar, com crédito ilimitado.&lt;br /&gt;O bar do Celestino, aliás, merece um verbete à parte: as reuniões de pauta da revista eram feitas às terças-feiras, às duas da tarde; depois da reunião, o reportariado todo debandava para o bar, e ninguém trabalhava. Tentando conter esse êxodo improdutivo, o diretor de redação, Mário Chimanovitch, mudou a reunião para às segundas-feiras, às 9 da manhã. Mas só conseguiu mesmo, como era de se esperar, antecipar nossa ida ao bar do Celestino...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2466512755626563959?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2466512755626563959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2466512755626563959&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2466512755626563959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2466512755626563959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/11/nos-bares-da-vida.html' title='Nos bares da vida'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zid3TRFe8H4/TtVEgYPFeFI/AAAAAAAAAjo/kXBR_pwD-WE/s72-c/boteco.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-4553930854593469341</id><published>2011-11-05T11:06:00.004-02:00</published><updated>2011-11-05T12:46:45.875-02:00</updated><title type='text'>Floripa e os "sete bi"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kQiviUzCbjE/TrU1rg4NQpI/AAAAAAAAAjc/lT11JjPmVy8/s1600/7bi.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kQiviUzCbjE/TrU1rg4NQpI/AAAAAAAAAjc/lT11JjPmVy8/s200/7bi.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671498327419339410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Foi só ler a notícia de que a população do planeta atingiu sete bilhões de pessoas para notar que o trânsito em Florianópolis piorou.&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira, saí de casa às 6h30 para levar a patroa à rodoviária e só chegamos ao destino às 7h25, dez minutos depois de o ônibus ter saído. Em que cidade do país, não sendo São Paulo, você leva 55 minutos para percorrer vinte quilômetros?&lt;br /&gt;É certo que algumas obras – justamente para “melhorar o fluxo” de veículos – acabaram atravancando ainda mais o trânsito, mas é óbvio que o fator “sete bilhões de habitantes” contribuiu psicologicamente para o caos. Funciona mais ou menos como o fator chuva: basta ameaçar cair alguns pingos que o número de veículos em circulação aumenta. Existe até a comparação dos carros de Florianópolis com os Gremlins: bastou molhar que eles se multiplicam.&lt;br /&gt;O engraçado é que apenas no trânsito se sente o efeito dos sete bilhões de habitantes. Nesta mesma sexta-feira de manhã, percorri o centro da cidade durante cerca de duas horas e não percebi maiores consequências da superpopulação: os corredores das lojas estavam transitáveis, as filas nos pontos de ônibus não chegavam a dobrar a esquina, não faltou pão nas padarias, o atendimento nas emergências médicas continuava demorando no máximo três semanas...&lt;br /&gt;Ou seja: ou somente o trânsito reflete as sequelas do aumento populacional, ou eu senti os efeitos com mais intensidade porque estava ali dentro, parado, engrenando e desengrenando a marcha, de meio metro em  meio metro, durante longos 55 minutos. É muito mais provável que esta segunda opção seja a verdadeira, mas, enfim, eu preciso de algo a que me apegar, e é mais fácil culpar os outros 6.999.999.999.999 habitantes do que a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis deve ganhar em breve sua quarta ponte – que na prática deve ser a terceira, já que a Hercílio Luz não se dá ao desfrute – e eu não consigo entender como isso pode resolver os problemas do trânsito.&lt;br /&gt;De que adianta aumentar a vazão para dentro e para fora da ilha se, na ilha propriamente dita, vamos continuar com a mesma capacidade de tráfego? Não há como criar mais vias de trânsito. Nem todas as tubulações do mundo vão evitar a enchente se o escoadouro é um só.&lt;br /&gt;Pode parecer meio utópico – quem quer abrir mão, a curto prazo, do conforto de seu carro? – mas só vamos encontrar uma saída com o incremento do transporte coletivo. E não me refiro apenas à rede de ônibus hoje em operação, mas a opções várias, que incluem até o transporte marítimo.&lt;br /&gt;Afinal, isto aqui é ou não é uma ilha?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-4553930854593469341?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/4553930854593469341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=4553930854593469341&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4553930854593469341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4553930854593469341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/11/foi-so-ler-noticia-de-que-populacao-do.html' title='Floripa e os &quot;sete bi&quot;'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kQiviUzCbjE/TrU1rg4NQpI/AAAAAAAAAjc/lT11JjPmVy8/s72-c/7bi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3988414292214122064</id><published>2011-08-25T14:34:00.006-03:00</published><updated>2011-08-25T14:44:35.543-03:00</updated><title type='text'>Mulheres em extinção</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lx3grxqh0Qo/TlaHx7UNq2I/AAAAAAAAAjU/GWMxIRSiPlk/s1600/extinta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644848474761309026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-lx3grxqh0Qo/TlaHx7UNq2I/AAAAAAAAAjU/GWMxIRSiPlk/s200/extinta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Até lá provavelmente já estarei morto – acredito em minha própria longevidade, mas creio que três mil anos é um pouco de exagero – mas confesso que fiquei preocupado com o estudo elaborado pela ONU, e publicado pela revista “The Economist”, que aponta a mulher como animal em extinção.&lt;br /&gt;A razão para o desaparecimento é muito simples: as mulheres em idade fértil não estão gerando filhas suficientes para substituí-las. Portanto, não havendo uma reversão desse quadro de fertilidade, o número de bebês do sexo feminino será cada vez menor, cada vez menor, até a completa extinção do ainda chamado – pelo menos por mim – sexo oposto.&lt;br /&gt;Um exemplo dessa marcha inexorável rumo à masculinização da humanidade está em Hong Kong, um dos 83 países ou territórios pesquisados. Lá, pelas taxas de fertilidade atuais, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas, que por sua vez gerariam apenas 299 filhas, que por sua vez etc. - e assim por diante, até que a população feminina de Hong Kong, hoje de 3,75 milhões, alcançasse o número expressivo de apenas uma representante, a ser parida no ano de 2.798. Ou seja, daqui a somente 787 anos.&lt;br /&gt;Meus quatro ou cinco leitores do sexo masculino podem tranquilizar-se um pouco, porém, porque a situação no Brasil não é tão dramática. Por aqui, neste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, a última mulher deve nascer apenas nas proximidades do ano 5 mil, o que garante uma carência ainda bastante grande para desfrutarmos das delícias da espécie.&lt;br /&gt;Mas, depois disso, o caos.&lt;br /&gt;Provavelmente só será possível “amar uma mulher sem orifício”, como já antecipou o visionário Chico Buarque, ou liberar geral, sem pruridos, melindres e preconceitos, como muitos já andam fazendo. Ou, ainda – e aí vão duas opções também bastante consideráveis – dedicar-se à purificação da alma ou aos esportes individuais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3988414292214122064?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3988414292214122064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3988414292214122064&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3988414292214122064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3988414292214122064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/08/mulheres-em-extincao.html' title='Mulheres em extinção'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lx3grxqh0Qo/TlaHx7UNq2I/AAAAAAAAAjU/GWMxIRSiPlk/s72-c/extinta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3119302325428042144</id><published>2011-08-04T14:48:00.002-03:00</published><updated>2011-08-04T14:53:49.506-03:00</updated><title type='text'>Morte começa com D</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nruXuZCaagI/Tjrcn2JqJ1I/AAAAAAAAAjE/DS8k-uvOm-E/s1600/morte.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637060460716631890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nruXuZCaagI/Tjrcn2JqJ1I/AAAAAAAAAjE/DS8k-uvOm-E/s200/morte.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Esta notícia saiu no &lt;strong&gt;F5&lt;/strong&gt;, o novo site de entretenimento da &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;, e só pode ter fundamento científico – caso contrário por que um jornal com o nome e a tradição da &lt;strong&gt;Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; a publicaria?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pessoas cujo nome começa com D vivem menos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já começou a ficar preocupado?&lt;br /&gt;Como meu nome começa com M, não me senti sob risco e consegui ler a nota até o final. Lá, diz que a informação consta de um estudo publicado na &lt;strong&gt;Death Studies&lt;/strong&gt; – o jornal não diz, mas descobri que é uma revista americana com dez edições por ano – com a constatação de que as pessoas com nomes iniciados pela letra D vivem quase dois anos a menos que as cujo nome começa com outra letra. Para chegar a essa conclusão, foram estudados grupos de atletas, médicos e advogados. Entre os atletas, os que vivem menos são os com nome iniciado por A, B, C e especialmente D – estes chegam a viver 1,8 ano a menos que os com nomes com a inicial variando de E a Z.&lt;br /&gt;Com médicos e advogados, o padrão se repetiu, embora com menos diferença de tempo de vida.&lt;br /&gt;Na prática, a notícia não acrescentou nada ao meu cabedal, mas valeu para medir o &lt;em&gt;feed back&lt;/em&gt; dos leitores – com nome com D ou não – em relação à informação.&lt;br /&gt;Acompanhe:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dani R.&lt;/strong&gt; – Ihh, dancei!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vânia Mara Ferreira&lt;/strong&gt; - "V". Meu nome começa com "V", hehehehe&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elaine Gerevini&lt;/strong&gt; – Obrigada, mamãe, por ter escolhido o nome Elaine...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniele Sartori&lt;/strong&gt; - Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu (vaias)!!! Como alguém publica isso? Estudo feito onde? Por quem? Como se deu a amostragem? Matéria mal fundamentada...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deodato Cavalcânte&lt;/strong&gt; - Vou começar a colocar a barba de molho, ah, ah, ah!!!!!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adri Fig&lt;/strong&gt; - Ufa! Escapei! hahaha&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniela Correia&lt;/strong&gt; - Agora ferrou...kkkkkkk..Isso não é verdade, é?&lt;br /&gt;A última valeu pelo tempo que perdi lendo a notícia:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PF&lt;/strong&gt; - Bye bye Dilma, Datena, Delúbio, Daniel Dantas (iria morrer duas vezes mais rápido). &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3119302325428042144?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3119302325428042144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3119302325428042144&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3119302325428042144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3119302325428042144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/08/morte-comeca-com-d.html' title='Morte começa com D'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nruXuZCaagI/Tjrcn2JqJ1I/AAAAAAAAAjE/DS8k-uvOm-E/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3535221577853817449</id><published>2011-07-13T16:19:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T16:25:40.889-03:00</updated><title type='text'>Beba com moderação!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6w58KlbgRMA/Th3v-eZaUNI/AAAAAAAAAi8/u9zv7qoDKVA/s1600/agua.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628918965873561810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-6w58KlbgRMA/Th3v-eZaUNI/AAAAAAAAAi8/u9zv7qoDKVA/s200/agua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pronto!&lt;br /&gt;Bastou que eu finalmente cedesse à insistente orientação para tomar dois litros de água por dia, hábito que sempre me pareceu puro desperdício, para que surgisse uma voz destoante e dissesse que não há evidências científicas para afirmar que tomar oito copos por dia deva ser uma obrigação. Passei cinquenta e cinco anos ingerindo a quantidade diária de água que minha sede prescrevia – um a dois copos, se muito – e, depois de admitir finalmente tornar-me um aquífero ambulante, descubro que meu corpo era quem tinha razão.&lt;br /&gt;Nosso organismo se autorregula, confirma Daniel Rinaldi, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Para ele, não há mesmo evidências de que as pessoas precisem beber dois litros de água por dia. Mas isso eu sempre soube.&lt;br /&gt;Costumo basear-me em minha &lt;i&gt;inteligência orgânica&lt;/i&gt; para viver: como muita fruta, bebo café, os alimentos eles próprios têm água. Com minha alimentação normal, portanto, estaria suprida minha carência hídrica. E se houvesse necessidade de mais água para manter o nível do reservatório, nada mais lógico que eu sentisse sede, certo? Sempre funcionou assim e nunca me senti desidratado.&lt;br /&gt;Pelo contrário: nas vezes em que tentei forçar alguns copos de água a mais garganta abaixo, creio ter chegado o mais perto que se pode chegar, vivo, da sensação de afogamento. Além do empapuçamento e da impressão de que a barriga estava fazendo &lt;i&gt;glub-glub&lt;/i&gt; e todos estavam escutando, sentia apenas crescer desproporcionalmente meu índice de frequência ao banheiro. E isso dava a ideia de que meu corpo nada mais era do que um mero carro-tanque, um intermediário no transporte da água desde a fonte até o vaso sanitário. Mais fácil, e menos desagradável, seria despejar a água diretamente da garrafa.&lt;br /&gt;Depois de todos esses anos deixando que minha bacia hidrográfica se autorregulasse, porém, fui &lt;i&gt;convidado&lt;/i&gt; a entrar na turma dos dois litros – ou dos oito copos, o que empapuçar menos – por recomendação médica: meu último exame de urina acusou a presença de “raros cristais de oxalato de cálcio” e isso, segundo o urologista, é sinal amarelo para o risco de cálculos renais. Como tive pedra no rim aos vinte e um anos e sei o quanto doi...&lt;br /&gt;Mesmo as vozes destoantes admitem benefícios comprovados da grande ingestão de água aos pacientes com histórico de nefrolitíase, e por isso não vou abandonar o ainda estranho hábito de virar três ou quatro garrafinhas ao dia, ainda que meu corpo as julgue supérfluas. Além de limpar as vias urinárias, sei que deve ter outros benefícios. Meu irmão, por exemplo, achou que eu estava com “o rosto mais cheio” da última vez que me viu – e isso, dada minha histórica magreza, é um elogio.&lt;br /&gt;Quem sabe a água não faça milagres... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3535221577853817449?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3535221577853817449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3535221577853817449&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3535221577853817449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3535221577853817449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/07/beba-com-moderacao.html' title='Beba com moderação!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6w58KlbgRMA/Th3v-eZaUNI/AAAAAAAAAi8/u9zv7qoDKVA/s72-c/agua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-578538875796676995</id><published>2011-06-22T13:14:00.003-03:00</published><updated>2011-06-22T13:18:52.428-03:00</updated><title type='text'>Nós, os escanifrados</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Bwv_oyUyeYU/TgIVHEqAsWI/AAAAAAAAAi0/zmr2sp6Tbxg/s1600/osso.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621078496165015906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Bwv_oyUyeYU/TgIVHEqAsWI/AAAAAAAAAi0/zmr2sp6Tbxg/s200/osso.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Demorou, mas descobriram que nós, os magros, também somos discriminados. Quem imaginava que só os gordos e os baixinhos eram vítimas dos apelidos depreciativos, das avaliações pouco carinhosas de seu aspecto físico, leu no caderno &lt;em&gt;Equilíbrio&lt;/em&gt; da “Folha de S. Paulo” desta terça-feira que os escanifrados, os magricelas, os esganzelados como eu também não gozam de muita condescendência pública por sua aparência diáfana. Se os gordos e os baixinhos estão fora de um “padrão” estético estabelecido sabe-se lá por quem, os magros em excesso também andam pelas beiradas da tabela.&lt;br /&gt;É claro que não poderíamos ser chamados de &lt;em&gt;Baleia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pudim de Banha&lt;/em&gt;, ou de &lt;em&gt;Pouca Sombra&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Salário Mínimo&lt;/em&gt;, mas, convenhamos, &lt;em&gt;Seco&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pau-de-Virar-Tripa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Saco de Ossos&lt;/em&gt; também não soam nada agradáveis a ouvidos minimamente sensíveis.&lt;br /&gt;E o pior é que os “magros de ruindade” sequer somos levados a sério quando pretendemos tentar reverter nossa secura: para os médicos, somos assim por predisposição genética, por causa do tipo físico e por termos o chamado “metabolismo perfeito”. Não é doença. Não há recurso da medicina que corrija. Temos de nos conformar, pois.&lt;br /&gt;Aos 55 anos, medindo 1m76 e chegando aos 60 quilos quando a balança está com boa vontade, não me conformei, no entanto. Embora isso não signifique que lute obstinadamente para ganhar peso – mesmo porque não adiantaria nada – acho que poderia pesar pelo menos uns oito ou dez quilos a mais. Nem me consola saber que faço parte do seleto grupo de cinco por cento da população que foram agraciados com o metabolismo perfeito.&lt;br /&gt;Trocaria esse privilégio por um pouco de gordura localizada, por mais massa muscular, por braços e pernas menos esqueléticos e por costelas menos aparentes. Gostaria de parar de ouvir a eterna sugestão de levar pedras nos bolsos para não correr o risco de ser carregado por um vento mais forte, ou de evitar ficar de perfil para não pensarem que fui embora. Gostaria de saber que, quando uma mulher me olha duas vezes na rua, foi por causa de meus belos olhos, e não para certificar-se de que não havia acabado de olhar para uma placa de trânsito com roupa.&lt;br /&gt;E não gostaria mais de ouvir os comentários de “você emagreceu” – como se isso fosse possível – por parte de pessoas que ficam alguns meses sem me ver: não, eu não emagreci; estou é secando, mesmo... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-578538875796676995?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/578538875796676995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=578538875796676995&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/578538875796676995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/578538875796676995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/06/nos-os-escanifrados.html' title='Nós, os escanifrados'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Bwv_oyUyeYU/TgIVHEqAsWI/AAAAAAAAAi0/zmr2sp6Tbxg/s72-c/osso.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-214063760476845316</id><published>2011-06-12T11:47:00.002-03:00</published><updated>2011-06-12T11:51:20.504-03:00</updated><title type='text'>Amigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UwiIALB4og0/TfTRz0hleuI/AAAAAAAAAis/pB1B5YHmqqo/s1600/amigo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617345323440896738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-UwiIALB4og0/TfTRz0hleuI/AAAAAAAAAis/pB1B5YHmqqo/s200/amigo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pela janela do avião eu vi o sol nascendo sobre as nuvens, lá longe no horizonte, e me passou rapidamente pela cabeça que esse era um espetáculo que José Luiz não poderia mais apreciar. Foi um pensamento pouco original, reconheço. Mas que espécie de originalidade é possível esperar quando se está a caminho do enterro de um amigo que fazia parte de sua vida havia 37 anos? Aliás, o que é a morte senão um grande, escuro e desconhecido lugar-comum?&lt;br /&gt;Saí de Florianópolis no voo das 6h05 e, ao contrário do que prenunciava o nascer do sol que vira pouco antes, encontrei uma São Paulo cinzenta, à beira de uma chuva intermitente que não demorou meia hora para começar a cair. Havia sido informado do falecimento pouco depois da meia-noite e àquela hora da manhã, depois da noite insone e da viagem rápida, chegava a Congonhas tomado pela perplexidade natural de quem perde um ente querido. É sempre dificil entender a morte, mais difícil ainda aceitá-la.&lt;br /&gt;Acho que é por isso que a ficha demora a cair: você mesmo, inconscientemente, não quer que ela caia. Você mesmo evita assumir a informação de que aquela pessoa que esteve presente em sua vida durante tanto tempo não vai mais estar presente a partir de agora. Ela não vai mais escolher as roupas no armário todas as manhãs, não vai mais comprar pão na padaria para o lanche de domingo, não vai mais emprestar o ombro amigo ou fazer o comentário irônico e inteligente que foi sua marca registrada durante os 37 anos de convivência.&lt;br /&gt;Sua escova de dente perdeu a utilidade, seus sapatos só vão voltar a bater pernas se doados a outros pés. A lembrança fica, mas os bens físicos – e meus poucos mas condescendentes leitores hão de perdoar-me se não consigo abandonar o lugar-comum – devem buscar a reciclagem, porque a vida continua.&lt;br /&gt;Conheci José Luiz Lima ainda no primeiro dia de aula de nosso curso de jornalismo na Cásper Líbero, em agosto de 1974. Estranhei a princípio quando aquele baixinho quase sem pescoço escolheu sentar-se ao meu lado, numa sala cheia de cadeiras desocupadas, mas entendi depois que ele precisava de alguém para encarar com ele a perspectiva do trote acadêmico, e esse alguém – o primeiro que ele encontrou na sala vazia – eventualmente era eu, um garotão de 18 anos com os olhos tão cheios de expectativas quanto os dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luiz tinha acabado de completar 60 anos quando morreu. Encontrei-o pela última vez no lançamento de meu livro, em 31 de março, três dias antes de seu aniversário, e escrevi na dedicatória: “Ao ‘sexagenário’ Zé Luiz, um abraço com 37 anos de amizade.” Nosso abraço nesse dia está registrado na foto que ilustra esta postagem. Foi nosso último abraço.&lt;br /&gt;Poderia ser mais forte, mais caloroso, se a gente soubesse que seria o último? Acho que não. A gente nunca dá um último abraço num amigo, porque a gente nunca vai acreditar que os nossos amigos também têm a capacidade insensata de não viver para sempre. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-214063760476845316?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/214063760476845316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=214063760476845316&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/214063760476845316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/214063760476845316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/06/amigo.html' title='Amigo'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UwiIALB4og0/TfTRz0hleuI/AAAAAAAAAis/pB1B5YHmqqo/s72-c/amigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3056495017319115356</id><published>2011-04-04T09:13:00.008-03:00</published><updated>2011-04-04T09:29:28.422-03:00</updated><title type='text'>Três pasteizinhos numa cestinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mSjWkyJ_yoA/TZm2XpM3guI/AAAAAAAAAig/QWD8nI0yhJE/s1600/tri.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591700929670251234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mSjWkyJ_yoA/TZm2XpM3guI/AAAAAAAAAig/QWD8nI0yhJE/s200/tri.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tem um bar aqui em Florianópolis, dentro do Mercado Público, que adota uma prática simples para incentivar o consumo de seus petiscos: se você pede um pastelzinho de camarão, por exemplo, as garçonetes colocam dois pasteizinhos na cestinha, apostando que, graças à satisfação pela qualidade do produto, você vai comer o segundo automaticamente. A maioria da clientela efetivamente devora também o segundo pastel – e até pede mais. Mas é claro que o consumo não é obrigatório, e o pastelzinho pode ser deixado na cestinha.&lt;br&gt;Lembrei-me imediatamente do “Box 32” quando soube da história do casal do Paraná que, ao ser surpreendido com o nascimento de três meninas, após tratamento de fertilidade, quis deixar uma delas na cestinha, como um pastel indesejado. Preparados para consumir no máximo dois pastéis, queriam que a garçonete fizesse o que bem entendesse com o pastel que colocou a mais.&lt;br&gt;Sintomaticamente, a criança condenada a permanecer na cestinha era a que apresentava problemas pulmonares. Um “furyô”, como os japoneses chamam os produtos que apresentam defeito de fabricação. Nada mais lógico: se eles queriam apenas dois produtos e lhes apresentaram indevidamente três, por que não devolver um que, além de ser excedente, estava fora das especificações? Era como se a garçonete do “Box 32” tivesse colocado um pastel de queijo na cestinha do pastel de camarão.&lt;br&gt;Soube que o casal arrependeu-se de ter pensado nas crianças como simples mercadorias numa prateleira e agora quer que a Justiça lhes devolva a guarda, retirada pelo Conselho Tutelar para garantir a proteção das meninas. A defesa do casal alega que o gesto foi impensado, num momento de confusão mental pela surpresa do nascimento não planejado.&lt;br&gt;Pode até ser, e a Justiça até talvez lhes conceda o pátrio poder. Mas não dá na gente o medo de que, num futuro próximo, o terceiro pastelzinho possa ficar esquecido na cestinha, esfriando e murchando, porque, afinal, era um pastel de queijo? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3056495017319115356?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3056495017319115356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3056495017319115356&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3056495017319115356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3056495017319115356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/04/tres-pasteizinhos-numa-cestinha.html' title='Três pasteizinhos numa cestinha'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mSjWkyJ_yoA/TZm2XpM3guI/AAAAAAAAAig/QWD8nI0yhJE/s72-c/tri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6756176549376522229</id><published>2011-03-28T13:54:00.004-03:00</published><updated>2011-03-28T14:04:36.314-03:00</updated><title type='text'>Um dedo que caiu do céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZL-pj0z3tOs/TZC-jx30DrI/AAAAAAAAAiY/ST_lUSZgqDA/s1600/dedo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 127px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589176659458920114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZL-pj0z3tOs/TZC-jx30DrI/AAAAAAAAAiY/ST_lUSZgqDA/s200/dedo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Nós, os ficcionistas – perdoem-me os leitores pela presunção – temos de nos render à evidência dos fatos: a vida real é, às vezes, muito mais mirabolante do que qualquer trama rocambolesca que possa ser engendrada pela mente do mais profícuo dos autores. E não é de hoje.&lt;br&gt;Faz tempo que lemos nos jornais notícias que, não fosse a credibilidade conquistada pela imprensa à custa de muito suor e lágrimas, pareceriam estrondosas mentiras, deslavadas lorotas, produtos de mentes fantasiosas dignas de corar de vergonha o Barão de Munchausen, pela própria inferioridade.&lt;br&gt;Só para citar dois exemplos mais recentes: os policiais que prenderam uma cabra, julgando ser um assaltante que se transmudara para fugir à prisão, e o proprietário do forno crematório que, em vez de cremar os corpos, ia juntando dezenas de cadáveres num depósito e embolsava a grana recebida pelo serviço não realizado.&lt;br&gt;Esse papo de que a vida imita a arte precisa ser atualizado, pois: a vida imita a arte, sim, mas às vezes com muito mais criatividade.&lt;br&gt;A bola da vez é esse dedo que caiu do céu, lá em Londres. Dá para imaginar que seja verdade um passarinho não muito ciente das próprias limitações resolver levar um pedaço de dedo humano no bico, deixá-lo cair no meio de um estacionamento e com isso ajudar a polícia a elucidar um crime ocorrido um ano antes?&lt;br&gt;Pois é. Graças ao achado do pássaro, a polícia conseguiu localizar uma pequena parte do corpo de Mahmud Ahmad, que havia sido torturado e esquartejado pelo cunhado para contar onde a irmã caçula – esposa do assassino (Mohamed Riaz, a figura estranha da foto no alto) – estava escondida. Não contou. E por isso está distribuído sabe-se lá em quantas partes e sabe-se em quantos lugares da capital inglesa.&lt;br&gt;Nahid, a irmã da vítima, abandonou o marido em 2008 – justamente por seu caráter violento – mudou de nome e contou para uns poucos parentes onde estava vivendo. Naquele mesmo ano, o marido abandonado iniciou uma campanha de terror contra a família de Nahid, tentando descobrir o paradeiro da ex-mulher. O ato final dessa campanha foi a tortura e morte de Mahmud.&lt;br&gt;A polícia revirou lixões da região em busca do corpo da vítima, sem sucesso. Os investigadores chegaram a estudar rotas de voos de pássaros para tentar descobrir onde a ave tinha localizado o dedo, mas não tiveram sorte.&lt;br&gt;Pois a eles, agora, resta esperar que a vida continue imitando a arte, com sua capacidade de surpreender, e uma outra parte do corpo, a exemplo do dedo, também caia do céu.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ainda falando em ficção, quero lembrar a todos que meu livro &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; estará sendo lançado em São Paulo nesta quinta-feira, 31 de março, a partir das 19h30, na livraria da Editora Brasiliense (rua Mourato Coelho, 111, Pinheiros, fone 11 3087-0000). Se até não muito tempo atrás não tive pena de baixar o cacete no que me parecia um desinteresse da editora pelo livro – ou até um certo amadorismo por parte deles para tratar da própria produção – agora devo reconhecer o profissionalismo da equipe na organização do lançamento. Parece coisa de gente grande.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6756176549376522229?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6756176549376522229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6756176549376522229&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6756176549376522229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6756176549376522229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/03/um-dedo-que-caiu-do-ceu.html' title='Um dedo que caiu do céu'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZL-pj0z3tOs/TZC-jx30DrI/AAAAAAAAAiY/ST_lUSZgqDA/s72-c/dedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2500345489548491454</id><published>2011-02-23T10:35:00.006-03:00</published><updated>2011-02-24T11:47:02.355-03:00</updated><title type='text'>Trinta anos atrás</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xUKsXDPtS1k/TWUPyhIQvNI/AAAAAAAAAh8/l4osGct8XQ0/s1600/folha.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576881074129124562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xUKsXDPtS1k/TWUPyhIQvNI/AAAAAAAAAh8/l4osGct8XQ0/s320/folha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A Folha está completando noventa anos. Para comemorar, disponibilizou na internet as quase 33 mil edições que pôs nas bancas desde 1921.&lt;br /&gt;Como um dos soldados do jornal em quase dez por cento desse período de 90 anos – no tempo ainda em preto e branco; alguns de meus estimados e longevos leitores devem lembrar-se disso – tratei de procurar nesse acervo algo que marcasse minha participação na história do jornal. E achei.&lt;br /&gt;Tal qual um paleontólogo, localizei uma edição de mais de trinta anos atrás, com um fato raro: o repórter – ele mesmo – virar chamada de primeira página do jornal por causa de sua matéria.&lt;br /&gt;Está na imagem aí em cima, para quem quiser ver: aquele rapazinho cabeludo do lado esquerdo da página – do lado direito está Jimmy Carter beijando sua mulher Rosalyn, não confundam! – é este que de vez em quando perturba a tranqulidade de meia dúzia de sete ou oito leitores com mal-traçadas linhas como estas.&lt;br /&gt;A pauta: por ordem do chefe de reportagem Adílson Laranjeira, fui ao Detran de São Paulo ver se estava sendo cumprida sem restrições a norma que possibilitava obter a carteira de habilitação sem passar por uma autoescola. Achava-se que os burocratas do departamento boicotariam os cadidatos chamados &lt;em&gt;particulares&lt;/em&gt;, para evitar que as autoescolas perdessem parte de sua bocada, reduzindo sua arrecadação e, consequentemente, minguando a distribuição de mimos aos dedicados funcionários do órgão de trânsito.&lt;br /&gt;Mas não: o &lt;em&gt;particular&lt;/em&gt; aqui não só conseguiu tirar sua CNH sem qualquer dificuldade, como conseguiu tirá-la pela segunda vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Como a pauta inicial perdeu seu norte – já que o Detran não estava restringindo a habilitação dos &lt;em&gt;particulares&lt;/em&gt; – ficamos com o &lt;em&gt;plano B&lt;/em&gt;: um motorista já habilitado conseguir uma nova habilitação a partir de um segundo prontuário, em nada relacionado ao primeiro, o que possibilitaria a condutores com a carteira cassada tirar um segundo documento e voltar às ruas.&lt;br /&gt;A matéria saiu na edição de 30 de outubro de 1980, uma quinta-feira, sob o título &lt;strong&gt;Como tirar duas cartas no Detran&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O repórter Marco Antonio Zanfra, da “Folha”, conseguiu ontem sua segunda Carteira Nacional de Habilitação, no Detran, e com isso provou que qualquer pessoa que tenha cometido infração grave ou mesmo crime de trânsito, com a consequente apreensão da carteira, possa “contornar” o fato, indo ao órgão estadual de trânsito e solicitando novo documento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quase 31 anos depois, os tempos são outros, claro. Os Detrans estão informatizados e não haveria como, por vias legais, conseguir uma segunda carteira como eu consegui. Felizmente para mim, que, como assessor do Detran de Santa Catarina, não corro o risco de ter de explicar o inexplicável a repórteres chatos como eu fui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2500345489548491454?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2500345489548491454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2500345489548491454&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2500345489548491454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2500345489548491454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/02/trinta-anos-atras.html' title='Trinta anos atrás'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xUKsXDPtS1k/TWUPyhIQvNI/AAAAAAAAAh8/l4osGct8XQ0/s72-c/folha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2487972532111536733</id><published>2011-01-23T10:52:00.004-02:00</published><updated>2011-01-24T08:44:45.566-02:00</updated><title type='text'>A mão que não era a minha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TTwkxa9JjAI/AAAAAAAAAhc/01US7T0Zua4/s1600/minhamao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565363670991080450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TTwkxa9JjAI/AAAAAAAAAhc/01US7T0Zua4/s200/minhamao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:verdana;" &gt;Outro dia, não faz muito tempo, fui trabalhar com um sapato diferente em cada pé.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Não, não foi nenhum sintoma de demência precoce ou de disfunção neurológica, acho. Foi apenas uma distração. Estava escuro ao me vestir e acabei confundindo os sapatos – embora, felizmente, não tenha colocado dois pés esquerdos. Levei quase duas horas para perceber o engano, ao notar que um pé pisava diferente do outro.&lt;br /&gt;E o que é que os meus seletos e ocupados leitores têm a ver com isso?&lt;br /&gt;O que eu quero ponderar é que, apesar de errada, atrapalhada e cômica, a decisão de calçar sapatos diferentes partiu de mim. Errei, é certo, mas não fui coagido a isso, não fui induzido a erro por forças ocultas, não tive a decisão de calçar o sapato certo desobedecida e contrariada por quem quer que seja. Não foi, digamos, meu pé direito quem se rebelou, quis usar um sapato diferente de seu colega do outro lado e me obrigou a aceitar sua decisão soberana. Ou, melhor ainda: tomou sua decisão soberana e eu só fui saber dela quase duas horas depois.&lt;br /&gt;Onde eu quero chegar?&lt;br /&gt;Quero chegar no seguinte ponto: estou reforçando a ideia de autonomia de minha parte para o lapso porque usar os dois sapatos diferentes poderia ter sido uma decisão além de mim. Embora pareça estapafúrdia a possibilidade de meu pé direito tomar suas próprias decisões e me fazer passar vergonha, essa hipótese é perfeitamente factível. Isso pode acontecer por causa de uma disfunção cerebral chamada &lt;em&gt;Síndrome da Mão Alheia&lt;/em&gt;, cuja ocorrência foi abordada num programa científico da BBC esta semana. A síndrome ocorre quando é interrompida a conexão entre os dois hemisférios do cérebro e eles acabam agindo autonomamente.&lt;br /&gt;Alguns exemplos desse comportamento: você começar a ser estapeado pela própria mão, você querer seguir para um lado e uma das pernas decidir ir para o outro, ou – um exemplo citado no programa da BBC – sua mão direita abotoar sua camisa e a mão esquerda desabotoá-la em seguida, e isso, é claro, sem o seu consentimento.&lt;br /&gt;O problema ocorre porque se rompe a hierarquia dentro da estrutura cerebral. O hemisfério esquerdo do cérebro, que controla o braço e a perna direitos, tende a ser onde residem as habilidades linguísticas. O hemisfério direito, que controla o braço e a perna esquerdos, é mais responsável pela localização espacial e pelo reconhecimento de padrões. Normalmente, é o hemisfério esquerdo, mais analítico, quem domina e tem a palavra final nas ações que desempenhamos. Rompida a ligação entre os hemisférios, quem pode garantir de onde partirá a &lt;em&gt;palavra final&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Para o neurologista Roger Sperry, cada hemisfério cerebral é um sistema de consciência isolado – percebendo, pensando, lembrando, raciocinando, querendo e se emocionando por conta própria. Quando ligados, prevalece a hierarquia de poder.&lt;br /&gt;Quando desligados, não será impossível alguém sair com um sapato enfiado na boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2487972532111536733?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2487972532111536733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2487972532111536733&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2487972532111536733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2487972532111536733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2011/01/mao-que-nao-era-minha.html' title='A mão que não era a minha'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TTwkxa9JjAI/AAAAAAAAAhc/01US7T0Zua4/s72-c/minhamao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6131949316731659613</id><published>2010-12-29T11:37:00.006-02:00</published><updated>2010-12-29T13:29:26.753-02:00</updated><title type='text'>Contendo as lágrimas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TRtBtLtn2HI/AAAAAAAAAg8/lUQtVFwiQc4/s1600/lancamento.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556106809785702514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TRtBtLtn2HI/AAAAAAAAAg8/lUQtVFwiQc4/s200/lancamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Juro aos meus poucos mas sensíveis leitores que quase chorei ao ler a crítica/elogio de meu amigo Alessandro Bonassoli, assessor de imprensa do senador eleito Paulo Bauer, ao livro &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt;. Não sei se apenas por ser amigo, ou se pesou aí também um pouco de sentimento de culpa pela justificada ausência na noite de lançamento, o "Magoo" não economizou carinho ao falar sobre o livro, deixando este pobre autor à beira dos soluços. Este incipiente escritor, que já se emocionara ao ler por antecipação a coluna que o também amigo Cilmar Machado vai publicar no jornal "Debate", de Lins (SP), em 4 de janeiro, também falando do livro, começa a preocupar-se com a capacidade de emocionar-se de seu pobre coraçãozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Em tempo&lt;/strong&gt;: Bonassoli ganhou o apelido de "Magoo" porque enxerga pouco - oftalmologicamente falando - e antigamente, antes de adaptar-se às lentes de contato, usava daqueles óculos carinhosamente apelidados de "fundo de garrafa". O caridoso texto dele sobre &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; pode ser apreciado clicando-se, aqui à direita, no "Blog do Bonassoli".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;O texto do Cilmar estará disponível no no site do jornal &lt;a href="http://www.jornaldebate.com.br/" target="_blank"&gt;Debate&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6131949316731659613?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6131949316731659613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6131949316731659613&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6131949316731659613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6131949316731659613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/12/contendo-as-lagrimas.html' title='Contendo as lágrimas...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TRtBtLtn2HI/AAAAAAAAAg8/lUQtVFwiQc4/s72-c/lancamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1431973032578248387</id><published>2010-12-04T12:13:00.007-02:00</published><updated>2010-12-09T08:40:29.568-02:00</updated><title type='text'>Best seller, eu?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TPpSCZLroHI/AAAAAAAAAgw/PRboegYF_9Q/s1600/lanca.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546836092133286002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TPpSCZLroHI/AAAAAAAAAgw/PRboegYF_9Q/s320/lanca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Pode um escritor começar uma carreira de sucesso vendendo irrisórios quarenta exemplares no dia de lançamento de seu primeiro livro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;As pessoas que ouvi disseram que sim. O mercado editorial é assim mesmo, explicaram. As pessoas não leem, acrescentaram. Quarenta exemplares é um bom começo, garantiram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;É claro que o mais provável é que essas pessoas estivessem tentando diminuir minha frustração com a baixa receptividade de &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt;. Mas, mesmo que essas ponderações tivessem um mínimo de razoabilidade, era de se esperar que, num evento para o qual você convida mais de trezentas pessoas - e pelo menos uma centena delas garante presença - quarenta exemplares deveriam ter sido vendidos, na minha opinião, ainda na primeira hora da noite de autógrafos, não é mesmo?. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Mas, fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Pessoas muito queridas estiveram presentes, e isso me fez sentir-me feliz, apesar do resultado final. O carinho recebido compensou as ausências. E é a essas pessoas queridas que dedico a seção de fotos do evento, que pode ser vista em &lt;a href="http://zanfraoescritor.tumblr.com/" target="_blank"&gt;Zanfra, o Escritor&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Para terminar, quero dizer que minha frustração se estende à Brasiliense. Esperava muito mais da editora, que até hoje sequer me colocou no catálogo de seu &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;. Parece que o livro não foi editado por eles. Quanto à distribuição, que prometem ser nacional, &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; pode ser encontrado apenas no site das &lt;a href="http://www.livrariascuritiba.com.br/covasgemeasasbrasiliense,product,LV277050,3423.aspx" target="_blank"&gt;Livrarias Curitiba&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;É assim: depois de alimentar durante cinco anos a ideia de que poderia tornar-me um escritor, estes primeiros dias após o lançamento do livro estão me dando a impressão de que é melhor montar uma pizzaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;EM TEMPO: A Editora Brasiliense informa que há outro ponto de venda para o livro, a &lt;a href="http://migre.me/2P0Om" target="_blank"&gt;Livraria Cultura&lt;/a&gt;. No momento em que acessei a página, não havia imagem da capa do livro, mas estou trabalhando para corrigir a falha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1431973032578248387?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1431973032578248387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1431973032578248387&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1431973032578248387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1431973032578248387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/12/best-seller-eu.html' title='Best seller, eu?!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TPpSCZLroHI/AAAAAAAAAgw/PRboegYF_9Q/s72-c/lanca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7728589724084702251</id><published>2010-11-20T12:27:00.006-02:00</published><updated>2010-11-24T11:04:59.114-02:00</updated><title type='text'>Nasceu, enfim!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TOfbGSy7DsI/AAAAAAAAAgo/2xz1oLVhXG4/s1600/capa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541638767673806530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TOfbGSy7DsI/AAAAAAAAAgo/2xz1oLVhXG4/s320/capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Foi um parto!&lt;br /&gt;Depois de uma gestação de mais de dois anos – só na &lt;em&gt;barriga&lt;/em&gt; da Editora Brasiliense – meu livro veio à luz ontem, pesando 240 gramas e medindo 21 centímetros de altura e 14 centímetros de largura. É a cara do pai, embora, com 256 páginas, seja proporcionalmente menos magro.&lt;br /&gt;Digo que a gestação foi de dois anos &lt;em&gt;só na barriga da Brasiliense&lt;/em&gt; porque &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; já esteve em outros úteros desde que o texto ficou pronto, há cinco anos, mas a gravidez não vingou. Mesmo nesta editora que lhe deu vida houve uma recente ameaça de aborto, como devem lembrar-se meus poucos mas selecionados leitores, mas o nosso pequeno “elefante” – cujo período gestacional dura de 22 a 24 meses – acabou sendo parido.&lt;br /&gt;O pai passa bem, livre agora da ansiedade pela espera da parição, mas já acometido pela angústia que antecede o momento de apresentar seu rebento à sociedade, também conhecido como lançamento ou noite de autógrafos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Se a alguém faltava uma boa razão para ir à &lt;em&gt;Ilha da Magia&lt;/em&gt;, ei-la: &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; será lançado em Florianópolis no dia 1º de dezembro, uma quarta-feira, a partir das 19 horas, na Saraiva MegaStore do Shopping Iguatemi (avenida Madre Benvenuta, 687, Santa Mônica). Em São Paulo, o lançamento deve acontecer em janeiro. O preço de capa, segundo informação da Brasiliense, é de R$ 41. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;EM TEMPO&lt;/strong&gt;: Mesmo as crianças nascidas nos partos mais perfeitos podem trazer pequenas complicações posteriores - como uma icterícia, por exemplo - que empanam um pouco o brilho de seu nascimento. Com meu rebento e seu parto difícil não poderia ser diferente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Nada que afete sua saúde ou seu sucesso na vida, mas não deixa de ser um pequeno dissabor: a Saraiva deu para trás e tivemos de mudar o local de lançamento do livro. Continua sendo no dia 1º de dezembro, continua sendo às 19 horas, mas agora vai ser nas Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping (rua Bocaiúva, 2.468, Centro, piso Joaquina).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7728589724084702251?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7728589724084702251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7728589724084702251&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7728589724084702251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7728589724084702251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/11/nasceu-enfim.html' title='Nasceu, enfim!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TOfbGSy7DsI/AAAAAAAAAgo/2xz1oLVhXG4/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5460832964408485449</id><published>2010-10-27T10:16:00.003-02:00</published><updated>2010-10-27T10:34:09.261-02:00</updated><title type='text'>Pula, gorda bandida!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMgYTlgpOKI/AAAAAAAAAgg/hnJ-gzIu5yQ/s1600/gorda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532698866990266530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMgYTlgpOKI/AAAAAAAAAgg/hnJ-gzIu5yQ/s320/gorda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Nossos universitários estão cada vez mais surpreendentes.&lt;br /&gt;Primeiro, foi o caso da Uniban de São Bernardo do Campo, quando aquela garota do vestidinho cor-de-rosa quase foi linchada, justamente por causa do vestidinho cor-de-rosa.&lt;br /&gt;Depois, apareceu aquele jornalzinho dos alunos de ciências farmacêuticas da USP, que incitava os estudantes a jogarem “merda em um viado”, em troca de receberem um convite “de luxo” para uma festa brega.&lt;br /&gt;Em seguida, ainda na USP, teve o caso de agressão a um aluno homossexual (de biologia) durante uma festa na Escola de Comunicações e Artes, teoricamente reduto de futuros comunicadores e artistas.&lt;br /&gt;Agora, o palco do absurdo da vez é a Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde um grupo de estudantes organizou o “Rodeio das Gordas”, que consistia em – isso mesmo que você pensou – montar nas garotas mais, digamos, bem servidas fisicamente, obviamente sem o consentimento destas, e manter-se sobre elas o maior tempo possível, como num autêntico rodeio.&lt;br /&gt;A “brincadeira”, como definiu um dos organizadores, aconteceu no campus da Unesp em Araraquara, durante a realização dos jogos universitários InterUnesp 2010, na primeira quinzena deste mês. Entre gritos de incentivo – “Pula, gorda bandida!” – os “peões” que permanecessem mais tempo montados chegavam a receber premiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a doer na alma a constatação do que vai pela cabeça de nossos universitários.&lt;br /&gt;Vale lembrar que, à exceção da Uniban – que é uma instituição particular e, embora não vá aí nenhum preconceito, tem o acesso menos dificultoso – os demais estudantes envolvidos são alunos de universidades públicas. E nós sabemos que, teoricamente, não é qualquer um que consegue entrar numa universidade pública.&lt;br /&gt;Estes seriam, ainda teoricamente, uns &lt;em&gt;privilegiados&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5460832964408485449?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5460832964408485449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5460832964408485449&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5460832964408485449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5460832964408485449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/10/pula-gorda-bandida.html' title='Pula, gorda bandida!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMgYTlgpOKI/AAAAAAAAAgg/hnJ-gzIu5yQ/s72-c/gorda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8717030259804592832</id><published>2010-10-21T09:44:00.002-02:00</published><updated>2010-10-21T09:48:23.293-02:00</updated><title type='text'>Soró, o papagaio epiléptico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMAny1PJ1QI/AAAAAAAAAgY/Qx1MDULmVhk/s1600/louro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 145px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530464096648549634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMAny1PJ1QI/AAAAAAAAAgY/Qx1MDULmVhk/s320/louro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Meus poucos mas fieis leitores já devem ter perdido o costume de visitar o blog &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; – e creio até que compreendem a quebra de assiduidade destas mal-traçadas linhas, em virtude do delicado estágio de pré-lançamento de meu livro – mas alguns assuntos emergem gritando das páginas dos jornais e exigem a interrupção, ainda que breve, deste interregno. Principalmente quando o assunto se faz ouvir pela voz estridente e esganiçada de um papagaio.&lt;br /&gt;Trata-se da história de &lt;em&gt;Soró&lt;/em&gt;, um papagaio-verdadeiro (&lt;em&gt;amazona aestiva&lt;/em&gt;) que sofre de epilepsia e pode, por força da burocracia legal, ser apartado da família humana que o acolhe há 26 anos e ser condenado a sofrer suas convulsões onde certamente ninguém terá condições de socorrê-lo. &lt;em&gt;Soró&lt;/em&gt; é alvo de uma disputa judicial entre o Ibama de São Paulo e a socióloga Tânia de Oliveira, na casa de quem o papagaio tem seu abrigo.&lt;br /&gt;O Ibama exige que a família entregue-lhe a ave, já que a lei não permite mais que essa espécie seja criada em cativeiro. A precariedade da saúde do animal sequer é considerada pelo órgão ambiental, todavia: no documento em que exigem a entrega de &lt;em&gt;Soró&lt;/em&gt;, está especificado que o bichinho será “sacrificado, se doente, ou entregue à natureza, sendo sadio”.&lt;br /&gt;O poleiro de &lt;em&gt;Soró&lt;/em&gt; na casa da socióloga é guarnecido por uma rede de proteção, para evitar que ele caia quando sofre convulsões e perde os sentidos. Só o fato de ele depender desse cuidado extra seria suficiente – pelo menos na minha opinião e na de, creio, minha meia dúzia de sete ou oito sensíveis leitores – para que a frieza da lei fosse desconsiderada: se é para sacrificá-lo, ou permitir que ele morra ao desamparo, por que não permitir que ele continue no ambiente familiar?&lt;br /&gt;A Justiça por enquanto está do lado de &lt;em&gt;Soró&lt;/em&gt;. Liminar concedida pela juíza federal Tânia Lika Takeuchi garante que o papagaio permaneça em companhia da família Oliveira até o julgamento do mérito, que não tem previsão de data para ocorrer. Ao contrário de muitos de seus colegas, que só enxergam a letra impessoal da lei, a magistrada teve sensibilidade para entender que "a medida adotada pelo Ibama mostra-se desarrazoada, na medida em que não traz qualquer benefício ao meio ambiente ou ao animal".&lt;br /&gt;Para a felicidade de todos, torçamos pela manutenção da ideia liminar no julgamento do mérito. Já que, ao que tudo indica, às mentes com antolhos dos burocratas do Ibama não se permite maleabilidade. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8717030259804592832?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8717030259804592832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8717030259804592832&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8717030259804592832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8717030259804592832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/10/soro-o-papagaio-epileptico.html' title='Soró, o papagaio epiléptico'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TMAny1PJ1QI/AAAAAAAAAgY/Qx1MDULmVhk/s72-c/louro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3006691944976251504</id><published>2010-09-17T15:42:00.003-03:00</published><updated>2010-09-17T15:48:20.178-03:00</updated><title type='text'>"As covas gêmeas" vem aí!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TJO20-PAAWI/AAAAAAAAAgM/HBuHlFy1NaM/s1600/covas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517954989634355554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TJO20-PAAWI/AAAAAAAAAgM/HBuHlFy1NaM/s320/covas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alvíssaras!&lt;br /&gt;Depois de uma semana meio conturbada com a notícia de que a Brasiliense poderia desconsiderar sua decisão anterior de publicar meu livro, recebi ontem, por telefone, a confirmação de que &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; continua na programação da editora.&lt;br /&gt;Tudo não passou de um equívoco, como explicou o editor Max Welcman. Ou, como eu tinha pressentido, de uma falha de comunicação: entregaram meu livro a Welcman sem informá-lo de seus antecedentes, de seu &lt;em&gt;pedigree&lt;/em&gt;; por isso, ela acreditava ter em mãos apenas “mais um” livro juvenil, e achou que seria difícil e trabalhoso adaptar o texto aos padrões dos livros juvenis com que está acostumado a lidar.&lt;br /&gt;Ou seja: exatamente como eu disse na postagem anterior, o editor não sabia exatamente o que tinha em mãos ao propor a solução “mais justa” para o impasse [que eles mesmos criaram], que seria o “distrato” do contrato de edição.&lt;br /&gt;De maneira que meus poucos mas solidários leitores podem continuar juntando seus trocadinhos para ajudar a transformar &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; no &lt;em&gt;best seller&lt;/em&gt; que ele – eu, pelo menos, penso assim – certamente será.&lt;br /&gt;Welcman adiantou que o texto será encaminhado para diagramação na próxima semana. Na semana seguinte, devo receber o “boneco” do livro em formato PDF, para minha análise final e aprovação. Se tudo se encaminhar dentro do que espero, mês que vem o livro está pronto.&lt;br /&gt;Quero aproveitar para agradecer aos caros leitores por se terem associado a mim na indignação e revolta diante das perspectivas sombrias que estavam surgindo no horizonte. Com um apoio desses, quem terá medo de lutar até a última gota de sangue para defender seus ideais e direitos?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3006691944976251504?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3006691944976251504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3006691944976251504&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3006691944976251504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3006691944976251504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/09/as-covas-gemeas-vem-ai.html' title='&quot;As covas gêmeas&quot; vem aí!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TJO20-PAAWI/AAAAAAAAAgM/HBuHlFy1NaM/s72-c/covas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3439858334770444559</id><published>2010-09-10T16:06:00.004-03:00</published><updated>2010-09-14T17:29:11.710-03:00</updated><title type='text'>Tirem o cavalinho da chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TIqCExAcXhI/AAAAAAAAAgE/9X3XUZ-kLp8/s1600/cavalo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515363712054877714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 145px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TIqCExAcXhI/AAAAAAAAAgE/9X3XUZ-kLp8/s320/cavalo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Vê se pode: dois anos depois de Danda Prado anunciar que sua editora tinha concordado em publicar meu livro, a Brasiliense pode chutar &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; para debaixo do tapete! Alegando que a edição demandaria um trabalho longo e demorado para adaptar o estilo da obra aos padrões de seus livros juvenis, o editor Max Welcman acenou com a – para ele – saída “mais justa”, que seria “distratarmos” o contrato de edição assinado em junho do ano passado, deixando-me assim livre para “alçar novos voos” junto a outras editoras. Ora, ora, quanta “justiça”!&lt;br /&gt;Peço licença a meus poucos mas centrados leitores para abordar o tema por partes:&lt;br /&gt;1 – &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; é um romance policial. Nunca foi um livro juvenil, e por isso não tem nenhuma obrigação de respeitar padrões dos livros juvenis da Brasiliense.&lt;br /&gt;2 – Quem deve enquadrar-se a padrões é redator de bulas de remédios. Autor que é autor acaba, ao contrário, criando padrões para serem seguidos pelos pobres mortais.&lt;br /&gt;3 – Foi a presidente da editora quem aprovou inicialmente a sinopse do livro, pediu os originais e trabalhou para a aprovação pelo conselho editorial. A única coisa que me pediram nesse tempo todo, embora um pouco tardiamente, foi que reduzisse o tamanho de texto (o que fiz), mas jamais se tocou em questões de estilo.&lt;br /&gt;4 – Não há como desconsiderar que temos um contrato de edição, assinado pela própria Danda Prado, que estabelece como prazo final para a publicação do livro o dia 10 de dezembro.&lt;br /&gt;5 – Já manifestei a eles, claramente, que nem passa pela minha cabeça a hipótese do “distrato”. Minha dúvida é se interessaria a uma editora da envergadura e da história da Brasiliense o embate judicial pela quebra unilateral do contrato.&lt;br /&gt;Na verdade, parece-me que nem o próprio Welcman sabe muito bem o que tem em mãos. Mandei-lhe uma mensagem-desabafo, alinhando alguns detalhes da saga do livro, pré e pós-aprovação, e ele confessou que muito do que estava lendo em meu texto era-lhe novidade.&lt;br /&gt;Uma dessas “novidades” era a declaração da médica Cleide Almeida, uma das mulheres fortes do &lt;em&gt;staff &lt;/em&gt;de Danda Prado, de que &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt; fugia um pouco do estilo de publicações da Brasiliense, mas sua alta qualidade editorial recomendava uma avaliação mais cuidadosa sobre a viabilidade de sua edição. Essa declaração foi feita menos de um mês antes de a presidente da editora me ligar dando a boa notícia.&lt;br /&gt;Quando Danda Prado telefonou, disse que o livro sairia “só em abril [de 2009]”, ou um ano e cinco meses atrás. Quem me conhece sabe o quanto minha ansiedade extrapola os padrões &lt;em&gt;junguianos&lt;/em&gt;, mas fui levando. Dois meses depois de passado o prazo original, quando assinamos o contrato, conformei-me em deixar para 2010 o tão esperado lançamento, alegando para minhas próprias lombrigas que, por causa do estabelecido contratualmente, de dezembro não passaria.&lt;br /&gt;Mas, para minha surpresa, podemos chegar a dezembro com outro final para esse romance paralelo em que se transformou a publicação de meu livro. Espero sinceramente que a editora reveja sua intenção de rasgar nosso contrato de edição – porque não me agradaria defrontar-me com eles num tribunal – mas podem ir tirando o cavalinho da chuva se esperam que eu me entregue sem luta. Não passei dois anos mastigando minha ansiedade e administrando minhas frustrações para ser descartado como um velho caderno de classificados. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3439858334770444559?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3439858334770444559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3439858334770444559&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3439858334770444559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3439858334770444559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/09/tirem-o-cavalinho-da-chuva.html' title='Tirem o cavalinho da chuva'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TIqCExAcXhI/AAAAAAAAAgE/9X3XUZ-kLp8/s72-c/cavalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6771763922192237318</id><published>2010-08-27T11:36:00.003-03:00</published><updated>2010-08-27T11:40:32.798-03:00</updated><title type='text'>Pertinho do inferno</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/THfN50Pz2tI/AAAAAAAAAf0/O7CoP8C-qZc/s1600/mina.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510099062272285394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/THfN50Pz2tI/AAAAAAAAAf0/O7CoP8C-qZc/s320/mina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Estamos entrando em setembro. Mais 116 dias e chegamos ao Natal. E esse é o prazo para, segundo os cálculos do presidente chileno Sebastián Piñera, os 33 mineiros soterrados a 700 metros de profundidade na mina San José voltarem à superfície, vivos e bem.&lt;br /&gt;Vivos e bem?&lt;br /&gt;Quem sobreviver 140 dias sem ver ou ser tocado pela luz do sol há de sair do buraco pelo menos com complexo de minhoca. Se não tiver o complexo, é bom que pelo menos assuma a forma física do citado anelídeo, já que o túnel que está sendo alargado para o resgate terá o diâmetro de apenas 66 centímetros. Uma barriguinha de chope não passa.&lt;br /&gt;Mas, ironias à parte, gostaria que meus poucos e aeróbios leitores tentassem colocar-se na situação deles: o que significa a 33 homens estarem confinados num espaço de 25 metros quadrados, a 700 metros de profundidade, com uma temperatura entre 32 e 36 graus, em ambiente com alto índice de umidade, ar rarefeito e impregnado de poeira, sem banheiro e cujo único contato com a superfície e a vida real se dá através de um tubo com oito centímetro de circunferência?&lt;br /&gt;Isso sem contar que a mais otimista das notícias que chegam a eles é de que seu resgate deve acontecer somente dentro de um período mínimo de três meses. Sem banho, sem ar, sem sol, com água e alimentos racionados. E sujeitos a variáveis de comportamento que certamente vão tornar seus dias imprevisíveis e quem sabe intoleráveis.&lt;br /&gt;Não quero ser pessimista, mas será que eles conseguem? Não sei de meus leitores, mas sinto uma certa agonia – e até fisicamente uma falta de ar – quando imagino a situação daqueles homens. Eu, que tenho quase um surto claustrofóbico ao me imaginar dentro de um tomógrafo computadorizado, não faço a mínima ideia de como me comportaria lá dentro. A gente sabe por experiência que basta ter notícia de que vai faltar água para que nossa sede pareça urgente e irrefreável. Imagine esse efeito psicológico multiplicado por 33 homens e por 140 dias.&lt;br /&gt;O que sobreviverem serão herois só pelo fato de sobreviverem. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6771763922192237318?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6771763922192237318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6771763922192237318&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6771763922192237318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6771763922192237318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/08/pertinho-do-inferno.html' title='Pertinho do inferno'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/THfN50Pz2tI/AAAAAAAAAf0/O7CoP8C-qZc/s72-c/mina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-983759686445364612</id><published>2010-08-16T11:59:00.002-03:00</published><updated>2010-08-16T12:02:36.619-03:00</updated><title type='text'>Só gritando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGlSkqcuDOI/AAAAAAAAAfs/mbJ6yOjexFA/s1600/grito.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506022809260657890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGlSkqcuDOI/AAAAAAAAAfs/mbJ6yOjexFA/s320/grito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Bastou uma rápida lida no rodapé da página C4 da edição de hoje &lt;strong&gt;da Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; para que minhas esperanças em relação ao futuro da Humanidade – em alta desde que minha rua na praia começou a ser lajotada – despencassem de vez para o limbo. Nem preciso falar muito, basta transcrever os títulos: &lt;strong&gt;Zelador esconde ossadas em pátio de colégio, diz polícia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Pais são presos sob suspeita de esconder assassinato da filha&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Jovem morre em briga de grupos rivais perto da parada gay em MG&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Tirando a morte do rapaz de 15 anos, com quatro tiros, em Minas – fazer parte de gangues, para mim, é caso de “dolo eventual”: você não tem intenção, mas sabe o risco que corre – os outros dois casos são de enegrecer corações franciscanos, pela crueza e sordidez de ingredientes.&lt;br /&gt;No caso dos pais presos, atenção: eles não esconderam o “assassinato da filha”, mas o “assassinato cometido pela filha”. E a filha, de 16 anos, matou, sob tortura, o próprio irmão, oito anos mais novo que ela.&lt;br /&gt;Atenção ao texto da notícia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa morte ocorreu, segundo a Promotoria, após uma séria de torturas praticadas pela jovem contra o menino, com a conivência da família. A irmã se irritou porque o garoto não parava de tossir. Na investigação, a Promotoria descobriu que o menino (e outros irmãos) há um ano era vítima de torturas: as crianças eram obrigadas a comer e beber seus próprios dejetos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No caso do zelador macabro, mais porrada: ele havia enterrado nas dependências do colégio, onde trabalhava há 15 anos, os corpos de uma estudante de 16 anos – que não podia continuar viva, já que não aceitara o amor daquele homem de 52 anos – e de uma garota de programa que discutira com ele o valor a ser cobrado pela prestação de serviço. Esta última foi morta a marretadas&lt;br /&gt;Quanto à estudante, ela estava desaparecida desde julho de 2008, quando, segundo a família, disse que iria viajar com o zelador. Durante o período de sua ausência, o próprio assassino enviava “torpedos” aos familiares dela, como se fosse a própria, dizendo que estava bem e que tinha dado à luz um menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordam comigo que às vezes a desesperança ocupa um lugar de destaque no palco de nossa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão do personagem do quadro &lt;strong&gt;O Grito&lt;/strong&gt;, de Munch, que ilustra esta postagem, poderia muito bem ser consequência da leitura de jornais. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-983759686445364612?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/983759686445364612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=983759686445364612&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/983759686445364612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/983759686445364612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/08/so-gritando.html' title='Só gritando'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGlSkqcuDOI/AAAAAAAAAfs/mbJ6yOjexFA/s72-c/grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-9050790025837832626</id><published>2010-08-09T11:15:00.010-03:00</published><updated>2010-08-09T11:59:25.905-03:00</updated><title type='text'>A lei é para todos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGANjg6mTXI/AAAAAAAAAfk/xEaDrGUJgNk/s1600/favela.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503413648429043058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGANjg6mTXI/AAAAAAAAAfk/xEaDrGUJgNk/s320/favela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;De vez em quando a gente tem de reconhecer e aplaudir: a Justiça está aí para tirar das ruas criminosos sanguinários e deletérios, para manter-se atenta e não medir esforços para preencher as milhares de vagas ociosas de nosso exemplar sistema penitenciário.&lt;br /&gt;A última medida de impacto desses paladinos da lei, digna de loas e de constar nos anais da história jurídica brasileira, vem de uma juíza da zona leste de São Paulo, que colocou no rol de foragidos da Justiça uma perigosa diarista, desempregada e mãe de dez filhos, que não pagou – sob a indesculpável e inverossímil alegação de que não tem dinheiro, veja só! – a quantia de R$ 300 que lhe fora estabelecida como fiança, para responder em liberdade pelo crime de tentativa de furto.&lt;br /&gt;Pois vejam, meu poucos mas selecionados leitores: a mulher errou, tentou furtar bermudas e pares de sapato num supermercado para vestir e calçar os filhos, foi presa em flagrante, conseguiu o benefício da liberdade provisória... e agora não quer pagar o que deve? Quem ela pensa que é? Algum político, banqueiro ou desembargador que vende sentenças? Ela pensou que a Justiça não a alcançaria só porque é pobre e mora longe?&lt;br /&gt;E olhem que ela sequer poderia alegar falta de dinheiro, pois recebe R$ 330 mensais de uma bolsa assistencial do governo, o que seria suficiente para honrar sua dívida e para comprar, procurando bem no comércio popular, pelo menos três bermudas para os filhos. Ou seja: precisava roubar, gente?&lt;br /&gt;A perigosa diarista, provavelmente membro graduado do crime organizado na zona leste, tem 38 anos, e mora com o marido, os dez filhos, um genro e uma neta numa casa de quatro cômodos no sopé de um morro em Cidade Tiradentes. Todos os habitantes da casa em idade produtiva estão desempregados, mas isso não é desculpa para justificar a miséria e a tentativa de furto.&lt;br /&gt;A juíza que expediu mandado de prisão contra a foragida disse que não se lembra do caso. Nem poderia: se ela fosse lembrar-se de cada malfeitor que manda para trás das grades, para a tranquilidade da população honesta e trabalhadora, não teria neurônios suficientes em seu cérebro privilegiado para cuidar de outra coisa.&lt;br /&gt;Mas, para ameaçar o sossego da parcela ordeira e produtiva de habitantes da zona leste paulistana, a juíza acenou com a possibilidade de rever sua decisão, só porque uma defensora pública considerou-a equivocada, já que a meliante é primária, e porque a &lt;strong&gt;Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; – jornal claramente calcado na luta pela reversão dos valores cristãos – resolveu noticiar o fato como se absurda fosse a decisão da magistrada.&lt;br /&gt;Ora, ora, onde vamos parar? Meu medo, queridos leitores, é que acabemos diante de mais um caso de vergonhosa impunidade! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-9050790025837832626?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/9050790025837832626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=9050790025837832626&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/9050790025837832626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/9050790025837832626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/08/lei-e-para-todos.html' title='A lei é para todos!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TGANjg6mTXI/AAAAAAAAAfk/xEaDrGUJgNk/s72-c/favela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-9149691877425852622</id><published>2010-08-03T10:27:00.004-03:00</published><updated>2010-08-05T14:29:34.953-03:00</updated><title type='text'>Men in Red</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TFr0i9vNmxI/AAAAAAAAAfc/85itmNw7-SM/s1600/red2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501978776311798546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TFr0i9vNmxI/AAAAAAAAAfc/85itmNw7-SM/s320/red2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram que homens vestidos com roupas vermelhas são mais atraentes para as mulheres. Segundo o estudo, a cor vermelha está associada à capacidade de adquirir mais &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;, de ser mais poderoso, de ter mais potencial para ganhar dinheiro e subir socialmente. Por isso, os homens vestidos com essa cor tornam-se mais desejáveis.&lt;br /&gt;Pois eu, de minha parte, acabei descobrindo nessa tese mais um obstáculo para um eventual desejo de ser alguma coisa na vida: se depender de me vestir de vermelho, continuarei sendo este zero à esquerda com que meus poucos mas diletos leitores já se acostumaram. Não gosto de vermelho. Não usaria vermelho nem se fosse bombeiro ou jogasse no América carioca. Não gosto de carros vermellhos – a não ser que seja uma Ferrari, mas aí o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; independeria da cor – não gosto de tapetes vermelhos, não gosto do sinal vermelho no semáforo. E, ao contrário do que sugere o estudo, não prefiro as damas de vermelho.&lt;br /&gt;Dizem que não é de hoje que o vermelho é símbolo de &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;. O próprio tapete vermelho é um exemplo disso. Os cidadãos mais poderosos da Roma antiga vestiam-se de vermelho. Até no reino aninal essa predominância é sentida: os &lt;em&gt;machos alfa&lt;/em&gt; da tribo dos babuínos costumam ter a pelagem mais acentuada nessa cor e por isso são eleitos mais frequentemente para o acasalamento. A cor seria, segundo os pesquisadores, um indicador de dominância.&lt;br /&gt;O efeito da cor é biológico e não necessariamente consciente, mas os pesquisadores descobriram que se limita a &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; e sexo: os homens vestidos de vermelho cujas fotos foram usadas como referência não pareceram mais bondosos ou sociáveis entre as mulheres pesquisadas. Eles pareceram apenas mais poderosos, atraentes e sexualmente desejáveis.&lt;br /&gt;Mas e eu com isso? Em sentido contrário do que apontou o trabalho da Universidade de Rochester, o vermelho produz em mim alguns efeitos negativos, em determinadas circunstâncias. No geral, não costumo associar o vermelho a coisas boas. Talvez seja apenas uma forma inconsciente de lutar contra um símbolo do poder, mas pode ser também que para mim a essência do mal está associada ao vermelho: o diabo, o fogo destruidor, o alerta máximo em caso de catástrofe, o sangue fora de suas vias naturais de circulação. O vermelho, para mim, está definitivamente associado a desgraças.&lt;br /&gt;Por isso, se for necessário usar vermelho para parecer mais poderoso e para abrir caminho entre as mulheres, estou fora! Prefiro assumir o que cantava o velho e injustiçado Simonal: &lt;em&gt;Vesti azul/Minha sorte então mudou...&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Porque azul, aliás, é uma de minhas cores preferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em tempo&lt;/strong&gt;: a camisa que uso na foto que ilustra a postagem é originariamente azul; só mesmo um &lt;em&gt;fotochópi&lt;/em&gt; para me fazer vestir vermelho! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Em tempo 2&lt;/strong&gt;: por causa de algumas contestações quanto à cor da camisa, resolvi radicalizar no &lt;em&gt;fotochópi&lt;/em&gt;. Quero ver alguém tripudiar sobre o meu vermelho agora!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-9149691877425852622?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/9149691877425852622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=9149691877425852622&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/9149691877425852622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/9149691877425852622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/08/men-in-red.html' title='Men in Red'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TFr0i9vNmxI/AAAAAAAAAfc/85itmNw7-SM/s72-c/red2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6808044858041733928</id><published>2010-07-22T10:51:00.005-03:00</published><updated>2010-07-22T11:06:44.066-03:00</updated><title type='text'>Tragédias anunciadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TEhNF9QenVI/AAAAAAAAAfM/n0T0DWZWpjw/s1600/rafa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 152px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496728109944053074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TEhNF9QenVI/AAAAAAAAAfM/n0T0DWZWpjw/s320/rafa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não sei se minha condição de estressado no trânsito veio apenas com a idade e a vivência, ou se o fato de trabalhar no Detran há sete anos contribuiu diretamente para isso. Mas a verdade é que sou daqueles motoristas à beira de um ataque de nervos, e isso é muito preocupante, porque acontece com alguém que fugiu do caos de São Paulo e está chegando perto de um colapso em Florianópolis, ainda considerada por alguns como “a ilha da magia”.&lt;br /&gt;Sou daqueles que já ultrapassaram a fase de achar que campanhas educativas resolvem. Defendo em princípio o ataque voraz ao bolso do motorista irresponsável, com multas, multas e muitas multas, porque creio que a dor pecuniária é um método eficaz de educação. Em alguns casos mais graves, onde a multa parecerá inócua como um antibiótico diante de bactérias resistentes, não descarto totalmente o &lt;em&gt;fuzilamento&lt;/em&gt; puro e simples.&lt;br /&gt;É claro que defendo essas medidas radicais apenas para os casos perdidos. Ainda acho que, recebendo doses maciças de educação, cidadania e civilidade enquanto ainda crianças, os motoristas do futuro têm salvação. Os de hoje é que não têm mais jeito. O caos atual no trânsito nada mais é do que o reflexo da falta de educação, cidadania e civilidade, e isso não se aprende de uma hora para outra. O caos atual é reflexo do salve-se quem puder, porque ninguém respeita nada. A lei de trânsito não parece ter força de lei. É encarada como uma pequeno cartaz à entrada de um prédio de veraneio, proibindo que as crianças joguem bola no corredor.&lt;br /&gt;O atropelamento e morte de Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães, é apenas mais um exemplar do verdadeiro &lt;em&gt;pega pra capar&lt;/em&gt; em que se transformou o chamado “teatro do trânsito”. Ao desrespeitar três regras básicas – entrar em área de trânsito proibido, apostar corrida em via pública e não socorrer sua vítima – o atropelante demonstrou no mínimo desrespeito básico pela vida humana, inclusive a sua própria. Com esse comportamento, essa falta intrínseca de princípios solidários e cidadãos, como esperar o respeito a uma simples lei de trânsito? Como esperar o respeito a uma simples vida? Para a desgraça acontecer, era só uma questão de marcar a data. Creio que, como esse, a maioria dos acidentes de trânsito faz parte de um rol de tragédias anunciadas.&lt;br /&gt;De meu lado, por estar intimamente ligado à questão do trânsito – mais do que desejaria – confesso-me desencantado com uma provável solução para o problema que não passe por radicalismos. Não vai ser um passe de mágica que vai fazer o motorista aprender o respeito e exercer a cidadania. Não vai ser um rasgo de lucidez que vai fazê-lo comportar-se dentro da lei.&lt;br /&gt;Para isso, serão necessárias medidas duras. Talvez uma lei, no estilo Maria da Penha, que privilegie a punição exemplar. Nada de cestas básicas ou serviços comunitários. Cana cerrada aos infratores e criminosos de trânsito, como no Japão. O medo da cadeia há de fazer efeito onde a educação e as multas não fizeram. E quem sabe quantas vidas não seriam poupadas... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6808044858041733928?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6808044858041733928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6808044858041733928&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6808044858041733928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6808044858041733928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/07/tragedias-anunciadas.html' title='Tragédias anunciadas'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TEhNF9QenVI/AAAAAAAAAfM/n0T0DWZWpjw/s72-c/rafa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2792966456878767957</id><published>2010-07-05T10:25:00.005-03:00</published><updated>2010-07-05T10:50:18.782-03:00</updated><title type='text'>Só pego no tranco!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TDHimLGKZnI/AAAAAAAAAfE/RDPrTTiM44Q/s1600/embalo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490418566182889074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TDHimLGKZnI/AAAAAAAAAfE/RDPrTTiM44Q/s320/embalo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Peço desculpas aos leitores do blog, mas estou me sentindo desmotivado, nesta segunda-feira, para cumprir o ritual a que me auto-obriguei, desde janeiro de 2008, de externar com data marcada minhas inócuas opiniões sobre o que acontece no mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Poderia falar sobre a decepção intracampo, com a desclassificação merecida da seleção na Copa da África do Sul, ou sobre as surpresas extracampo, como a daquele goleiro que já disse não ver nada de errado em dar uns tapas na namorada, e agora estar sob suspeição de ser responsável pela morte de uma delas. Poderia falar sobre vários outros assuntos, mas me falta inspiração. Falta ânimo. Falta verve. Meu estado de espírito, bem captado pelas lentes de Bila Remzetti, é este que vocês podem ver na foto acima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;De modo que só estou aqui hoje para me justificar e para preparar o espírito de meus sete ou oito leitores assíduos: em virtude do cansaço, do desânimo e, principalmente, da falta de incentivo que o cada vez mais minguado espaço de comentários está patrocinando, o blog &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; deixa de ser obrigatoriamente atualizado às segundas-feiras. Não vai desaparecer, mas será pautado pela eventualidade: quando eu achar que o assunto merece, quando eu não tiver de sacrificar nenhuma outra atividade para escrever, terei o máximo prazer em levar aos seletos seguidores um pouco do mínimo que tenho a oferecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Acho que estou precisando de um pouco de descanso. E os leitores estão precisando descansar de mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2792966456878767957?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2792966456878767957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2792966456878767957&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2792966456878767957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2792966456878767957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/07/so-pego-no-tranco.html' title='Só pego no tranco!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TDHimLGKZnI/AAAAAAAAAfE/RDPrTTiM44Q/s72-c/embalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1283659240097935356</id><published>2010-06-28T09:33:00.005-03:00</published><updated>2010-06-28T10:39:21.585-03:00</updated><title type='text'>Vira a seis, acaba a doze</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TCiWvCOnm2I/AAAAAAAAAe8/F3sFRd2Wm0E/s1600/pelada.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487801880747154274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TCiWvCOnm2I/AAAAAAAAAe8/F3sFRd2Wm0E/s320/pelada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A ideia é do humorista Tutty Vasques, mas eu assino embaixo: por que a duração de uma partida de futebol não pode ser condicionada ao placar – como o vôlei e o tênis, por exemplo – e não ao tempo de disputa? Por que em vez de dois tempos de 45 minutos não estabelecemos que um jogo só termina quando determinado resultado for alcançado? Zero a zero, como o sonolento Brasil e Portugal, nem pensar! As duas equipes iam continuar jogando até que o resultado fosse atingido, nem que para isso tivessem de jogar durante três dias, como aquela partida de tênis entre John Isner e Nicolas Mahut, em Wimbledon.&lt;br /&gt;Na minha infância e pré-adolescência, as partidas de futebol, as peladas, tinham invariavelmente de &lt;em&gt;virar&lt;/em&gt; (trocar de campo) assim que determinado time atingisse seis gols e terminar quando o décimo-segundo tento fosse marcado. Não foram poucos os casos de virar a 12 e acabar a 24, mas isso excepcionalmente, quando os jogos não tinham goleiro e só valia gol de dentro da área.&lt;br /&gt;O que se via eram embates que terminavam em 12 a 11, num dramático festival de gols que alegrava a minúscula plateia – normalmente, formada por quem estava esperando a vez de jogar – e reafirmavam a beleza do futebol ofensivo, como o que o Santos às vezes volta a ensaiar, em detrimento do futebol-ferrolho, onde o fundamental não é marcar, mas não sofrer gols.&lt;br /&gt;Tem alguma graça ficar 90 minutos vendo 22 homens distribuindo caneladas, tocando a bola de lado (ou para trás) até encontrar (ou não encontrar) um furinho, uma réstia de luz que seja, na parede adversária? Não seria melhor que todo mundo saísse atacando e que vencesse quem atacasse mais? E que times que jogassem com a alegria da molecada santista não fossem acusados de &lt;em&gt;desrespeito ao adversário&lt;/em&gt; simplesmente por devolverem ao futebol a arte que ele merece.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pelo que se viu na fase de classificação do Mundial na África do Sul, se botar a seleção da Inglaterra, por exemplo, para jogar uma “partida de 3”, precisa de, pelo menos, três dias de jogo. A Itália levaria uma semana para vencer! A Suíça, o mesmo tempo para perder. Os times africanos acabariam desistindo&lt;/em&gt; – brinca Tutty Vasques.&lt;br /&gt;Mas ele tem toda razão. Dunga também desistiria. Aliás, Dunga nem se arriscaria a entrar em campo com seu esquadrão de Felipes Melos, Michels Bastos, Júlios Batistas e outros quetais para enfrentar Portugal, porque saberia que, com os cinco no meio de campo e os quatro na defesa do esquadrão luso, levaríamos pelo menos 15 dias para meter três gols – e venceríamos pelo cansaço da defesa adversária, não pela competência de nossos jogadores em marcar.&lt;br /&gt;Com a ideia de Tutty Vasques, o futebol-arte teria de volta a arte do futebol. Driblar, meter lençol, fazer tabelinhas rápidas, tocar no meio das canetas e dar de lambreta deixariam de ser &lt;em&gt;desrespeito ao adversário&lt;/em&gt; para tornar-se novamente parte do espetáculo. Todos nós, e principalmente o futebol-arte, só teríamos a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em ganhar, creio que teremos hoje um bom jogo. Com a postura ofensiva do Chile, é pouco provável que a seleção brasileira consiga jogar com a mesma formação de &lt;em&gt;pebolin&lt;/em&gt; com que enfrentou Portugal. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1283659240097935356?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1283659240097935356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1283659240097935356&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1283659240097935356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1283659240097935356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/06/vira-seis-acaba-doze.html' title='Vira a seis, acaba a doze'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TCiWvCOnm2I/AAAAAAAAAe8/F3sFRd2Wm0E/s72-c/pelada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3579682703651690756</id><published>2010-06-21T12:42:00.002-03:00</published><updated>2010-06-21T12:46:39.938-03:00</updated><title type='text'>Arreda, capeta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TB-Ilp2zpVI/AAAAAAAAAe0/bbk4K0UHee4/s1600/necro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485253051632821586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TB-Ilp2zpVI/AAAAAAAAAe0/bbk4K0UHee4/s320/necro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Para aqueles que, como eu, são fãs dos filmes de terror e estão acostumados às manifestações físicas, sensoriais e ectoplásmicas dos que não se conformam em partir desta para a melhor, não há susto que não seja administrável. Manifestações pós-morte absorvidas em episódios de &lt;strong&gt;Ghost Whisperer&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Tru Calling&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Medium&lt;/strong&gt; ajudaram a formar uma geração impermeável ao medo de mortos-vivos de qualquer espécie. Não há cadáver contando até dez na geladeira que provoque arrepios nos filhos dessa classe de discípulos do fantasmagórico. Tudo é muito natural, previsível e, de certa forma, engraçado.&lt;br /&gt;Mas isso só funciona assim com essa legião de escolados, para quem o Além é logo ali e os fantasmas e outras formas de espectros são tão recorrentes quanto um bocejo. Com os que tratam a morte simplesmente como uma cessação de movimentos e os mortos como meras carcaças compostas de ossos, músculos, pele e vísceras, a compreensão de alguns fenômenos pode se dar de maneira diversa. Com os trabalhadores cujo ambiente de trabalho é a morte – como legistas, coveiros, embalsamadores, para quem o cadáver é apenas matéria-prima à espera de manufatura – a absorção de acontecimentos extradionários pode ser a mais pragmática ou a mais estapafúrdia possível..&lt;br /&gt;Se você está a passeio por entre as frias mesas de aço de um necrotério, por exemplo, e de repente um dos hóspedes resolve se mexer... o que pensar? Não vou garantir que nós, os fãs de filmes de terror, não tenhamos um pequeno tremor de susto com a ligeira alteração da cena previsível, mas é coisa passageira. O prazer cinéfilo de acompanhar os próximos passos do enredo vai suplantar qualquer tentativa de nos meter medo que o diretor do filme tenha concebido. A vontade de seguir o desenrolar das cenas vai ser naturalmente maior do que a vontade de sair correndo.&lt;br /&gt;Os pragmáticos também não vão sair correndo, mas é por outro motivo: vão achar que aquele corpo até então inerte foi acometido por espasmos pós-morte, por alguma descarga de eletricidade estática mal resolvida, e que logo em seguida a normalidade voltará a reinar sobre a passividade da morgue. Mas os estapafúrdios... ah, esses vão engolir qualquer explicação, de espasmos a inaceitação da morte, mas só depois de três dias, quando pararem de correr. Tudo pode ser explicado, segundo eles, depois que a adrenalina for diluída pela corrente sanguínea. Até lá, sai da frente!&lt;br /&gt;Não sei que tipo de pessoa – cinéfila, pragmática ou estapafúrdia – estava de serviço no necrotério de Maceió quando uma das &lt;em&gt;mortas&lt;/em&gt; começou a se mexer, na semana passada. A notícia no jornal descreve apenas que a mulher, com óbito declarado duas horas antes, estava bem viva quando começou a movimentar-se, ao contrário do que se esperava dela. Não foi espasmo, não foi rebeldia contra o destino... foi vida mesmo.&lt;br /&gt;No hospital que a havia dado como morta – depois de tentativas de ressuscitação, segundo o diretor – foram aventadas três hipóteses: ou os medicamentos que ela recebeu na busca pela reanimação tiveram efeito tardio, ou a mulher entrou em estado de catalepsia, ou houve erro na declaração do óbito. Em qualquer dos três casos, faltou dizer, ela estava VIVA, e portanto não podia ter sido levada a um necrotério, de onde só se sai para o buraco.&lt;br /&gt;A mulher morreu menos de 24 depois. Mas poderia ter sido enterrada viva. E certamente voltaria da tumba para vingar-se. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3579682703651690756?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3579682703651690756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3579682703651690756&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3579682703651690756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3579682703651690756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/06/arreda-capeta.html' title='Arreda, capeta!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TB-Ilp2zpVI/AAAAAAAAAe0/bbk4K0UHee4/s72-c/necro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8935995499977172678</id><published>2010-06-14T10:08:00.005-03:00</published><updated>2010-06-18T11:51:04.136-03:00</updated><title type='text'>Frases e badulaques</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TBYrYk5OGII/AAAAAAAAAes/JT_FAfi52-U/s1600/coisas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482617297590687874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TBYrYk5OGII/AAAAAAAAAes/JT_FAfi52-U/s320/coisas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Neurologista canadense explica durante congresso em Gramado (RS) que ficar só não ajuda a superar o fim de uma relação. Do ponto de vista cerebral, é preciso mudar o foco. Ele recomenda a busca de outro amor.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uai, e precisa ser um renomado neurologista para chegar a essa conclusão? Precisa estar num congresso em Gramado e ter o destaque de uma chamada na capa da &lt;strong&gt;Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; para falar uma obviedade dessas?&lt;br /&gt;Nada como um novo amor para curar as feridas de um amor perdido, certo?&lt;br /&gt;Escuto isso desde criança. Ouvi esse conselho em cada mesa de bar que frequentei. Escutei esse refrão em nove de dez músicas de dor-de-cotovelo que chegaram às paradas de sucesso.&lt;br /&gt;De duas, uma: ou isso é novidade no Canadá, ou o neurologista canadense é um grande empulhador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Não entendo por que cariocas e capixabas acham-se no direito de ficar com a fatia mais grossa na divisão de &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; do pré-sal. Não entendo por que eles se consideram – e são tratados pela imprensa como tal – “estados produtores”. Ora, eles não produzem nada! O petróleo está lá há milhões de anos e se está mais próximo deles é por mera circunstância geográfica. Rio de Janeiro e Espírito Santo não contribuem em nada para a extração do petróleo, além da coincidência de estarem ali.&lt;br /&gt;Se eu tenho um terreno e um político quer colocar naquele terreno um &lt;em&gt;outdoor&lt;/em&gt; de campanha, tenho todo o direito de receber um aluguel pela cessão do meu espaço. Mas o que Rio e Espírito Santo cedem? As reservas estão no mar, a prospecção e a extração serão feitas pela Petrobrás e os dois estados podem, no máximo, ceder espaço para a passagem dos oleodutos. Que tal um aluguel por isso?&lt;br /&gt;Basear um orçamento milionário nessa “dádiva geográfica”, quando outras unidades da federação estão às portas do subdesenvolvimento por falta de recursos, é algo inaceitável. Mesmo que Sérgio Cabral chore e faça beicinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="left"&gt;Um menino de sete anos não pode ser nada além de um menino de sete anos, cuja morte é um crime contra a humanidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que bilhões de seres humanos – aí incluídos meus sete ou oito leitores fieis – assinariam embaixo da declaração do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai.&lt;br /&gt;Menos, é claro, os facínoras do Taleban que acusaram o menino de sete anos de espionagem pró-EUA, condenaram-no à morte e o executaram enforcando-o numa árvore no centro da própria vila onde ele vivia sua infância.&lt;br /&gt;Que mal pode fazer uma criança de sete anos?&lt;br /&gt;Para impedir que certas ideias circulem em certas cabeças, só mesmo a decapitação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="left"&gt;Nunca sei quando a palavra é com ‘s’ ou é com ‘z’.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana Gimenez tem a seu favor, para justificar o obstáculo ortográfico, o fato de ter vivido muito tempo fora do Brasil. Mas e os brasileiros que nunca saíram daqui, que cumpriram todo o ensino regular, que chegaram ao segundo grau e não sabem quando se escreve com ‘s’ ou ‘z’? Luciana tem milhões de parceiros nessa sua ignorância gramatical.&lt;br /&gt;O Brasil só vai chegar a algum lugar se começar a reforma pela base. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8935995499977172678?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8935995499977172678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8935995499977172678&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8935995499977172678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8935995499977172678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/06/frases-e-badulaques.html' title='Frases e badulaques'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TBYrYk5OGII/AAAAAAAAAes/JT_FAfi52-U/s72-c/coisas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2444721943678214645</id><published>2010-06-07T12:38:00.006-03:00</published><updated>2010-06-08T10:53:11.955-03:00</updated><title type='text'>Fala alguma coisa, Zanfra!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TA0Srl8E9aI/AAAAAAAAAek/VpqeK5m2rh0/s1600/cris.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480056861707531682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TA0Srl8E9aI/AAAAAAAAAek/VpqeK5m2rh0/s320/cris.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Estive participando semana passada do programa “Casos de Família”, no SBT. Quer dizer, “estive participando” é uma forma autocondescendente que encontrei para definir minha passagem, praticamente sem abrir a boca, por dois blocos do programa comandado por Cristina Rocha, a moça da fotinho aí à esquerda, na quarta-feira, 2 de junho. “Estive lá” acho que descreve melhor a situação.&lt;br /&gt;O programa vai ao ar esta semana, ainda não sei o dia, às 17 horas. O tema tratado foi o ciúme no banco dos réus, os crimes passionais. Por isso, acharam interessante convidar um repórter policial com certa experiência para falar alguma coisa. O problema é que esse repórter ficou em silêncio quase o tempo todo. A única vez em que abriu a boca para recitar meia dúzia de palavras tinha duas ou três pessoas falando ao mesmo tempo antes que a quarta palavra da série de meia dúzia fosse proferida.&lt;br /&gt;Mas a culpa não é minha, juro. Escalaram outras quatro pessoas para participar dos debates e três delas eram candidatas às próximas eleições. Era mais do que previsto que elas tentariam conseguir mais espaço. Uma dessas convidadas, ao lado de quem me sentei na poltrona, era a criminalista e ex-deputada Zulaiê Cobra Ribeiro. Quem a conhece sabe que ela não fala pelos cotovelos, mas pelas articulações em geral.&lt;br /&gt;Outra candidata era a procuradora Luíza Nagib Eluf. O terceiro, e o mais quietinho dos três, era o estilista Ronaldo Ésper. O quarto convidado, e o único além de mim que não era candidato a nada, foi o blogueiro James Akel. Mas ele tem cadeira cativa no SBT e estava, digamos, “em casa”. Quer dizer, o único que fez papel de luminária fui eu.&lt;br /&gt;Pensei que o programa estabeleceria uma ordem de pronunciamento. Ou que Cristina Rocha dirigisse especificamente perguntas a mim. Mas o único incentivo que tive a falar eram gestos de um rapaz da produção, sugerindo que conseguisse meu espaço no grito. Sinto muito, mas não faz meu estilo. Se me convidaram é porque queriam que eu falasse alguma coisa; se queriam que eu falasse alguma coisa, era só me reservar um pouco de espaço. Mas, como passei até pela maquilagem, acho que minha única função no dia era embelezar o cenário.&lt;br /&gt;Mas eu “estive lá”, como já disse. Nos dois últimos blocos do programa, é só prestar atenção a um jovem senhor de azul na poltrona central do palco, ao lado de Zulaiê Cobra Ribeiro – e, durante alguns instantes, ao lado também da dona do programa, que se sentou entre mim e Zulaiê para conversar, é claro!, com a ex-deputada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Cristina Rocha disse que pretende continuar no tema, levando os mesmos convidados novamente ao programa. Se me chamarem, claro que não vou me negar. Mas gostaria que alguns critérios de participação fossem observados. Ir duas vezes para entrar mudo e sair calado não dá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;EM TEMPO: Fui avisado agora há pouco pelo Ivan, da produção da Cristina Rocha, que o programa vai ao ar nesta terça-feira, 8 de junho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2444721943678214645?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2444721943678214645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2444721943678214645&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2444721943678214645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2444721943678214645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/06/fala-alguma-coisa-zanfra.html' title='Fala alguma coisa, Zanfra!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TA0Srl8E9aI/AAAAAAAAAek/VpqeK5m2rh0/s72-c/cris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3066000215927123281</id><published>2010-05-31T09:24:00.002-03:00</published><updated>2010-05-31T09:28:21.189-03:00</updated><title type='text'>O amor e a burocracia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TAOqr0XEdEI/AAAAAAAAAec/Y_ljnKMxyqo/s1600/criogenia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477409241579156546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TAOqr0XEdEI/AAAAAAAAAec/Y_ljnKMxyqo/s320/criogenia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Creio que todos os meus sete ou oito fiéis leitores conhecem o caráter deletério da burocracia. Mas duvido que algum dia tenha passado por suas mentes arejadas e iluminadas que a perniciosidade da prática burocrática pudesse criar obstáculos à concretização de um ato de amor.&lt;br /&gt;Pois é. Alguém – além de inflexíveis burocratas, é claro – pensaria que um marido precavido, e em condições especiais, tenha mandado congelar o próprio sêmen para fecundar outra mulher que não aquela com quem dividira a cama durante cinco anos? Passaria pela cabeça de pessoas normais, como nós, que a viúva do indigitado precisasse conseguir na Justiça o direito de tentar ser fecundada pelo homem que, por circunstâncias várias, não conseguira fecundá-la em vida?&lt;br /&gt;A história, para quem não a conhece, é a seguinte: casados durante cinco anos, uma professora e um contador paranaenses tentavam engravidar normalmente até que, em janeiro do ano passado, o casal foi surpreendido com a notícia de que o marido estava com câncer.&lt;br /&gt;Por recomendação médica – já que a quimioterapia para tentar confrontar a doença poderia deixá-lo infértil – o contador mandou congelar o próprio sêmen. Em julho, o casal começou tratamento de fertilização, mas outra má notícia deteve o processo: o câncer havia atingido os ossos, numa metástase cruel e avassaladora. “Preferi ficar ao lado de meu marido. Combinamos que, assim que as coisas melhorassem, continuaríamos a luta para formar nossa família”, disse a professora.&lt;br /&gt;Mas as coisas não melhoraram. No começo deste ano, o marido morreu. E, não bastasse a tristeza do desenlace, a professora foi surpreendida por outra surpresa desagradável: como não havia consentimento prévio do contador para liberar o sêmen após sua morte, ela não poderia usá-lo. Aliás, pela lógica burocrática, ninguém poderia usá-lo, e o sêmen preventivamente coletado ficaria ocupando espaço no congelador até que o efeito estufa derretesse todas as geleiras do planeta.&lt;br /&gt;O laboratório alegou razões éticas para justificar a recusa. Como não existe legislação específica, as clínicas de reprodução e os laboratórios baseiam-se em norma do Conselho Federal de Medicina, que os orienta a documentar o que os homens pretendem fazer com o sêmen congelado. Perguntinha básica: por que o laboratório não fez isso, então, e pôs no papel previamente o que o marido pretendia? Seus conceitos rígidos de ética só funcionam na hora de cobrar uma precaução que eles mesmos deveriam ter tomado?&lt;br /&gt;A professora conseguiu na Justiça o direito de prosseguir nas tentativas de fecundação. Suas advogadas fizeram ver ao juiz da 13ª Vara Cível de Curitiba que era possível presumir a vontade do marido e ele concedeu liminar liberando o uso do sêmen congelado. O laboratório informou que não vai recorrer da decisão.&lt;br /&gt;Só faltava, aliás!!! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3066000215927123281?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3066000215927123281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3066000215927123281&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3066000215927123281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3066000215927123281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/05/o-amor-e-burocracia.html' title='O amor e a burocracia'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/TAOqr0XEdEI/AAAAAAAAAec/Y_ljnKMxyqo/s72-c/criogenia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-4444244972181239276</id><published>2010-05-24T09:38:00.006-03:00</published><updated>2010-05-24T09:47:22.418-03:00</updated><title type='text'>Células</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_pzhCrPzjI/AAAAAAAAAeU/nKci7lCNd64/s1600/dna.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474815308513398322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_pzhCrPzjI/AAAAAAAAAeU/nKci7lCNd64/s320/dna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Autoridades católicas classificaram a criação da primeira célula viva sintética como um potencial &lt;em&gt;devastador salto ao desconhecido&lt;/em&gt;. A preocupação da Igreja é que o homem extraopole suas funções e inclua nelas algumas prerrogativas consideradas divinas. “O homem vem de Deus, mas não é Deus: é humano e tem a possibilidade de dar a vida procriando, e não construindo-a artificialmente.”&lt;br /&gt;Perguntinha: alguém ainda se surpreende com essa tomada de posição da Igreja Católica? Uma organização que queimou os hereges e lutou contra a utilização da células-tronco, mas que chegou também a negociar a dinheiro a remissão dos pecados, merece ainda alguns segundos de estupefação?&lt;br /&gt;Se houve alguma surpresa, para mim, foi com relação ao relativo comedimento com que os religiosos atacaram esse pretensa possibilidade de criar vida sintética. Chegaram a se manifestar admirados com a capacidade a inteligência humanas e a reconhecer como “grande descoberta científica” o poder de alterar geneticamente uma célula viva. Mas, como era previsível, eles jamais vão tolerar o desvio de função: "Fingir ser Deus e macaquear seu poder de criação é um risco enorme, que pode levar o homem à barbárie."&lt;br /&gt;De minha parte, creio que a Igreja não deva preocupar-se em excesso, porque os cientistas não estão usurpando as, segundo ela, atribuições exclusivas de Deus. Os cientistas não criaram uma célula nova, mas apenas modificaram seu mapa genético. Era como antigamente se fazia ao tranformar para o álcool um motor originalmente desenvolvido para funcionar a gasolina: a célula ainda é a mesma, mas – mal comparando – a bactéria original talvez agora possa estar pensando que é um abajur.&lt;br /&gt;Os primeiros carros transformados a álcool sofreram na lataria as agruras de os mecânicos não preverem os efeitos corrosivos do combustível no sistema de carburação, mas os erros foram sendo corrigidos e hoje nós temos veículos que podem até misturar sem traumas dois ou até mais tipos de combustível.&lt;br /&gt;Com as células devem acontecer os mesmos problemas, as mesmas necessidades de ajuste, mas o futuro só pode ser brilhante: já pensou o que é a capacidade de transformar uma bactéria não num abajur, mas num organismo que possa, por exemplo, devorar sem deixar vestígios aqueles milhões de litros de petróleo que estão tingindo as águas do Golfo do México? Para isso, basta que seu código genético transmita detalhadamente as instruções.&lt;br /&gt;E a Igreja pode respirar mais aliviada pelo menos num ponto: pelo que entendi, as células artificiais podem muito bem substituir as células-tronco, já que terão a capacidade de receber o recado genético que mehor lhes couber. Como os religiosos creem que o método de obtenção das células-tronco mexe com “a dignidade da vida” , eles terão um pecado a menos para perdoar. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-4444244972181239276?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/4444244972181239276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=4444244972181239276&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4444244972181239276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4444244972181239276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/05/celulas.html' title='Células'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_pzhCrPzjI/AAAAAAAAAeU/nKci7lCNd64/s72-c/dna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6461508507130142149</id><published>2010-05-17T11:24:00.003-03:00</published><updated>2010-05-17T11:27:44.308-03:00</updated><title type='text'>Magro de ruim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_FRvpSadeI/AAAAAAAAAeM/6Ek_Y5DlZ7Y/s1600/iogue.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472244901210650082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_FRvpSadeI/AAAAAAAAAeM/6Ek_Y5DlZ7Y/s320/iogue.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Descobriram um asceta de 83 anos lá na Índia que disse ter passado os últimos setenta anos sem ingerir alimentos ou líquidos. Os cientistas o submeteram a duas semanas de rigorosa vigilância e constataram que o mais próximo que ele chegou da água foi para se lavar e fazer gargarejos. Comer e beber, nada. Em contrapartida, como não houve entrada de alimentos e líquidos, não houve saída, se me entendem.&lt;br /&gt;Os cientistas acreditam que, se não tira sua energia dos alimentos e da água, deve extraí-la de outras fontes, e o sol é uma delas. Minha filha Mayara brincou que ele deve fazer a fotossíntese, como as plantas. Mas nós sabemos que mesmo as plantas não sobrevivem sem a água e seus sais minerais.&lt;br /&gt;Nosso iogue octogenário prefere atribuir sua dieta autossustentável ao fato de ter sido abençoado por uma deusa, aos oito anos de idade. Por isso, ou por outro motivo qualquer, não deixa de ser uma característica espantosa a desse hindu.&lt;br /&gt;E eu, de minha parte, acho mais espantoso ainda é que, mesmo tendo ficado setenta anos sem comer ou beber, ele não seja nem um pouquinho mais magro do que este macérrimo jornalista que escreve estas mal traçadas linhas e que se alimenta todos os dias – três vezes ao dia, fora os beliscos – há 54 anos ininterruptos.&lt;br /&gt;Ou seja: comida não tem nada a ver com gordura.&lt;br /&gt;Ou: tem gente que é magro de ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa espantosa: um padre ficou durante dois anos rezando missas, pregando homilias maravilhosas, ouvindo confissões constrangedoras e celebrando casamentos e batizados numa paróquia do Morumbi, em São Paulo, até descobrirem que ele não era padre...&lt;br /&gt;Dois anos... e a Igreja sequer comentou como foi enganada esse tempo todo.&lt;br /&gt;Uma perguntinha simples: basta chegar e se declarar sacerdote? Não pedem registro profissional, carteirinha, diploma, currículo, essas coisas? Carta de recomendação, nomeação, teste de conhecimentos, aptidão? É só chegar e assumir?&lt;br /&gt;Outra perguntinha: como é que a Igreja pode ter controle sobre as perversões dentro de suas hostes, combater a pedofilia e os folguedos de sacristia em seu seio, se não tem controle nem sobre a composição de sua estrutura funcional?&lt;br /&gt;Não há de ser impossível, qualquer dia desses, alguém denunciar o assédio sexual por parte de um membro do clero e receber, como resposta, a informação de que, “consultados nossos registros, constatamos que o indivíduo denunciado não pertence aos quadros da empresa". &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6461508507130142149?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6461508507130142149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6461508507130142149&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6461508507130142149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6461508507130142149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/05/magro-de-ruim.html' title='Magro de ruim'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S_FRvpSadeI/AAAAAAAAAeM/6Ek_Y5DlZ7Y/s72-c/iogue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5857510451164371882</id><published>2010-05-10T10:39:00.003-03:00</published><updated>2010-05-10T15:34:57.958-03:00</updated><title type='text'>Mãos sujas de sangue</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S-gM2aUW0bI/AAAAAAAAAeE/3kswouML4Gg/s1600/urso.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469635876358640050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S-gM2aUW0bI/AAAAAAAAAeE/3kswouML4Gg/s320/urso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Dois dos dezesseis envolvidos no massacre dos presos do presídio Urso Branco, em Rondônia, foram condenados a um total de 931 anos de pena. Um deles recebeu 486 anos, o equivalente a 18 anos de condenação para cada um dos 27 detentos mortos em 2002. Fico imaginando a quantos anos serão condenados os &lt;em&gt;autores intelectuais&lt;/em&gt; da chacina.&lt;br /&gt;Sim, porque aquelas foram mortes encomendadas. Todos os 27 mortos eram presos &lt;em&gt;do seguro&lt;/em&gt; – estavam ameaçados de morte pelos outros detentos e, por isso, ficavam isolados – quando foram simplesmente entregues às feras pela direção do presídio. Para mim, os diretores os condenaram à morte. Agiram nos moldes dos grupos de extermínio e por isso cometeram crimes hediondos. É possível até que seus crimes sejam considerados &lt;em&gt;cinco estrelas&lt;/em&gt;, ou seja, teriam características listadas em cada uma das cinco qualificadoras do crime de homicídio.&lt;br /&gt;Com um sexto agravante, do meu ponto de vista: os presos jurados de morte saíram das celas seguras para o olho do furacão na tarde de 1º de janeiro de 2002, o chamado &lt;em&gt;Dia da Confraternização Universal&lt;/em&gt;. Muitos choravam já antevendo o próprio destino. Foi, imagino, uma bela cena para marcar a data.&lt;br /&gt;No dia seguinte, todos foram mortos a golpes de facas fabricadas nas celas pelos próprios presos. Cinco foram decapitados. Não morro de pena dos presos, mas abomino a covardia com que foram mortos. E os maiores covardes são aqueles que, por detrás das portas de seus gabinetes, ordenaram o massacre. Pena máxima – trinta anos para cada morte, o que somaria 810 anos – para cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chacina do Urso Branco – a prática de &lt;em&gt;lavar as mãos&lt;/em&gt; com sangue e entregar presos subjugados à sanha assassina de outros – lembrou-me um caso que acompanhei há bem uns 30 anos, quando PMs foram “trocar” um preso de viatura bem no meio da turba enfurecida e, como qualquer pessoa de sã consciência imaginaria, a história acabou em linchamento.&lt;br /&gt;Aconteceu no Jardim Míriam, bairro da Zona Sul de São Paulo, divisa com Diadema. Não me lembro do nome da vítima de linchamento. Lembro-me apenas de que ele havia violentado, assassinado e esquartejado o corpo da própria sobrinha, uma menina de nove anos chamada Sandrinha.&lt;br /&gt;O assassino foi preso logo em seguida, e ficou andando para lá e para cá dentro do camburão da polícia. Até que, alegando que a viatura que o transportava iria deixar o serviço, os PMs resolveram fazer o transbordo para outro camburão, logicamente sem notar que havia entre oitenta e cem pessoas sedentas de vingança nas proximidades. Resultado: o preso foi morto a golpes de pau e pedra a poucos metros do córrego onde havia jogado os pedaços do corpo da sobrinha.&lt;br /&gt;No fundo, acho que os PMs apenas anteciparam seu destino. Não fosse justiçado pelos próprios vizinhos de sua pequena vítima, ele certamente não escaparia ileso de um dos muitos Ursos Brancos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio macabro o texto desta segunda-feira, né? Peço que meus poucos mas sensíveis leitores me perdoem, mas escrever é a única forma que encontro para exorcizar meus demônios. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5857510451164371882?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5857510451164371882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5857510451164371882&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5857510451164371882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5857510451164371882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/05/maos-sujas-de-sangue.html' title='Mãos sujas de sangue'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S-gM2aUW0bI/AAAAAAAAAeE/3kswouML4Gg/s72-c/urso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5350704777834247563</id><published>2010-05-03T09:53:00.004-03:00</published><updated>2010-05-03T09:57:43.054-03:00</updated><title type='text'>É o vice, uai!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S97HY6jriGI/AAAAAAAAAdk/NlviqwKF_V8/s1600/alencar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467026228524058722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S97HY6jriGI/AAAAAAAAAdk/NlviqwKF_V8/s320/alencar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sei que o assunto é sério.&lt;br /&gt;A falsa comunicação de sequestro chega a ser tão cruel quando um sequestro real. Sei de casos de mães que tiveram problemas cardíacos e morreram diante da mentira do sequestro de uma filha. Conheço gente esclarecida que foi levada a fazer tudo o que o interlocutor exigia ao telefone, crente que disso dependia a vida de um filho. Resumindo: não é assunto para brincadeiras.&lt;br /&gt;Mas é impossível não fazer piadinha diante da inusitada tentativa de golpe de que foi vítima o vice-presidente José Alencar, na semana passada. O absurdo da situação, o disparatado diálogo entre bandido e vítima, o &lt;em&gt;pirandelliano&lt;/em&gt; desfecho... Só aqui mesmo! Em que outro país do mundo o vice-presidente não teria um ajudante-de-ordens para atender seu telefone? Em que outro país o vice, por atender o próprio telefone, estaria permeável a esse tipo de golpe? Em que outro país ele cairia nesse tipo de golpe?&lt;br /&gt;Ganha uma mariola açucarada quem respondeu &lt;em&gt;só no Brasil, mesmo!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alencar deve ser a vítima predileta dos operadores de &lt;em&gt;telemarketing&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Fico imaginando as caras, de cada um dos lados da linha, durante o diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;— Qual é a atividade do senhor?&lt;br /&gt;— Eu sou vice-presidente da República.&lt;br /&gt;— O quê?!?!&lt;br /&gt;— Sou vice-presidente da República.&lt;br /&gt;— Qual o nome do senhor?&lt;br /&gt;— José Alencar Gomes da Silva.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Daí, o vice diz que sua família chegou e deu para saber que a filha Maria da Graça não tinha sido sequestrada. Mas eu acho que o bandido desligou antes. De susto. Imagina só: ele estava aplicando um golpe no vice-presidente da República!!! Acima dele, só o Lula!!! Os amiguinhos da penitenciária não iriam acreditar!!!&lt;br /&gt;Mas dá para perceber que o presidiário não era uma pessoa muito bem informada. Se fosse, iria saber que José Alencar Gomes da Silva não é apenas vice-presidente da República, mas diretor-presidente da Coteminas, conglomerado têxtil com unidades em Belo Horizonte, Blumenau, Campina Grande, João Pessoa, Macaíba, Montes Claros, Natal e São Paulo, além da Argentina. Por isso, que papo é esse de “não tenho dinheiro”, “não tenho joias”? Como é que o dono de uma empresa dessas não tem dinheiro ou joias?&lt;br /&gt;Nem pelo menos alguns metros de &lt;em&gt;gabardine&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o clima de piadinha, dá até para fazer uma paródia como o &lt;em&gt;carteiraço&lt;/em&gt; que agitou o Judiciário catarinense duas semanas atrás. Basta adaptar o diálogo, utilizando as palavras que certa operadora do Direito usou com os PMs na rua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;— Qual é a atividade da senhora?&lt;br /&gt;— Você não sabe quem eu sou?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Eu sou desembargadora do Tribunal de Justiça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nesse caso, o falso sequestrador certamente desligaria o telefone. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5350704777834247563?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5350704777834247563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5350704777834247563&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5350704777834247563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5350704777834247563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/05/e-o-vice-uai.html' title='É o vice, uai!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S97HY6jriGI/AAAAAAAAAdk/NlviqwKF_V8/s72-c/alencar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8928212108587958084</id><published>2010-04-26T10:10:00.004-03:00</published><updated>2010-04-26T12:13:44.341-03:00</updated><title type='text'>Bazófias e mentiras</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S9WRIzTicfI/AAAAAAAAAdc/1G0dX6Wnpfc/s1600/carteiraco.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464433303281103346" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S9WRIzTicfI/AAAAAAAAAdc/1G0dX6Wnpfc/s320/carteiraco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tinha escolhido como tema da semana a tentativa de &lt;em&gt;carteiraço&lt;/em&gt; de uma desembargadora catarinense, para evitar que o carro do filho fosse apreendido pela PM, mas mudei de ideia. Velho (mais de uma semana) e já repercutido nacionalmente – até Elio Gaspari falou disso na coluna de ontem da &lt;strong&gt;Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; – o assunto está cheirando a mofo. E, convenhamos, de cheiro de mofo já basta o que temos de aguentar nas casas fechadas por causa da chuva que desde quinta-feira castiga Florianópolis.&lt;br /&gt;Mas juro que não vou sair muito do assunto, pois vou falar da mentira, mais especificamente da mentira que os homens contam quando se veem obrigados a fazer um relatório da própria saúde diante de um médico.&lt;br /&gt;Dizem que o homem só vai ao médico quando a mulher manda – em alguns casos, só com ameaça de divórcio – mas, mesmo cedendo ao apelo para cuidar-se, acaba mascarando sua realidade orgânica, talvez por medo de submeter-se a exames mais detalhados e, até, invasivos.&lt;br /&gt;Uma pesquisa informal feita por médicos do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, estima que pelo menos um terço dos pacientes masculinos mente. Mente sobre sua rotina sexual, sobre a alimentação, sobre o sedentarismo, sobre o tabagismo e, principalmente, sobre qualquer assunto que se refira à próstata.&lt;br /&gt;Teoricamente, pelo que contam, todos os homens têm um comportamento saudável: consideram as idas eventuais à padaria da esquina como “caminhadas diárias”, não fumam ou bebem além dos parâmetros considerados moderados por sabe-se lá que tabelas e evitam consumir gorduras, café e açúcar além do recomendado por, também, sabe-se lá que tipo de entidade médica. “Muitas vezes o paciente conta uma história, mas o exame físico não bate com ela”, revela um dos pesquisadores.&lt;br /&gt;Uma das mentiras mais comuns, segundo a pesquisa, não é uma mentira, mas uma omissão: os homens evitam queixar-se de desconforto na região da próstata, mesmo que o crescimento anormal da glândula esteja apresentando consequências desagradáveis à rotina urinária. O medo é justificável: se ele abrir o jogo, ainda que com parcimônia, o médico vai perguntar mais, cutucar aqui e ali e, de repente, o coitado do paciente já estará a um passo do toque retal, ainda considerado um tabu pela maioria. Pois é.&lt;br /&gt;De minha parte, gostaria de lembrar aos corajosos companheiros – citando o cantor e compositor Johnny Alf como exemplo mais recente – que o câncer de próstata mata e que não há desconforto ou machismo que justifique o risco de detectar a doença tardiamente. A propósito disso, acabo de cumprir meu &lt;em&gt;check-up&lt;/em&gt; anual e, aos 54 anos, continuo um garotinho: meu PSA registra pouco mais da metade do limite mínimo de segurança – o que me poupou, este ano, do toque – meu colesterol está no padrão limítrofe baixo e meus triglicerídeos nem chegam a fazer cosquinha.&lt;br /&gt;Isso quer dizer que, se eu morrer amanhã, serei um morto com saúde invejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não falei do &lt;em&gt;carteiraço&lt;/em&gt; da desembargadora, sugiro a meus poucos mas inefáveis leitores que quiserem saber mais sobre o &lt;em&gt;affair&lt;/em&gt; que visitem o blog do repórter Fabiano Marques – basta procurá-lo na coluna de &lt;em&gt;favoritos&lt;/em&gt;, ao lado – e inteirem-se do caso que mexeria com as estrutruturas do Judiciário, se tivéssemos vergonha na cara.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8928212108587958084?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8928212108587958084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8928212108587958084&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8928212108587958084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8928212108587958084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/04/bazofias-e-mentiras.html' title='Bazófias e mentiras'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S9WRIzTicfI/AAAAAAAAAdc/1G0dX6Wnpfc/s72-c/carteiraco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-928620423841468292</id><published>2010-04-19T11:02:00.005-03:00</published><updated>2010-04-19T18:07:00.557-03:00</updated><title type='text'>Chose de lóque!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8xil68CIbI/AAAAAAAAAdQ/KXrgUteK1TM/s1600/seba.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461848851709305266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8xil68CIbI/AAAAAAAAAdQ/KXrgUteK1TM/s320/seba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A meia dúzia de sete ou oito renitentes leitores deste blog deve lembrar-se do personagem &lt;em&gt;Sebá&lt;/em&gt;, “codinome Pierre”, que Jô Soares “hospedou” em &lt;em&gt;Parri&lt;/em&gt; nos anos 80 como o último dos exilados brasileiros. Enterrado em agasalhos, &lt;em&gt;Sebá&lt;/em&gt; ligava para a mulher no Brasil e preparava sua volta, mas sentia-se impedido de regressar diante da situação que ela descrevia: “Madalena, você não quer que eu volte!” era o bordão que ele soltava ao final, diante do quadro desfavorável ao regresso&lt;br /&gt;Pois &lt;em&gt;Sebá&lt;/em&gt; não era certamente o último exilado político. O último – ou provavelmente o último, já que pode haver um ou outro perdido em algum cantinho do mundo, como aquele japonês que ficou trinta anos escondendo-se nas selvas das Filipinas, sem saber que a Segunda Guerra havia terminado – desembarca hoje em Florianópolis, depois de mais de 40 anos vivendo no México.&lt;br /&gt;Edilton Swarovski, ex-marinheiro, foi preso em 25 de março de 1964 por motim, após participar de reunião no Rio de Janeiro que pedia melhores condições de trabalho e prestava apoio às reformas de base defendidas por João Goulart. Conhecido como a “revolta dos marinheiros”, o episódio – comandado pelo cabo José Anselmo dos Santos – acabou sendo um dos estopins do golpe militar de 1964.&lt;br /&gt;Natural de Caçador, no meio-oeste catarinense, Swarovski foi torturado brutalmente – consta até que teve dentes e unhas arrancados – e exilou-se desde sua libertação. Casou-se duas vezes e constituiu família no México, onde sobrevivia graças a uma pequena pensão do governo mexicano. Aos 69 anos, doente de Parkinson, debilitado, pesando pouco mais de quarenta quilos, o ex-marinheiro não havia ainda retornado ao Brasil por medo de ser novamente preso, apesar de estar anistiado desde 1979.&lt;br /&gt;A chegada do provável último exilado coincide com a polêmica declaração da pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, a respeito de dar ou não a cara a tapa em situações de crise: para confrontar o ex-líder estudantil José Serra – que se exilou no Chile durante a ditadura militar – a ex-terrorista Dilma questionou a coragem dos que buscaram guarida em outros países quando a repressão caiu de pau. “Eu não fugi da luta”, disse ela.&lt;br /&gt;Embora certamente tivesse alvo definido, a pré-candidata petista acabou atingindo com a declaração outros ilustres exilados, como José Dirceu, Leonel Brizola e Miguel Arraes, pessoas a quem não caberia a pecha de covardes. Dilma cometeu o grande pecado da generalização, da intolerância. Cada caso é um caso e cada um tem suas razões. As de Swarovski, por exemplo, devem ser muito particulares para que ele resista 31 anos após a anistia para colocar novamente os pés em sua terra. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-928620423841468292?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/928620423841468292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=928620423841468292&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/928620423841468292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/928620423841468292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/04/chose-de-loque.html' title='Chose de lóque!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8xil68CIbI/AAAAAAAAAdQ/KXrgUteK1TM/s72-c/seba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-122951646158459867</id><published>2010-04-12T10:20:00.002-03:00</published><updated>2010-04-12T10:23:47.129-03:00</updated><title type='text'>Desaparecidos 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8MebmbmINI/AAAAAAAAAdI/yFEVxCEGL7U/s1600/luziania2.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459240632824766674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8MebmbmINI/AAAAAAAAAdI/yFEVxCEGL7U/s320/luziania2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sinto-me na obrigação de fazer um desagravo: no dia 1º de fevereiro, sob o título &lt;strong&gt;Desaparecidos&lt;/strong&gt;, publiquei no blog um texto especulativo sobre o desaparecimento dos seis rapazes de Luziânia, episódio tragicamente encerrado neste final de semana. Obrigo-me a pedir desculpas pela futilidade do texto, irônico e inconsequente, onde não faltaram idéias estapafúrdias e divertidas sobre o destino provável dos seis jovens. Imperdoável que um repórter policial com a minha experiência não tenha antevisto a possibilidade de os desaparecidos terem sido vítimas de um maníaco.&lt;br /&gt;No texto, são levantadas hipóteses irreverentes para o sumiço – como a abdução extraterrestre, rituais satânicos ou o escravismo sexual – nenhuma delas, contudo, encarada com um mínimo de seriedade. Tratei o assunto como uma grande brincadeira, como se as seis personagens cujo paradeiro era incerto estivessem participando de um autêntico teatro do absurdo. Peço desculpa aos poucos mas sensíveis leitores deste blog pelo tom sombrio, mas hoje me sinto um pouco responsável pelo ominoso desfecho.&lt;br /&gt;Pois bem: os seis adolescentes da cidadezinha do interior do Goiás não foram carregados em discos voadores, não foram emprestar seu sangue virgem para tingir rituais de magia negra, não foram raptados para satisfazer os sonhos lúbricos de guerreiras nuas que cavalgavam em câmara lenta pela floresta amazônica. Não fugiram também por conta própria ou foram arregimentados para o trabalho escravo, únicas hipóteses sérias levantadas pela polícia. Eles foram mortos.&lt;br /&gt;Mortos a pauladas por um maníaco sexual que os atraía em troca de dinheiro – para que fizessem pequenos trabalhos – e os descartava após satisfazer-se. Mortos por um doente que já cumprira pena por molestamento sexual e que, no mínimo, deveria estar sob constante monitoramento, mas não estava. Mortos para cumprirem uma premissa que neste Brasil parece cada vez mais presente: só se descobre o erro depois que o mal está feito.&lt;br /&gt;Para eles, este meu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na tentativa de amenizar um pouco a carga emocional, comunico aos meus prezados e indispensáveis colaboradores que hoje é meu aniversário: completo 54 anos – ou, como a vida começa aos 40, atinjo gloriosamente a &lt;strong&gt;adolescência&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Mas não me engano: daqui a seis anos, serei merecedor de atendimento preferencial nas filas e não vou mais precisar pagar ônibus. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-122951646158459867?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/122951646158459867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=122951646158459867&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/122951646158459867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/122951646158459867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/04/desaparecidos-2.html' title='Desaparecidos 2'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S8MebmbmINI/AAAAAAAAAdI/yFEVxCEGL7U/s72-c/luziania2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6336928254000062663</id><published>2010-04-05T10:22:00.007-03:00</published><updated>2010-04-05T14:20:37.316-03:00</updated><title type='text'>Deus e Darwin na Terra do Sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7nkOTquAtI/AAAAAAAAAdA/KPqzMI_mqAQ/s1600/eviadao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456643357984817874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7nkOTquAtI/AAAAAAAAAdA/KPqzMI_mqAQ/s320/eviadao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pesquisa do &lt;strong&gt;Datafolha&lt;/strong&gt; divulgada na Sexta-feira Santa dá força a uma nova teoria para o surgimento da raça humana na face do planeta. Segundo essa pesquisa, mais da metade da população acreditam que Deus tenha colocado no mundo um casal de macacos – ele, Adão; ela, Eva – e a prole daí resultante teve o desenvolvimento acompanhado criteriosamente por Charles Darwin.&lt;br /&gt;Ou foi o contrário: Charles Darwin teria colocado os dois macacos no mundo, e o desenvolvimento da prole daí resultante foi acompanhada criteriosamente por Deus.&lt;br /&gt;Sei que a pesquisa não diz exatamente isso, mas creio que em essência o resultado é esse: 59% da população acreditam tanto em Deus quanto na teoria de Darwin, ou tanto no &lt;strong&gt;criacionismo&lt;/strong&gt; quanto no &lt;strong&gt;evolucionismo&lt;/strong&gt;. Para essa &lt;em&gt;maioria simples&lt;/em&gt; da população, as duas teorias não se anulam, mas se completam: os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos, a partir de formas menos evoluídas de vida, mas com Deus guiando esse processo de evolução.&lt;br /&gt;A pesquisa aponta, porém, conceitos radicais de ambos os lados: 25% acreditam que Deus criou os seres humanos de uma só vez, em algum momento nos últimos dez mil anos, praticamente do jeito que são hoje. Outro grupo menor, com 8% de adesão, acha que os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos a partir de formas menos evoluídas de vida, mas sem a participação de Deus nesse processo.&lt;br /&gt;De meu lado, acho que, mais interessante do que desvendar um dos mais intrincados mistérios do passado, é garantir que o futuro seja menos misterioso: a partir do momento em que o homem passou a destruir inapelavelmente o ambiente em que vive, ele começou a negar a teoria de Darwin – não há mais &lt;strong&gt;evolução&lt;/strong&gt;, mas &lt;strong&gt;involução&lt;/strong&gt;, no, ao que parece, caminho sem volta para a própria extinção.&lt;br /&gt;Ou a humanidade volta a “uma forma menos evoluída de vida” – que pelo menos preservava o planeta – ou Deus vai ser mesmo obrigado a mandar o Apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho o mau hábito de comentar filmes que já assisti diante de pessoas que ainda não os assistiram, de modo a, ainda que inconscientemente, estragar as surpresas do enredo. Não que eu me importe com o final da história – acho que o importante é o filme em si, e não deixaria de assisti-lo se soubesse o desfecho – mas já cheguei ao cúmulo de levar minha mãe para ver &lt;strong&gt;Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu&lt;/strong&gt; e reproduzir para ela cada &lt;em&gt;gag&lt;/em&gt; ou piada que menos de um segundo depois seriam apresentadas na tela.&lt;br /&gt;Já escrevi neste blog que não ia mais ao cinema, só via os filmes em DVD e, por isso, podia comentá-los sem risco de contar o final, mas acabei tomando uma reprimenda de meu amigo José Luiz Teixeira, pois comentei justamente um filme que ele ainda não havia assistido. Quer dizer, sempre vai ter gente que ainda não viu determinado filme e você sempre vai correr o risco de estragar tudo.&lt;br /&gt;Mas pior do que contar o final é ser conhecido por contar o final. Nesse caso, qualquer coisinha que você disser – mesmo que seja sobre a cor dos olhos da atriz – vai parecer que antecipou todos os mistérios. Experimente assistir à &lt;strong&gt;Paixão de Cristo&lt;/strong&gt; e dizer que aquele ator barbudo morre no final!&lt;br /&gt;Minha filha Mariana às vezes exagera em suas críticas. Ela me atacou por ter estragado a surpresa em &lt;strong&gt;Sexto Sentido&lt;/strong&gt; só porque eu disse que o final era surpreendente. Ora, final surpreendente pode ser o ator principal transformar-se numa perereca verde, pode ser qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Acho que, nesse caso, a fama de contar o final me antecedeu, mas não acho que o fiz. Estragar a surpresa foi o que eu fiz no sábado, depois de, na noite anterior, termos visto &lt;strong&gt;Defendor&lt;/strong&gt;, filme com Woody Harrelson que ainda vai entrar em cartaz. Meu genro, que tinha iniciado a sessão conosco mas foi dormir mais cedo, perguntou se o filme era bom e eu respondi, sem pensar:&lt;br /&gt;— É bom... mas ele morre no final! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6336928254000062663?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6336928254000062663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6336928254000062663&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6336928254000062663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6336928254000062663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/04/deus-e-darwin-na-terra-do-sol.html' title='Deus e Darwin na Terra do Sol'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7nkOTquAtI/AAAAAAAAAdA/KPqzMI_mqAQ/s72-c/eviadao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1204218023050588243</id><published>2010-03-29T12:03:00.001-03:00</published><updated>2010-03-29T12:07:34.625-03:00</updated><title type='text'>Uns nós na garganta...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7DBbh2Ug9I/AAAAAAAAAcE/vjCHV0MqHV8/s1600/isa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454071827432506322" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7DBbh2Ug9I/AAAAAAAAAcE/vjCHV0MqHV8/s320/isa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não posso negar que a condenação do casal Nardoni, na madrugada de sábado, tenha ajudado a desatar um dos nós que me haviam sido aplicados na garganta exatos dois anos atrás, com o estúpido, covarde e inexplicável assassinato da menina Isabela. Um tantinho descrente quando se trata de uma decisão que dependa do júri, respirei com alívio com a notícia de que nossos sete representantes não se tinham deixado levar pela falácia da defesa a respeito de uma alegada inexistência de provas. Já vi casos com mais evidências condenatórias em que o réu foi absolvido. Por isso, fiquei não com um, mas com os dois pés atrás.&lt;br /&gt;Depois que o juiz parou de contar quando registrou o quarto voto pela condenação – que, na minha opinião, caminhava claramente para a unanimidade – meu coração voltou a bater e eu voltei a ter um pouco de fé na Humanidade. Esse voto de confiança foi tão consistente que ainda deixa sobras para um eventual porém improvável segundo julgamento: se a defesa conseguir a anulação do júri, tenho certeza de que uma segunda e definitiva condenação aguarda o casal de carrascos.&lt;br /&gt;Não posso dizer, contudo, que esteja com a alma totalmente lavada diante dos 31 e 26 anos de confinamento que aguardam Alexandre e Anna Jatobá. Herdei do caso Isabela Nardoni outros nós na garganta que se afiguram um tanto mais complicados de desatar.&lt;br /&gt;Um deles tem cargo – madrasta – e nome: Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. Tenho plena convicção de que foi ela quem detonou o processo que terminou com a morte da enteada, deixando até mesmo marcas de suas &lt;em&gt;garras&lt;/em&gt; no pescocinho da criança. E acho que 26 anos atrás das grades é pouco para punir uma pessoa ciumenta, manipuladora e possessiva que não mede vida ou morte para satisfazer sua mesquinhez.&lt;br /&gt;Alexandre Nardoni é um banana. Subjugado pela própria pusilanimidade, fez o que fez para encobrir o crime que a mulher começou. Merece os 31 anos porque deixou que sua tibieza suplantasse sua condição de ser humano e, acima de tudo, pai. Mas a madrasta merece mais que ele: merece uma pena que deixe clara sua condição de “mandante” do crime.&lt;br /&gt;Outro nó, ainda mais difícil de afrouxar, é a própria condição dos criminosos: até quando eles vão sustentar sua inocência? Até quando eles vão afirmar que a morte de Isabela foi quem sabe obra do Espírito Santo? O que é preciso para que o casal Nardoni tenha um momento de lucidez e assuma a autoria do assassinato, contando com as próprias palavras o que a perícia sugeriu por detalhes científicos? A partir da confissão, tenho para mim que seria mais fácil desatar mais um nó, um penúltimo, que dificulta a respiração nesta pobre e alquebrada garganta, e é um nó que só vai desaparecer quando os algozes de Isabela assumirem um real, vigoroso e honesto arrependimento por sua morte cruel.&lt;br /&gt;O arrependimento dos assassinos afrouxaria este penúltimo nó, mas deixaria um derradeiro, que jamais será desfeito: é o nó que teima em apertar forte cada vez que a gente vê uma foto com o sorriso luminosos de Isabela Nardoni e se lembra de que ela foi impedida para sempre de sorrir de novo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1204218023050588243?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1204218023050588243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1204218023050588243&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1204218023050588243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1204218023050588243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/03/uns-nos-na-garganta.html' title='Uns nós na garganta...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S7DBbh2Ug9I/AAAAAAAAAcE/vjCHV0MqHV8/s72-c/isa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8565690402725876960</id><published>2010-03-22T10:40:00.004-03:00</published><updated>2010-03-22T12:23:31.658-03:00</updated><title type='text'>A menina 23.225</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S6dzjxNSSQI/AAAAAAAAAb0/PXwEbnewrWM/s1600-h/loucura.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451452932296952066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S6dzjxNSSQI/AAAAAAAAAb0/PXwEbnewrWM/s320/loucura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Quando criança, eu tinha medo de passar pela frente do Hospital Psiquiátrico Pinel, em Pirituba. Embora da avenida Raimundo Pereira de Magalhães fosse possível ver apenas o bloco da portaria e o prédio da administração, no alto, parcialmente encoberto por árvores frondosas, eu imaginava que por trás daquela aparente quietude houvesse um batalhão de loucos furiosos prontos a pular em meu pescoço e carregar-me sabe-se lá para que profundezas. Naquele tempo, eu não via diferença entre o que seria o inferno cristão e o espaço onde a insanidade estava confinada.&lt;br /&gt;O medo de passar pelas cercanias do Juqueri era um pouco maior, porque eu tinha na imaginação que era para lá que todo garoto de vida torta seria levado, mais cedo ou mais tarde, para aprender a comportar-se como os adultos exigiam. Mas como a gente tinha que pegar o trem para ir ao Juqueri, em Franco da Rocha, o Pinel acabava parecendo mais assustador, por ser mais próximo.&lt;br /&gt;Como repórter, conheci amplamente as instalações do Juqueri – tanto do hospital psiquiátrico quanto do manicômio judiciário – e vi que, embora não fosse nenhum recanto aprazível, era bem diferente daquilo que eu imaginava que fosse. No Pinel, porém, nunca entrei. O máximo que me permiti, já adulto, foram dez a quinze passos para além do portão, até a farmácia, no bloco da portaria, à procura de comprimidos de &lt;em&gt;carbamazepina&lt;/em&gt;, anticonvulsivante que me vi obrigado a tomar durante sete anos. Por isso, não sei até hoje se por trás da quietude do prédio da administração há um inferno cheio de loucos furiosos prontos a pular no meu pescoço. E não sei até hoje se meu medo era justificado ou não.&lt;br /&gt;Lembrei-me do mistério que continua sendo até hoje para mim o Pinel quando li na &lt;strong&gt;Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt; deste domingo a bela matéria sobre a adolescente que, mesmo não carecendo de internação, está há quatro anos e três meses confinada no hospital psiquiátrico, porque sofre de uma doença para a qual ainda não foi descoberta a terapia: o abandono. Ninguém a quer por perto, e por isso – por não ter para onde ir – ela está condenada a viver confinada num estabelecimento manicomial.&lt;br /&gt;Identificada na matéria como “a menina 23.225” – o número de seu prontuário médico – ela foi internada aos 11 anos por apresentar transtornos de conduta: “inteligente, agressiva, indisciplinada, sem respeito, fria e calculista” foi a descrição que fizeram dela ao buscar ajuda médica. Nada de psicoses, esquizofrenias, paranóias. Os médicos viram que não era motivo de internação e deram-lhe alta. Mas para ir para onde?&lt;br /&gt;Nem só a família não a quer. A direção do hospital tentou colocá-la em vários abrigos, mas não encontrou vaga em nenhum deles: o &lt;em&gt;estigma Pinel&lt;/em&gt; provavelmente não recomende sua aceitação. "O isolamento social é extremamente prejudicial aos quadros de transtorno de conduta. O hospital psiquiátrico não é local para tratamento de longa duração. A paciente precisa ser encaminhada para serviço ambulatorial especializado para continuar seu tratamento e para que se promova sua reinserção na sociedade", diz o relatório de um setor de assistência psiquiátrica a adolescentes sobre a garota. Mas quem a quer?&lt;br /&gt;Fico imaginando quantos loucos ou nem tanto estão por aí, esquecidos nos pinéis e juqueris da vida, porque ninguém quer assumir a responsabilidade de cuidar deles. Quem quer um transtorno por perto, se tem o Estado para assumir, ainda que mal e mal, a incumbência? Quantas mais “meninas 23.225” devem existir por aí, varridas para debaixo do tapete pela omissão familiar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não é um bom assunto para começar a semana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* Longa vida ao casal Nardoni... atrás das grades!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8565690402725876960?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8565690402725876960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8565690402725876960&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8565690402725876960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8565690402725876960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/03/menina-23225.html' title='A menina 23.225'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S6dzjxNSSQI/AAAAAAAAAb0/PXwEbnewrWM/s72-c/loucura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-588568912967334194</id><published>2010-03-15T11:02:00.003-03:00</published><updated>2010-03-15T11:11:45.647-03:00</updated><title type='text'>Tia Júlia e sua sobrinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S54-LGqqIqI/AAAAAAAAAbo/_slfDkOu67Y/s1600-h/tiajulia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 121px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448860959653896866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S54-LGqqIqI/AAAAAAAAAbo/_slfDkOu67Y/s320/tiajulia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Tia Júlia e o Escrevinhador&lt;/strong&gt; foi o segundo livro do escritor peruano Mario Vargas Llosa que li. O primeiro foi &lt;strong&gt;Pantaleão e as Visitadoras&lt;/strong&gt;, que inoculou em mim uma ligeira febre pela obra do autor. Devorei &lt;strong&gt;Pantaleão...&lt;/strong&gt;, devorei &lt;strong&gt;Tia Júlia...&lt;/strong&gt;, mas minha voracidade foi aplacada já no terceiro livro, &lt;strong&gt;A Casa Verde&lt;/strong&gt;, mais complexo, menos original e com texto um pouco mais rebuscado e cansativo que os dois primeiros.&lt;br /&gt;Escrito em 1973, &lt;strong&gt;Pantaleão e as Visitadoras&lt;/strong&gt; era para mim um libelo contra a burocracia castrista, presente até em assuntos menos militares, como a contratação de prostitutas. Pantaleão era um sargento do Exército com a incumbência de arregimentar &lt;em&gt;moças alegres&lt;/em&gt; para enfeitar o ócio tenso dos soldados que serviam num batalhão avançado, metido no meio da amazônia peruana. A dignidade fardada com que o personagem desincumbiu-se de sua missão foi o ponto alto da trama. E a originalidade de Llosa mostrou-me o suficiente para que eu buscasse uma segunda obra.&lt;br /&gt;O segundo livro, &lt;strong&gt;Tia Júlia e o Escrevinhador&lt;/strong&gt;, não me decepcionou. Ao contrário, aumentou minha admiração nascente por sua obra. Foi escrito em 1977 e é um romance semibiográfico. Tia Júlia era mesmo quase uma tia do autor e transformou-se em sua primeira mulher. Eles se casaram em 1955, quando Llosa tinha 19 anos. Júlia Urquidi era boliviana, divorciada e, além de ser irmã da mulher de um tio materno do escritor, era dez anos mais velha que ele. Só o fato de ter dez anos a mais provocaria uma revolução – apaixonadamente enfrentada – na família de Mario Vargas Llosa.&lt;br /&gt;Toda essa oposição familiar está retratada no livro. Para dosar os trechos às vezes melosos de sua saga romântica, Llosa lança mão de uma história paralela, a do &lt;strong&gt;Escrevinhador&lt;/strong&gt; do título: Pedro Camacho era um autor de radionovelas – grande sucesso na época – que trabalhava na mesma emissora que Varguitas, o &lt;em&gt;alterego&lt;/em&gt; do escritor, que também tinha pretensões literárias, embora menos popularescas que as do novelista.&lt;br /&gt;O original dessa vertente da história é que Camacho escrevia tanto, tão seguidamente, que começou a misturar histórias e personagens, embaralhando até mesmo características físicas. Não me lembro exatamente do texto, mas todos os herois masculinos de Pedro Camacho tinham “olhar aquilino e nariz adunco”; com os surtos de confusão, algumas mulheres passaram a ter o olhar aquilino e o nariz adunco e alguns homens ficaram com o olhar adunco e o nariz aquilino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Vargas Llosa enfrentou a batalha familiar para viver o sonho de amor com sua tia Júlia, mas a história encantada não durou para sempre. Num techo do livro, a antevisão da própria personagem para o desfecho de seu caso:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Sei como vai ser no futuro com todos os detalhes, vi numa bola de cristal – me disse tia Julia, sem a menor amargura. – No melhor dos casos, a nossa história duraria três, talvez uns quatro anos, quer dizer, até que você encontre a menininha que será mãe de seus filhos. Então você me dará um chute e eu terei de seduzir outro cavalheiro. E aparece a palavra fim.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mal sabia ela que “a menininha” que seria mãe dos filhos de Varguitas seria sua (de Júlia) sobrinha, Patrícia, com quem Llosa está casado até hoje.&lt;br /&gt;Quanto a Júlia Urquidi, ela morreu semana passada, aos 84 anos, e é por isso que estou lembrando dessas histórias. Porque, de alguma forma, eu também vivi um pouco do amor de Llosa por sua &lt;strong&gt;Tia Júlia&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-588568912967334194?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/588568912967334194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=588568912967334194&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/588568912967334194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/588568912967334194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/03/tia-julia-e-sua-sobrinha.html' title='Tia Júlia e sua sobrinha'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S54-LGqqIqI/AAAAAAAAAbo/_slfDkOu67Y/s72-c/tiajulia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1795263866953584075</id><published>2010-03-08T09:52:00.003-03:00</published><updated>2010-03-08T10:12:21.688-03:00</updated><title type='text'>3 coisinhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S5TzZvso-cI/AAAAAAAAAbg/3QLGq3ynp8A/s1600-h/nuvem.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446245473023752642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S5TzZvso-cI/AAAAAAAAAbg/3QLGq3ynp8A/s320/nuvem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pode acontecer, por culpa de alguma conjunção astral ou capacidade pessoal de atrair maus fluidos, que algum ser humano carregue consigo coisas ruins, más notícias ou condições atmosféricas adversas, como aquela personagem de história em quadrinhos que leva eternamente uma nuvem negra sobre a cabeça?&lt;br /&gt;De minha parte, acho possível, e tenho até um exemplo local: quando o tempo está ensolarado em Florianópolis e de repente se inverte, começa a prenunciar tempestades e ciclones extratropicais, a gente aposta: tem paulista a caminho da Ilha.&lt;br /&gt;A capacidade dos paulistas de transportar chuva, que me perdoem meus conterrâneos, é notória. E acontece dentro de São Paulo mesmo: paulistano que sai da Capital com sol e embica para a Praia Grande, por exemplo, já encontra tempo ruim antes de começar a descer a serra.&lt;br /&gt;Mas o que seria essa capacidade de levar mau tempo na bagagem diante do poder de carregar terremotos? Os paulistas podem morder-se de inveja: essa família Desarmes, que deixou o Haiti doze dias depois do sismo que assolou Porto Príncipe e foi refugiar-se no Chile, onde, não deu duas semanas, viu-se protagonizando outro tremor, ainda mais intenso do que o primeiro, deixa qualquer um falando sozinho em sua própria insignificância.&lt;br /&gt;“Duas vezes amaldiçoado” foi como o patriarca Desarmes classificou o próprio clã. É claro que ele exagera, é claro que não há como deslocar placas tectônicas utilizando apenas a má sorte... Mas convém alertar a defesa civil pouco antes de uma nova viagem da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— Como, meu amigo, você não vai fechar a janela do ônibus, mesmo eu pedindo com toda gentileza? Você vai deixar que um semelhante seu, um irmão em Cristo, tirite de frio só porque não gosta de respirar ar viciado? Essa sua mania egoísta de arejar o ambiente vai desconsiderar que existe um compatriota que não suporta vento nos cabelos? Pois então eu quero ver se você insiste em exercer seu livre-arbítrio lá onde Satanás perdeu as botas... — KPÔU!!! — E agora me dá licença, minha senhora, que eu vou descer no próximo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um estudo de psicologia evolutiva feito pela London School of Economics descobriu que homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes. Ou seja: os homens que traem suas mulheres são menos inteligentes do que os homens fiéis, os que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstram QI mais alto.&lt;br /&gt;No meu caso pessoal, nem é preciso ter QI &lt;em&gt;einsteiniano&lt;/em&gt; para defender a monogamia: à beira de completar 54 anos, hoje mais próximo da eternidade do que ontem, teria de ser muito burro para me arriscar a perder, por infidelidade, a única mulher que ainda vê algo de interessante neste amontoado de ossos de pernas finas e cabelos encanecidos em quem um dia ela tropeçou na vida. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1795263866953584075?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1795263866953584075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1795263866953584075&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1795263866953584075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1795263866953584075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/03/3-coisinhas.html' title='3 coisinhas'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S5TzZvso-cI/AAAAAAAAAbg/3QLGq3ynp8A/s72-c/nuvem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1130166444795373163</id><published>2010-03-01T10:59:00.003-03:00</published><updated>2010-03-02T10:02:50.396-03:00</updated><title type='text'>Pais e filhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4vIdqphYUI/AAAAAAAAAbY/imNZv-cqC6k/s1600-h/drummond.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443664986597581122" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4vIdqphYUI/AAAAAAAAAbY/imNZv-cqC6k/s320/drummond.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;No velório de sua filha única Maria Julieta, em agosto de 1987, o poeta Carlos Drummond de Andrade lamentava ao filólogo Antônio Houaiss o que ele considerava uma reversão da ordem natural das coisas – um pai enterrar um filho, e não o contrário:&lt;br /&gt;— Isto não está certo, ela deveria ficar para fechar meus olhos...&lt;br /&gt;Doze dias depois, o poeta também partia – sem que Maria Julieta estivesse ali para fechar os seus olhos – e sua imagem de dor diante do túmulo de alguém que, pela marcha do tempo, deveria partir depois dele foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando li o título da matéria na 'Folha de S. Paulo': &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atual geração de crianças pode viver menos do que seus pais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto fazia referência a um alerta da Organização Mundial de Saúde sobre as mortes prematuras por infarto, diabetes e asma, que representam 40% dos 35 milhões de óbitos por doenças não contagiosas registradas anualmente em todo o mundo e que atingem cada vez mais jovens e crianças. Margaret Chan, diretora-geral da OMS, alertou que a geração atual de crianças pode ser a primeira, em muito tempo, cuja expectativa de vida é menor que a de seus pais.&lt;br /&gt;"No Brasil, estamos vendo crianças e adolescentes com hipertensão e diabetes tipo 2, algo que não imaginávamos há uma ou duas gerações. Esta geração está desenvolvendo mais fatores de risco, e um dos mais importantes é o aumento de obesidade e sobrepeso em crianças", afirmou a endocrinologista Claudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.&lt;br /&gt;Não planejei uma série sobre a alimentação infantil, e é coincidência postagens sobre assuntos correlatos terem saído sequencialmente, mas isso reforça ainda mais o alerta feito se semana passada: nossas crianças estão sendo envenenadas. Segundo Cláudia Cozer, cerca de 24% das crianças brasileiras estão acima do peso. Em termos mundiais, de acordo com a OMS, são 43 milhões em idade pré-escolar com obesidade ou soprepeso.&lt;br /&gt;Especialistas indicam que 80% dos obesos têm síndrome metabólica, um conjunto de sintomas que leva ao desenvolvimento de diabetes, hipertensão e elevação do colesterol. Isso aumenta diretamente o risco de infartos, derrames, tromboses e outras doenças cardiovasculares, além de acarretar a predisposição para certos tipos de câncer, como o de mama e de próstata.&lt;br /&gt;Maria Julieta morreu de um câncer ósseo, nada que remetesse às “mortes anunciadas” da obesidade infantil. Ainda que triste, o desabafo de Drummond foi poético. Mas pode perder o sentido: pode tornar-se comum, segundo as sombrias previsões médicas, os pais enterrarem seus filhos. O pior é que essa reversão da ordem natural está sendo provocada por quem vai chorar depois à beira do túmulo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1130166444795373163?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1130166444795373163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1130166444795373163&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1130166444795373163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1130166444795373163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/03/pais-e-filhos.html' title='Pais e filhos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4vIdqphYUI/AAAAAAAAAbY/imNZv-cqC6k/s72-c/drummond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2943550163641765977</id><published>2010-02-22T10:17:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T10:22:36.878-03:00</updated><title type='text'>Os bebês e os venenos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4KEE4R7bWI/AAAAAAAAAbQ/9mcN7BPQqOA/s1600-h/nene.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441056519178906978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4KEE4R7bWI/AAAAAAAAAbQ/9mcN7BPQqOA/s320/nene.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Pedriatria denuncia: estão envenenando nossos bebês.&lt;br /&gt;Crianças entre quatro e 12 meses de vida estão consumindo açúcar, sal, gordura, corante e aditivos industriais graças a uma alimentação inadequada empurrada pelos pais. De biscoitos recheados a batatas chips, de comida congelada a macarrão instantâneo, os bebês estão trocando forçosamente as tradicionais papinhas, frutas e legumes por comida industrializada.&lt;br /&gt;Preguiça? Incúria? Desinformação?&lt;br /&gt;Talvez tudo isso junto. Se a família como um todo não tem hábitos alimentares saudáveis, a criança também não terá, segundo uma das conclusões da pesquisa. E se uma jovem mãe não tem vocação ou disposição para a cozinha, é muito mais prático descongelar no micro-ondas uma lasanha semipronta e alimentar a família toda com ela. Se a mãe pode comer, por que o bebê não poderia?&lt;br /&gt;Ao se falar em desinformação, é bom lembrar que a pesquisa não foi feita entre roceiros perdidos no sertão do Caicó, mas em três capitais – São Paulo, Curitiba e Recife – e com famílias das classes A, B e C. Por isso, também segundo uma das conclusões do estudo, é possível inferir que a desinformação não é total, mas insuficiente para confrontar as “vantagens” despejadas pelas campanhas de &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt; sobre as propriedades nutritivas dos alimentos.&lt;br /&gt;A preguiça também tem seu peso, claro: não é fácil limpar cenouras e mandioquinhas, descascar batatas, espremer laranjas limas e raspar maçãs com uma colherinha todos os dias, durante um ano ou mais... ainda mais tendo à mão, prontinho, um delicioso salgadinho de queijo e um copinho de refrigerante que, como diz o rótulo, tem vitamina C mesmo!&lt;br /&gt;Na pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria, que envolveu 179 crianças, os médicos descobriram que os bebês estavam ingerindo, em porcentagens consideráveis, alimentos com baixo valor nutricional, inadequados e ricos em gorduras – inclusive &lt;em&gt;trans&lt;/em&gt; – açúcar e sal. A lista de “alimentos” inclui comida semipronta congelada, balas e chocolates, leite de vaca, suco artificial, macarrão instantâneo (tipo &lt;em&gt;lamen&lt;/em&gt;), salgadinhos, refrigerante e biscoitos recheados.&lt;br /&gt;Esta lista é comum às duas faixas etárias em que foi dividida a pesquisa: de quatro a seis meses e de seis a 12 meses. Na primeira faixa, o estudo apontou, por exemplo, que 38,5% das crianças pesquisadas lambuzavam-se regularmente com bolachas recheadas. Na faixa “maiorzinha” – envolvendo teoricamente bebês mais resistentes à incúria materna – os médicos descobriram que faziam parte do cardápio diário, também, exemplares dos chamados “embutidos”, como linguiça e salsicha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Ao ler, fiquei imaginando uma criança com menos de um ano beliscando uma porção de calabreza acebolada na mesa de um bar. E, entrando no clima, deduzi que os pais só vão chegar a esse ponto se concordarem que o bebê merece também uma cervejinha para acompanhar.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2943550163641765977?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2943550163641765977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2943550163641765977&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2943550163641765977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2943550163641765977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/02/os-bebes-e-os-venenos.html' title='Os bebês e os venenos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S4KEE4R7bWI/AAAAAAAAAbQ/9mcN7BPQqOA/s72-c/nene.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1503124491482130852</id><published>2010-02-15T11:19:00.006-02:00</published><updated>2010-02-15T11:47:55.072-02:00</updated><title type='text'>A refrescância da morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3lKOWQ-1rI/AAAAAAAAAbI/aesrvB9tyKc/s1600-h/fanta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438459635382015666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3lKOWQ-1rI/AAAAAAAAAbI/aesrvB9tyKc/s320/fanta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Antigamente, quando a gente via na TV uma propaganda com imagens de uma turma sarada jogando vôlei na praia, suando debaixo de um sol escaldante e depois despejando sem escalas uma garrafa de refrigerante geladinho goela abaixo, a gente quase sentia o mesmo efeito refrescante que sentiam os personagens da tela. Era a catarse do refrigério. Dava até sede.&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, essas mesmas imagens nos remeteriam a duas conclusões muito menos simples e nem um pouco refrescantes. A primeira é que, se a turminha sarada não estivesse devidamente lambuzada por um filtro solar de fator 15, pelo menos, correria o sério risco de deixar de lado as agradáveis recordações do lazer para enfrentar um câncer de pele num futuro próximo; a segunda é que, se escapasse do melanoma, não estaria livre de ser alcançada um câncer de pâncreas, associado ao prazer do refrigerante que reidratou com ímpeto juvenil sua garganta ressequida.&lt;br /&gt;Ou seja, as soluções estão cada vez mais deixando de ser simples. Os pequenos prazeres estão cada vez mais restritivos e perigosos. Quem diria, até pouco tempo atrás, que jogar uma partida de vôlei na praia e depois refrescar-se com uma Fanta gelada poderia representar risco de vida?&lt;br /&gt;Reconheço que a camada de ozônio enfraquecida pela ação irresponsável do próprio homem está sendo insuficiente para conter a voracidade dos raios ultravioleta, e o sol é realmente uma ameaça à espreita, quente, visível e constante. Mas e os refrigerantes? Eles existem desde minha infância, são preparados e adoçados da mesma maneira desde que eu era um garotinho, e só agora, cinquenta anos depois, descobriram que podem ser cancerígenos?&lt;br /&gt;Já fui mais &lt;em&gt;natureba&lt;/em&gt;, já fui adepto de sucos naturais, mas hoje sou fã de Fanta laranja, não dispensando eventualmente um guaraná. Virei dependente químico do gás carbônico, e acho que não tomaria um refrigerante se não houvesse aquelas bolhinhas de gás chapiscando minha garganta. Por isso, não deixa de mexer com meus temores – mais evidentes agora que estou na flor da idade, mais precisamente &lt;em&gt;na flor da terceira idade&lt;/em&gt; – a informação de que ingerir duas ou mais latas de refrigerante com açúcar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas.&lt;br /&gt;Mexe mais ainda com meu senso de preservação porque essa não foi a primeira porrada que tomei em relação aos refrigerantes: não faz muito tempo, uma pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor indicou que sete entre 24 refrigerantes analisados – entre eles a minha Fanta – tinham benzeno, uma substância potencialmente cancerígena (relacionado a casos de leucemia e linfomas) surgida da reação entre o ácido benzoico e o ácido ascórbico, a popular vitamina C.&lt;br /&gt;Lógico que essa primeira notícia me abalou. Comecei até a sentir um gostinho estranho no refrigerante, principalmente porque associava o benzeno à benzina, produto que a gente usava para limpar equipamentos no curso de eletrônica do segundo grau. Mas depois passou, como tudo passa! Como vão passar esses assomos de medo provocados pelos 87% de risco de câncer de pâncreas que estão pairando sobre minha cabeça, a ameaça mais nova a ser acrescida ao rol de ameaças que nos acompanham somente por estarmos vivos.&lt;br /&gt;Primeiro, porque as &lt;em&gt;verdades absolutas&lt;/em&gt; sobre a saúde vêm e vão, e às vezes deixam de ser verdades absolutas em menos de um mês. Segundo porque, mesmo que eu deixe de tomar minha Fanta e viva mergulhado num pote de protetor solar, novas e incontáveis ameaças vão sempre estar atrás da moita. Não acabaram de descobrir que a nicotina é residual, fica impregnada nas paredes dos locais onde se fumou durante alguns meses, e que mesmo nem estando por perto quando alguém fumou naquele local você pode ser atingido por seus efeitos maléficos? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1503124491482130852?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1503124491482130852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1503124491482130852&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1503124491482130852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1503124491482130852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/02/refrescancia-da-morte.html' title='A refrescância da morte'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3lKOWQ-1rI/AAAAAAAAAbI/aesrvB9tyKc/s72-c/fanta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2662336608389993051</id><published>2010-02-08T11:25:00.004-02:00</published><updated>2010-02-08T12:36:59.502-02:00</updated><title type='text'>Estômago de avestruz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3ARIzH01YI/AAAAAAAAAao/el8AFCwcyyY/s1600-h/avestruz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435863593095845250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3ARIzH01YI/AAAAAAAAAao/el8AFCwcyyY/s320/avestruz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Li dia desses no jornal que um cãozinho da raça &lt;em&gt;terrier&lt;/em&gt; engoliu um patinho de borracha e passou 18 meses com o objeto encravado no intestino. O animal – o cão, não o pato – começou a vomitar pouco antes do Natal e um exame de raios-X descobriu o assoreamento. Foi necessária intervenção cirúrgica, quase do tipo de uma cesariana, para a retirada do brinquedo.&lt;br /&gt;O caso ocorreu na Inglaterra, mas remete imediatamente ao que acontece quase diariamente aqui mesmo do meu lado: estou cansado de me estressar com as peripécias gastronômicas de Lancelot – meus poucos mas atentos leitores devem lembrar-se desse meu&lt;em&gt; labrador&lt;/em&gt; – que tem o pouco saudável hábito de mastigar de tudo e engolir quase tudo.&lt;br /&gt;Ainda não engoliu um patinho de borracha porque, por motivos alheios à nossa vontade, não temos um patinho de borracha. Mas já destruiu com os dentes uma piscina plástica, e certamente alguns fiapos azuis devem estar circulando por seu sistema digestivo.&lt;br /&gt;Pois é: gostaria de saber que tipo de impulso faz com que os filhotes mastiguem o que lhes esteja ao alcance da boca - pedaços de telhas, plantas tóxicas, cascas de árvore, sarrafos de madeira, pregadores de roupa, meias e, principalmente, esponjas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Outro dia, estava cumprindo a árdua tarefa de lavar a grelha de uma churrasqueira em casa e foram necessários menos de dez segundos – enquanto colocava a peça pendurada para secar ao sol – até que a esponja utilizada na limpeza desaparecesse. Foi olhar para baixo e ver Lancelot lambendo os beiços, satisfeito. Acho até que estava gostoso: a mistura da gordura da grelha com o sabor de laranja do detergente deve apetecer qualquer cãozinho onívoro.&lt;br /&gt;Mas fiquei preocupado, porque o tipo de esponja – Scott Brite – é meio perigoso: aquela parte verde áspera, usada para lavar panelas, é composta de limalha de ferro, e sabe-se lá que tipo de danos isso pode causar a um organismo animal, mesmo sendo o tipo de organismo disposto a encarar de tudo.&lt;br /&gt;O alívio veio quando o material estranho foi devolvido por uma das duas formas mais naturais para devolver materiais estranhos que nós conhecemos: o vômito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;O mais engraçado é que, dois dias depois, uma outra esponja, de origem desconhecida, escolheu o mesmo caminho para ser devolvida. E isso, numa análise primária, significa que, se você se preocupa com o que vê o cão engolir, preocupe-se em dobro com o que não vê.&lt;br /&gt;O cãozinho que engoliu o patinho de borracha deu um prejuízo de mil libras (quase R$ 3 mil) com a cirurgia para extração do objeto. Lancelot, por enquanto, ainda não teve de enfrentar o bisturi. Mas estamos de sobreaviso: outro dia, ele engoliu um sabonete daqueles usados no combate a pulgas e carrapatos, que utilizam enxofre na composição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A veterinária apenas recomendou atenção a prováveis sinais de intoxicação. Como ainda não notamos nenhum desses sintomas, só nos resta torcer para que o sabão escolha a forma menos dolorosa para sair. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2662336608389993051?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2662336608389993051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2662336608389993051&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2662336608389993051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2662336608389993051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/02/estomago-de-avestruz.html' title='Estômago de avestruz'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S3ARIzH01YI/AAAAAAAAAao/el8AFCwcyyY/s72-c/avestruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3877700804972024746</id><published>2010-02-01T12:26:00.003-02:00</published><updated>2010-02-01T12:34:12.209-02:00</updated><title type='text'>Desaparecidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S2bk7R7feDI/AAAAAAAAAag/na_PXPfqNQ4/s1600-h/luziania.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433281707545425970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S2bk7R7feDI/AAAAAAAAAag/na_PXPfqNQ4/s320/luziania.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;É claro que tudo pode não passar de uma simples coincidência, que todos eles podem ter descoberto ao mesmo tempo que o futuro naquela cidade não prometia maiores emoções ou realizações, e por isso o caminho era arrumar as malas e meter o pé na estrada. Mas o sumiço de seis rapazes em Luziânia (GO), no período de um mês, não deixa dormir o imaginário popular. Não faltam hipóteses, não faltam teorias da conspiração. Mas, já que ainda não há ainda uma versão oficial definitiva, o que resta ao povo fazer se não especular?&lt;br /&gt;A abdução extraterrestre certamente foi a primeira opção, já que ninguém sabe exatamente se esses milhões de estrelas por aí são habitadas e, se o são, ninguém sabe exatamente quais são as intenções de seus habitantes. O cinema já mostrou diversas versões de invasões marcianas e de outros planetinhas menos cotados – inclusive um cujos invasores acabaram virando favelados na África do Sul – e não seria espantoso que isso acontecesse de verdade. Por que não no Brasil? Por que não em Luziânia?&lt;br /&gt;Outra possibilidade: rituais satânicos. Sabemos todos os que têm um pingo de conhecimento do diabolismo que satã e seus caudatários adoram o sangue de virgens. As mentes obscuras dos homens é que acham que somente virgens do sexo feminino é que contam. Virgem é virgem. Anjos não têm sexo e o demônio, como um “anjo caído”, também não. Nós homens é que vemos nas ninfetas em flor a personificação da única forma de combater o mal que, no fundo, está em nós mesmos.&lt;br /&gt;Claro que não é uma missão das mais simples encontrar virgens entre os garotos – e garotas – da faixa etária dos 13 aos 19 anos, como esses que foram escolhidos para o sacrifício, mas talvez isso explique o porquê de Luziânia ter sido a eleita. Pelo que se conclui dos acontecimentos, Luziânia, mais precisamente o bairro Estrela d’Alva, é um celeiro de virgens.&lt;br /&gt;Uma terceira hipótese seria o escravismo sexual. Deve haver nos confins desse Brasil imenso uma tribo de amazonas cujas mulheres descobriram só agora algo mais interessante a fazer do que montar nuas em seus cavalos e guerrear entre si só de brincadeirinha. Nem que seja só para procriar, o sexo é muito mais interessante do que exercícios com arco e flecha. Entra também nessa opção a necessidade de escolher apenas virgens, porque as amazonas, apesar de terem descoberto tardiamente o que fazer com certas partes do corpo, não perderam o grau de pureza e excelência que norteou a formação da tribo. O rapaz de 19 anos elas levaram porque também precisavam de alguém para cuidar dos cavalos.&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, a polícia só tem duas linhas de investigação, nesses casos: ou os rapazes fugiram de casa por livre e espontânea vontade – e aí ganha força a possibilidade de coincidência pelo fato de serem seis desaparecimentos – ou há alguém recrutando mão-de-obra escrava para meter em alguma colheita de última hora. Pelo que conhecemos da índole pacífica e ordeira do povo brasileiro, esta última opção parece ser a mais viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1995, senti-me como se estivesse sendo enterrado vivo ao entrar no túnel metálico da área de exame do aparelho de tomografia. A impressão que dá é que você não vai sair mais. As paredes à sua volta são opressivas, o ar começa a rarear. Mesmo sem ser assumidamente claustrófobo, senti-se dentro de um caixão de defunto enfeitado com algumas luzinhas e ruídos metálicos...&lt;br /&gt;Imagino como se sentiria se fosse um daqueles sobreviventes do terremoto do Haiti que ficaram duas semanas sob os escombros.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3877700804972024746?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3877700804972024746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3877700804972024746&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3877700804972024746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3877700804972024746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/02/desaparecidos.html' title='Desaparecidos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S2bk7R7feDI/AAAAAAAAAag/na_PXPfqNQ4/s72-c/luziania.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-689085379815975909</id><published>2010-01-25T10:00:00.004-02:00</published><updated>2010-01-25T13:41:59.279-02:00</updated><title type='text'>Sacos de ossos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S12ICANFMOI/AAAAAAAAAaY/kq88Nfns5WM/s1600-h/anorex.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430646293674668258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S12ICANFMOI/AAAAAAAAAaY/kq88Nfns5WM/s320/anorex.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tem uma lei em Santa Catarina que proíbe modelos muito magras de participarem de desfiles. Além de fotos de rosto e corpo inteiro, o &lt;em&gt;book&lt;/em&gt; das meninas deve trazer um atestado médico garantindo que seu índice de massa corporal (IMC) é de no mínimo 18,5 quilos por metro quadrado. Abaixo disso, multa e risco de fechamento da empresa que contratou o evento.&lt;br /&gt;Não os tenho acompanhado com a atenção que merecem – é sempre bom ver mulheres bonitas, ainda que não passem de um saco de ossos com olhos azuis – mas, pelo que li nos jornais, metade dos desfiles da São Paulo Fashion Week seria inviabilizada se a lei catarinense tivesse alcance interestadual.&lt;br /&gt;O jornalista Alcino Leite Neto, da &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;, por exemplo, classificou de “irresponsável e escandaloso” o nível de magreza das modelos, muitas delas recém-chegadas à puberdade e exibindo “gravetos como pernas”. “De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções”, avaliou.&lt;br /&gt;Pouco tempo atrás, o assunto da magreza das meninas veio à luz, provocou discussões acaloradas, provocou indignação e promessas de atitudes. Em Santa Catarina, gerou uma lei. No resto do País... “Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no &lt;em&gt;backstage&lt;/em&gt; para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda”, resumiu uma &lt;em&gt;top&lt;/em&gt;, nos bastidores do desfile de São Paulo.&lt;br /&gt;Acho a lei catarinense um pouco radical demais, todavia. Afinal, estar um pouco abaixo de 18,5 kg/m² não transforma a modelo automaticamente numa aberração. Pelo que li, as pessoas com IMC entre 15 e 18,5 estão apenas “abaixo do peso”. Somente com menos de 15 kg/m² é que ocorreria o que poderíamos chamar de &lt;em&gt;magreza mórbida&lt;/em&gt;, ou patológica, um contraponto à chamada obesidade mórbida. Nesse caso, a lei não deveria apenas impedir o desfile, mas determinar a imediata internação da modelo.&lt;br /&gt;Sei por experiência própria que não é fácil ter IMC menor do que 18,5. Com todo esse meu físico ridículo – diáfano como Montgomery Burns, dos Simpsons – meu índice de massa corporal ultrapassa 19,3 quilos por metro quadrado. No cálculo que fiz num site, recebi até cumprimentos por essa condição: &lt;em&gt;Parabéns! Você está em seu peso ideal. Cuidar de seu peso é cuidar de seu corpo e sua mente... Mantenha-se assim para obter vida longa e saudável!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer: se eu estou bem, no limiar de uma vida longa e saudável, dentro do peso ideal – e portanto autorizado pela lei 14.435 a desfilar – alguém tem de estar &lt;strong&gt;muuuuuuito&lt;/strong&gt; magro para ser considerado anoréxico e passível de ter os gravetos impedidos de deslizar pela passarela. Creio que se somar o peso dos ossos e da pele de uma pessoa – esquecendo-se do &lt;em&gt;recheio&lt;/em&gt; corporal – você vai conseguir um IMC maior do que 15. Portanto, mesmo sendo um mero cabide de roupa com livre arbítrio, é preciso estar semimorta para que a modelo atinja a classificação de risco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;O grande problema é que elas atingem. A &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; disse ter calculado que as modelos do SPFW – a maioria com 18 anos – apresentavam IMC de uma criança de 9 anos. A questão é que elas atingiram essa condição por imposição silenciosa da própria passarela, e tendem a manter-se nessa faixa de risco até que a glória do desfile seja substituída pela pompa do sepultamento. O que, nesses casos, acontece com muita rapidez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-689085379815975909?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/689085379815975909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=689085379815975909&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/689085379815975909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/689085379815975909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/01/sacos-de-ossos.html' title='Sacos de ossos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S12ICANFMOI/AAAAAAAAAaY/kq88Nfns5WM/s72-c/anorex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8732675510765332873</id><published>2010-01-18T10:20:00.004-02:00</published><updated>2010-01-18T10:31:38.283-02:00</updated><title type='text'>Contos de fadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S1RST9YggdI/AAAAAAAAAaQ/Vx6pjWeJYwU/s1600-h/cinderela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428053953736638930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S1RST9YggdI/AAAAAAAAAaQ/Vx6pjWeJYwU/s320/cinderela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Jamais concordei inteiramente com o desenrolar dessas histórias que contavam para a gente, na infância, para nos mostrar que, no fundo, o mundo é lindo e o Bem há de triunfar. Sempre as achei muito &lt;em&gt;conto de fadas&lt;/em&gt;, se me entendem. Sempre achei um pouco forçado demais, por exemplo, alguém se casar e viver feliz para sempre, como acontece com príncipes e princesas de fábulas, porque desde pequeno me conformei com o fato de que nada de bom dura para sempre.&lt;br /&gt;Se &lt;em&gt;para sempre&lt;/em&gt; é um tempão danado dentro dos padrões de medição do universo terrestre, quanto representaria naquele mundo paralelo das histórias infantis? Como é que A Bela Adormecida e o Príncipe poderiam viver felizes para sempre se, num certo dia, por exemplo, ele poderia descobrir que sua amada tinha o hábito de apertar o tubo de pasta de dente pelo meio? Quanto tempo ele conseguiria continuar dormindo com ela, sorrindo de felicidade, depois de perceber que aquele seu suave ressonar estava se transformando, dia após dia, num ronco cavo e estridente?&lt;br /&gt;Acho que meus padrões de realidade sempre foram muito fortes, desde criança. Nunca consegui aceitar, por exemplo, que alguém pudesse ir a um baile e dançar uma valsa rodada usando sapatinhos de cristal. Por mais delicados que fossem os pés dos personagens das histórias infantis, seria impossível que, naquele alvoroço da festa, ninguém pisasse nos pés da Cinderela, quebrasse os sapatinhos e, inclusive, a submetesse ao risco de uma grave lesão hemorrágica.&lt;br /&gt;Mais: quem conseguiria – e em quanto tempo – deixar os cabelos crescerem mais de vinte metros e, sem a ajuda de tônicos capilares ou xampus, mantê-los fortes o suficiente para suportar o peso de um príncipe encantado? Sou mais propenso a acreditar que Rapunzel jogava mesmo era um rolo de cordas para que seu amado tivesse acesso ao aconchego da torre onde ela era mantida confinada.&lt;br /&gt;E Branca de Neve? Que ser humano em sã consciência, criado na opulência de um castelo (ainda que com uma Rainha Má), teria condições de viver num casebre com sete marmanjos de um metro de altura, cada um com suas idiossincrasias e seus defeitos, e ainda ocupar-se de todos os afazeres domésticos? Será que ela nunca teve ímpetos de afogá-los no banho – isso quando eles tomavam banho – num momento de estresse? Será que, no fundo, ao morder a maçã envenenada, ela não estava mesmo era querendo dar um fim a sua vidinha miserável?&lt;br /&gt;Reconheço que pareço chato, um estraga-prazeres, mas felizmente não estou sozinho: acaba de sair na Espanha um livro em que os personagens das histórias infantis deixam de comportar-se como personagens de histórias infantis para assumirem seu lado mais real, mais humano. Cinderela, por exemplo, nem dá bola para as doze badaladas, vai embora do baile no meio da madrugada e abandona o príncipe. Branca de Neve só suporta a depressão à base de Prozac e resolveu tomar sol para bronzear a pele. A novidade da Bela Adormecida é que ela acordou sozinha de seu sono encantado.&lt;br /&gt;Lançado de forma independente – porque as editoras espanholas não o quiseram publicar – &lt;strong&gt;La Cenicienta Que No Queria Comer Perdices&lt;/strong&gt;, criado pela escritora Nunila López Salamero e pela desenhista Myriam Cameros Sierra, vendeu mais de 50 mil exemplares nas primeiras semanas. Deve ser lançado no Brasil ainda este ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;O título, traduzido, é “a Cinderela que não queria comer perdizes”, e se refere à frase final dos contos de fadas na Espanha – “foram felizes e comeram perdizes” – em lugar do nosso tradicional “casaram-se e viveram felizes para sempre”. Nosso amigo Carlos Martí, lá de Valência, poderia falar alguma coisa a respeito dessa tradição ibérica e desse livro... Mas eu acho que ele está mais mergulhado em afazeres do que uma criança numa piscina de bolinhas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8732675510765332873?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8732675510765332873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8732675510765332873&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8732675510765332873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8732675510765332873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/01/contos-de-fadas.html' title='Contos de fadas'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S1RST9YggdI/AAAAAAAAAaQ/Vx6pjWeJYwU/s72-c/cinderela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2906709811313250625</id><published>2010-01-11T10:23:00.007-02:00</published><updated>2010-01-11T10:39:24.627-02:00</updated><title type='text'>Maior que a barriga</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0sYV9Lt9uI/AAAAAAAAAaI/RgPDgH6LwaI/s1600-h/olho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425456941577926370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0sYV9Lt9uI/AAAAAAAAAaI/RgPDgH6LwaI/s320/olho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A gente aprende desde criancinha que não deve botar no prato mais comida do que vai conseguir comer. Não se deve ter “o olho maior que a barriga”, diziam nossos pais, nesse que talvez seja um dos primeiros ensinamentos em formato de dito popular que nos vem alcançar ainda nos primeiros passos e vai certamente nos acompanhar pelo resto da vida.&lt;br /&gt;O tempo passando, a gente vai vendo que esse axioma não se limita aos pratos de comida: tem o olho maior que a barriga quem tenta carregar mais peso que os braços suportam, quem compra mais do que o minguado salário permite parcelar, quem assume mais tarefas que a própria capacidade de trabalho aconselha. Ou quem tenta sair de uma loja carregando tantos produtos, sem pagar, que seria impossível não ser notado. Para isso, aliás, até criaram um dito popular mais adequado: “Vergonha é roubar e não poder carregar.”&lt;br /&gt;Que atire o primeiro Código Penal quem nunca aproveitou um instante de descuido para surrupiar uma bala, um doce ou uma borracha escolar numa loja. Ou até coisinhas pouca coisa mais valiosas...&lt;br /&gt;Ora, isso faz parte da natureza humana. Até os comerciantes sabem disso e colocam produtos de menor valor em prateleiras onde fica mais difícil manter a vigilância. Se os furtos são inevitáveis, melhor que os prejuízos sejam de menor monta. Portanto, melhor incentivá-los em prateleiras específicas, onde o &lt;em&gt;animus furandi&lt;/em&gt; inerente ao ser humano cause menor estrago financeiro.&lt;br /&gt;Mas há uma grande diferença entre furtar uma borracha e o material escolar todo, entre carregar uma balinha e o serviço de &lt;em&gt;bombonière &lt;/em&gt;completo, com atendente e tudo. Se o bom senso e a complacência humanos relevam os primeiros, o peso da lei não ignora os segundos. Quem tem o olho maior que a barriga, nesses casos - e o cérebro menor que ambos - tende a acabar com cólicas.&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu semana passada numa grande loja de departamentos de Porto Velho, em Rondônia. Três mulheres, uma delas menor de idade, furtaram nada menos que 126 produtos no interior do estabelecimento, inclusive bolsas para carregar os objetos furtados, mas foram pegas na saída, porque todo o processo de coleta e ocultação dos artigos tinha sido acompanhado pelas câmaras de vigilância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Entre os objetos furtados estavam um aparelho de DVD, onze DVDs – entre eles, “Xuxa Só Para Baixinhos” – sete CDs, três toalhas, cinco camisetas e um ferro de passar roupa, além de dezenas de cosméticos e artigos alimentícios e de higiene. No início, as três começaram dissimulando os produtos em suas próprias bolsas, mas, como o butim crescesse a cada corredor percorrido, pegaram três sacolas vendidas na loja para carregar as “compras”. Na saída, configurado o crime de furto, o flagrante foi feito. Se elas tivessem limitado a ação àquelas prateleiras que citei há pouco...&lt;br /&gt;“Fizeram a feira, mas foi um trabalho amador, fácil de ser pego”, disse o gerente da loja. Como são pobres – ao contrário de uma certa &lt;em&gt;socialite&lt;/em&gt; flagrada furtando na Daslu e encaminhada a um psicólogo, porque rico não é ladrão, mas cleptomaníaco – as três foram prestar contas na delegacia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;(A ilustração do post, "furtada" pela internet, é do Ziraldo).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2906709811313250625?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2906709811313250625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2906709811313250625&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2906709811313250625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2906709811313250625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/01/maior-que-barriga.html' title='Maior que a barriga'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0sYV9Lt9uI/AAAAAAAAAaI/RgPDgH6LwaI/s72-c/olho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8629433434865670529</id><published>2010-01-04T11:16:00.003-02:00</published><updated>2010-01-04T11:21:16.790-02:00</updated><title type='text'>Um ano redondo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0HqSWlSSCI/AAAAAAAAAaA/OmTWFZGkFTA/s1600-h/2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422873027351300130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0HqSWlSSCI/AAAAAAAAAaA/OmTWFZGkFTA/s320/2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tenho a impressão de que 2010 será um ano proveitoso.&lt;br /&gt;Não possuo fundamentos científicos, astrológicos ou esotéricos para basear minha teoria, mas creio que os anos &lt;em&gt;redondos&lt;/em&gt; são os mais marcantes de nossas vidas.&lt;br /&gt;Quero ressaltar que &lt;em&gt;redondo&lt;/em&gt; não significa o ano com maior número de zeros – se bem que 2000 foi um ano &lt;em&gt;redondo&lt;/em&gt; – mas aquele que fecha uma década.&lt;br /&gt;Depois dos &lt;em&gt;redondos&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;semirredondos&lt;/em&gt; – que marcam a metade da década – são os mais profícuos.&lt;br /&gt;Essa teoria baseia-se em acontecimentos de minha própria vida: em anos &lt;em&gt;redondos&lt;/em&gt; eu saí de casa para morar sozinho (1980) e parei de fumar depois de 19 anos de vício (1990); em anos &lt;em&gt;semirredondos&lt;/em&gt; eu fiz vasectomia depois do nascimento de minha segunda filha (1985), parei de beber (1995) e terminei meu primeiro livro (2005). Neste ano &lt;em&gt;redondo&lt;/em&gt; de 2010, esse livro deve ser publicado.&lt;br /&gt;Aliás, 2010 marca o aniversário de muitos acontecimentos marcantes de minha vida: em março, faz 15 anos que abandonei o vício do álcool; em maio, 20 anos que larguei o cigarro e 25 anos que parei de fazer filhos (repito, para ficar bem claro: parei de fazer filhos em consequência da vasectomia, não por inoperância ou desinteresse).&lt;br /&gt;Sei que não sou o único a apostar as fichas em 2010: pesquisa “Datafolha” apontou que 57% dos brasileiros crêem que sua vida vai melhorar este ano, principalmente do ponto de vista financeiro.&lt;br /&gt;Mas o grande evento que me faz confiar que 2010 será o MEU ANO não é essencialmente financeiro, embora indiretamente possa significar uma ajuda nesse aspecto: é o lançamento de meu livro, &lt;strong&gt;As covas gêmeas&lt;/strong&gt;, pela Editora Brasiliense, de São Paulo. Mais do que o troquinho a mais que pode entrar, significa a realização pessoal. E pode significar – caso esse troquinho a mais esteja além de uns caraminguás – uma reviravolta em minha vida profissional.&lt;br /&gt;Explico: trabalho desde os 17 anos – ou seja, há 36 anos – mas ainda não atingi 30 anos de contribuição à Previdência. Isso significa que não posso me aposentar, ainda que proporcionalmente. Isso significa ainda que, para garantir o leitinho das crianças, tenho de trabalhar regularmente, cumprir horário, essas coisas.&lt;br /&gt;Se a venda do livro garantir mensalmente os rendimentos que um emprego regular garante – podem acreditar, meu salário não é lá isso tudo – eu bem poderia viver da literatura. Já imaginaram? Sem relógio de ponto, sem trânsito complicado, sem tarefas desagradáveis? Ganhar para fazer uma das coisas que mais me dá prazer, que é escrever? Meus poucos mas sempre ponderados leitores acham que estou querendo demais?&lt;br /&gt;Sobre o livro: a cláusula 7ª do contrato de edição diz que “a Editora se compromete a publicar a Obra no prazo de 18 meses contados a partir da entrega dos originais da Obra”. Tecnicamente, entreguei os originais no final de setembro de 2008, o que levaria o término do prazo contratual para março próximo. Como não há registro documental dessa entrega, entretanto, prefiro basear a contagem de tempo a partir da data de assinatura do contrato: 10 de junho de 2009. Fazendo as contas, pois, a Brasiliense tem até 10 de dezembro deste ano para honrar seu compro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;misso. Ou seja, deste ano não passa!&lt;br /&gt;Tenho ou não tenho motivos para apostar tudo em 2010?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8629433434865670529?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8629433434865670529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8629433434865670529&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8629433434865670529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8629433434865670529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2010/01/um-ano-redondo.html' title='Um ano redondo'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/S0HqSWlSSCI/AAAAAAAAAaA/OmTWFZGkFTA/s72-c/2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3938154246151052055</id><published>2009-12-28T11:30:00.004-02:00</published><updated>2010-01-12T10:48:53.280-02:00</updated><title type='text'>Padres vermelhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SzizRBFh0DI/AAAAAAAAAZ4/TB9eW3jIMvY/s1600-h/red.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420279256471162930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SzizRBFh0DI/AAAAAAAAAZ4/TB9eW3jIMvY/s320/red.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Em algumas fases da história brasileira, e eu me lembro especialmente dos 21 anos subsequentes a 1964, as palavras &lt;em&gt;igreja&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;subversão&lt;/em&gt; pareciam ter quase a mesma raiz etimológica. Para os militares que tomaram conta de nossos destinos durante os chamados “anos de chumbo”, por exemplo, usar a expressão &lt;em&gt;padre subversivo&lt;/em&gt; – ou suas correlatas &lt;em&gt;padre comunista&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;padre vermelho&lt;/em&gt; – soava como um pleonasmo. Afinal, na visão deles, haveria padre que não fosse subsidiado pelo &lt;em&gt;ouro de Moscou&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Até entendo, embora não signifique que concorde: uma das grandes resistências aos governos militares e suas espoliações – para mim, aí sim uma grande redundância – foi a ala progressista da igreja, que assumiu a vanguarda, ao lado da intelectualidade e da massa trabalhadora, da luta pela restauração do regime democrático. Ao lado do binômio &lt;em&gt;igreja&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;subversão&lt;/em&gt;, outras expressões tornaram-se correntes, com um gostinho de veneno, na bocas dos generais de então: teologia da libertação, pastoral da terra, comunidades eclesiais de base, comissões de direitos humanos, pastoral operária...&lt;br /&gt;E nomes, então?&lt;br /&gt;Dom Paulo Evaristo Arns talvez tivesse ficado menos em evidência não fosse sua postura, à frente da Cúria Metropolitana de São Paulo, em defesa dos perseguidos políticos durante a ditadura militar (trabalho exemplarmente retratado no livro “Brasil: Tortura Nunca Mais”). E dom Cláudio Hummes, hoje prefeito da Congregação para o Clero na Cúria Romana, que na época era bispo da diocese de Santo André e marchou ao lado dos trabalhadores durante o crescimento, depois avassalador, do movimento sindical no ABCD paulista?&lt;br /&gt;Não dá para omitir da história recente, também, os nomes de dom Hélder Câmara – talvez o maior baluarte do &lt;em&gt;iluminismo&lt;/em&gt; diante das perspectivas sombrias de então – de frei Leonardo Boff, do reverendo Jaime Wright, de dom Pedro Casaldáliga, de frei Betto e, até, apesar da voz menos tonitruante, de dom Luciano Mendes de Almeida e a CNBB, quase como um todo. Afinal, eles representaram, ao mesmo tempo, a pedra no sapato dos governos fardados e a esperança de luz no fim do túnel atravessado tropegamente pela resistência civil ao golpe. Não sou religioso, mas me orgulho da igreja nesse aspecto, nessa coragem de dar a cara a tapa quando havia tantas mãos querendo estapear tão poucas caras disponíveis.&lt;br /&gt;Mas às vezes acho que alguns exageram: no condado de York, norte da Inglaterra, um padre anglicano está aconselhando aos fiéis o furto em lojas, caso estejam passando necessidades. E a recomendação, no melhor estilo &lt;em&gt;comunista&lt;/em&gt;, pretende restringir as ações a estabelecimentos que representem o &lt;em&gt;capitalismo selvagem e voraz&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;"Meu conselho, como padre cristão, é furtar em lojas. Eu não faço esta recomendação porque acho que furtar é uma coisa boa, ou porque acho que não faz mal, pois faz. Mas eu pediria que não furtem de lojas pequenas, de negócios familiares, mas de empresas de âmbito nacional, sabendo que os custos acabarão sendo repassados para o restante de nós, na forma de preços mais altos", disse o religioso.&lt;br /&gt;A polícia local classificou o sermão como “altamente irresponsável” e a própria diocese o desqualificou: "O padre está levantando questões importantes sobre as dificuldades que as pessoas enfrentam quando o apoio social não é oferecido, mas furto em lojas não é a forma de superar essas dificuldades. Furtar em lojas ou cometer outros crimes nunca deveria ser a solução. Fazer isso seria tornar a espiral [social] descendente ainda mais rápida, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade como um todo."&lt;br /&gt;Aqui no Brasil, nem nos momentos de maior convulsão os padres mais &lt;em&gt;vermelhos&lt;/em&gt; aconselharam o crime. O detalhe curioso é que o religioso britânico chama-se Tim Jones, nome muito parecido com o de certo pastor que, há 31 anos, levou mais de 900 pessoas ao suicídio na selva da Guiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esta é a última postagem de 2009. Isso quer dizer, salvo acidentes de percurso ou movimento em contrário por parte de meus poucos mas exigentes leitores, que em 2010 tem mais. Espero que todos tenham a mesma esperança que eu de que nos aguarda um ano cheio de realizações e boas notícias. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3938154246151052055?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3938154246151052055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3938154246151052055&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3938154246151052055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3938154246151052055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/12/padres-vermelhos.html' title='Padres vermelhos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SzizRBFh0DI/AAAAAAAAAZ4/TB9eW3jIMvY/s72-c/red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7073976630125130393</id><published>2009-12-21T10:11:00.005-02:00</published><updated>2009-12-21T10:29:48.038-02:00</updated><title type='text'>Enfia lá no seu...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sy9mDmLJY5I/AAAAAAAAAZw/gS6ZhSPyGvg/s1600-h/agulha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417661088722936722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sy9mDmLJY5I/AAAAAAAAAZw/gS6ZhSPyGvg/s320/agulha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Como é que alguém consegue conscientemente causar sofrimento a uma criança? Como é possível a um ser humano infligir arbitrariamente dor a um pequeno corpo inocente, sejam quais forem seus motivos?&lt;br /&gt;Passei pelo menos quinze anos de minha vida profissional envolvido com a crueza da reportagem policial, convivendo com as mais sórdidas espécies de criminosos, mas ainda hoje não consigo entender que tipo de insensibilidade move a mão que tortura, fere ou mata uma criança. Que tipo de desvio sociopático é necessário para impor voluntariamente o padecimento a um ser incapaz de defender-se?&lt;br /&gt;O motivo, acredito, é esse mesmo: a incapacidade de defesa. Minha assistente social predileta, com quem divido igualitariamente a cama – dois terços para ela, um terço para mim – todas as noites, diz que é exatamente por isso que as coisas acontecem: quem aplica a violência o faz porque pode, porque não encontra resistência, porque não há o contraponto da defesa. Quem maltrata uma criança é o mesmo tipo de pessoa que maltrata um animal, que arranca os olhos de um passarinho, que amarra um fio de linha às patas de uma borboleta: só o faz porque nenhuma de suas vítimas tem capacidade de resistir e contra-atacar.&lt;br /&gt;Quem viu a figurinha ridícula e insignificante do padrasto que enfiou, na Bahia, trinta e tantas agulhas no corpo do enteado – seja por bruxaria, seja por razões sentimentais mesquinhas (vingança) – pode compreender o motivo da sordidez: como uma criança de dois anos poderia reagir? O que impediria uma pessoa impiedosa de lhe causar dores fulgurantes, como se não lhe bastassem as dores da violência social? Pelo tamanhinho do padrasto, tenho certeza de que ele pensaria duas vezes antes de agir se a criança tivesse, sei lá, três anos e meio... mas o menino, coitado, tem só dois.&lt;br /&gt;Os quinze anos como repórter de polícia não endureceram meus sentimentos em relação às crianças. Sofro com o sofrimento delas, sinceramente. Senti quando Isabela foi lançada pela janela do sexto andar do prédio, sinto agora quando o garoto baiano tem de ser submetido a cirurgias de emergência para retirar as agulhas que põem em risco o funcionamento de seus órgãos vitais. Sinto uma dor especial quando há crianças entre as vítimas de acidentes de trânsito. Sinto ainda mais porque, em nenhum dos casos, a criança teve qualquer participação ou mérito/demérito no mal que a atingiu. Apenas estava por perto para servir de vítima.&lt;br /&gt;É bem verdade que, na vida real, não tenho muita paciência com crianças. Ou melhor, não tenho paciência nenhuma. Mas nada justifica a violência. Senti vontade, por exemplo, de meter umas palmadas na bundinha de uma garota de uns quatro ou cinco anos que passou metade do voo entre Brasília e Florianópolis correndo de um lado para o outro no corredor do avião. Mas minha irritação não iria além de umas palmadas.&lt;br /&gt;Agulhas, nem pensar!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7073976630125130393?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7073976630125130393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7073976630125130393&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7073976630125130393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7073976630125130393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/12/enfia-la-no-seu.html' title='Enfia lá no seu...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sy9mDmLJY5I/AAAAAAAAAZw/gS6ZhSPyGvg/s72-c/agulha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5536254488762095071</id><published>2009-12-14T10:14:00.005-02:00</published><updated>2009-12-14T14:18:26.657-02:00</updated><title type='text'>No velho Oeste ele nasceu...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SyYsOdED9dI/AAAAAAAAAZo/QnxMNkiOCf4/s1600-h/bat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415064228791055826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SyYsOdED9dI/AAAAAAAAAZo/QnxMNkiOCf4/s320/bat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fiz um rápido passeio à infância ao ler, na quarta-feira da semana passada, sobre a morte do ator Gene Barry. A mente tem essa capacidade de se situar em ambientes remotos – com todas as cores, sons, cheiros – quando, para usar um termo adequado aos novos tempos, há um &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; para isso. A morte de Barry, que encarnou o personagem &lt;strong&gt;Bat Masterson&lt;/strong&gt; no seriado apresentado pela TV Tupi no início dos anos 60, foi o necessário &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; para minha volta ao passado.&lt;br /&gt;Essa minha evocação, curiosamente, não foi do seriado em si, mas da música tema, em sua versão nacional cantada por Carlos Gonzaga. Eu ouvi claramente por alguns instantes a voz anasalada de Gonzaga entoando os versos &lt;em&gt;No velho Oeste ele nasceu/E entre bravos se criou/Seu nome lenda se tornou/Bat Masterson, Bat Masterson...&lt;/em&gt; num enorme aparelho de alta-fidelidade que pertencia a meu tio Tony e estava alojado na sala da casa de meus avós maternos. Eu tinha sete anos, se muito.&lt;br /&gt;O móvel que abrigava a vitrola era de madeira clara, o piso era de cerâmica e havia um recorrente cheiro de sonho pela casa. Não, não estou viajando: o &lt;em&gt;sonho&lt;/em&gt; a que me refiro são aquelas bolotas de massa, fritas e recheadas com creme de baunilha ou doce de leite, preferencialmente polvilhados com açúcar, que a gente encontra em qualquer padaria. Minha avó materna era pródiga na produção de sonhos. Não me recordo de outro doce que ela soubesse fazer, ou que se interessasse em fazer.&lt;br /&gt;Nasci naquela casa, incentivado por uma parteira a deixar o aconchego do ventre materno. E é de lá que trago, paradoxalmente, meus primeiros e ainda insubstanciais relacionamentos com a morte: os &lt;em&gt;santinhos&lt;/em&gt; que minha avó trazia para casa após as incontáveis missas de sétimo dia a que comparecia, aliados ao ambiente dos quartos, sempre puxado à penumbra, traziam-me uma leve e constante sensação de medo. “Vou para junto de Deus, mas não esquecerei aqueles a quem amei na Terra” – texto atribuído a Santo Agostinho e comum nesses &lt;em&gt;santinhos&lt;/em&gt; – soava a meus ouvidos de criança como um chamado para o Além.&lt;br /&gt;Quando meu tio Tony morreu, eu ainda um garotinho, ele não morava mais na casa da rua Luiz Cunha. Mas não me lembro de ter ouvido sua alta-fidelidade e a voz chinfrim de Carlos Gonzaga em outro lugar que não fosse lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;: Gene Barry, ou Eugene Klass, morreu aos 90 anos. Embora tenha participado de algumas várias produções, só me lembro dele como &lt;strong&gt;Bat Masterson&lt;/strong&gt;, um almofadinha bom de briga que manuseava sua bengala como ninguém e jamais deixava que seu chapéu coco fosse desalojado do alto de sua cabeça.&lt;br /&gt;Descobri agora que William Barclay Masterson – apelidado &lt;em&gt;Bat&lt;/em&gt; porque um morcego cruzou sibilante a igreja durante a cerimônia de seu batismo – existiu de fato. Nascido em 1853, foi caçador de búfalos, batedor do exército, jogador, delegado de fronteira, delegado federal e, pasmem!, jornalista. Foi ajudante do xerife Wyatt Earp e chegou a deputado, nomeado pelo presidente Theodore Roosevelt. Morreu em 1921, dois anos depois de Gene Barry nascer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5536254488762095071?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5536254488762095071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5536254488762095071&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5536254488762095071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5536254488762095071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/12/no-velho-oeste-ele-nasceu.html' title='No velho Oeste ele nasceu...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SyYsOdED9dI/AAAAAAAAAZo/QnxMNkiOCf4/s72-c/bat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8033477715346686854</id><published>2009-12-07T10:37:00.007-02:00</published><updated>2009-12-07T11:03:41.214-02:00</updated><title type='text'>Silêncio! Gravando!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sxz3I7EfggI/AAAAAAAAAZg/01WnztZgeGA/s1600-h/max.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412472584860041730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sxz3I7EfggI/AAAAAAAAAZg/01WnztZgeGA/s320/max.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sei que o colunista Tutty Vasquez já tocou no assunto, mas não custa insistir: dá para acreditar que ainda exista gente ingênua o suficiente para participar de falcatruas sem imaginar que possa estar sendo filmada? Principalmente quando do outro lado do guichê está alguém com fama de chantagista e que responde a quase trinta processos por improbidade?&lt;br /&gt;Podem observar: seres humanos comuns e honestos, como nós, ficam ressabiados ao entrar num elevador, por exemplo, porque sabem que correm o risco de ser apanhados, por uma dessas câmaras de segurança, escarafunchando inocentemente as fossas nasais. Nas ruas, nas lojas, nos terminais de ônibus... Foi-se o tempo em que aquele cartaz &lt;em&gt;Sorria! Você está sendo filmado!&lt;/em&gt; tinha o caráter de piadinha. Agora, é real: você está sendo filmado MESMO! A gente não anda dez metros sem ser alcançado por uma lente. E sabe disso.&lt;br /&gt;E no entanto a turma do panetone conseguiu entregar tudo assim, de mão beijada. Não passou pela cabeça de nenhum deles, aparentemente, que aquele cara que estava distribuindo o dinheiro – chamado (o cara que distribuía o dinheiro) pelo próprio Arruda, depois de o escândalo ter sido deflagrado, de “herança maldita do governo Roriz” – era tão confiável quanto um eletricista com soluço.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; deste domingo descreveu o equipamento de espionagem que Durval Barbosa deve ter usado para nos mostrar os locais que a turma do panetone escolhe para malocar o dinheiro recebido de forma, digamos, transversal: uma câmera de vídeo adaptada ao botão do paletó, incluindo ali um microfone imperceptível; na parte de dentro do paletó, um aparelho de MP4, com bateria capaz de aguentar de quatro a oito horas de gravação.&lt;br /&gt;Ou seja: coisinha básica, que até mesmo um &lt;strong&gt;Agente 86&lt;/strong&gt; daquela versão antiga saberia operar sem contratempos. Nada de escuta por satélite, nada de varredura por infravermelho, nada de câmaras telescópicas. Tudo facilmente detectável. Só faltou mesmo uma plaquinha acesa no peito de Barbosa indicando, em vermelho, que eles estavam “no ar”.&lt;br /&gt;Embora não tenha vivência nesse universo paralelo – caso eu operasse com “caixa dois”, as duas estariam no vermelho – sei por noção que ninguém é confiável. E que alguns, em algumas situações, são ainda menos confiáveis que os outros. Portanto, se tivesse de dividir algum suado dinheirinho ilegal entre bolsos, meias e cuecas, sei que seria necessário ter certeza de que o resto do planeta não estaria acompanhando essa operação ridícula.&lt;br /&gt;Se eu, honesto até a raiz de meus vários cabelos brancos, sei disso, como é que a turma do panetone não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prometi a mim mesmo que não falaria nisso, mas o assunto está atravessado em minha garganta: que tipo de técnico de futebol assume a direção de um time que está na liderança e termina o campeonato na quinta colocação?&lt;br /&gt;Citando mais uma vez Tutty Vasquez: ainda bem que o campeonato acabou; se tivesse terceiro turno, capaz de o Palmeiras terminar sendo rebaixado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8033477715346686854?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8033477715346686854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8033477715346686854&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8033477715346686854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8033477715346686854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/12/silencio-no-ar.html' title='Silêncio! Gravando!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sxz3I7EfggI/AAAAAAAAAZg/01WnztZgeGA/s72-c/max.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1171519928076945224</id><published>2009-11-30T11:38:00.004-02:00</published><updated>2009-11-30T11:45:19.551-02:00</updated><title type='text'>Caiu na rede</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SxPLS18y0XI/AAAAAAAAAZY/UyDV01q3BGM/s1600/alema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409891101982249330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SxPLS18y0XI/AAAAAAAAAZY/UyDV01q3BGM/s320/alema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Quem nos enviou a foto deste pitéuzinho aí à esquerda foi o amigo Ricardo Câmara, contumaz e indispensável frequentador de nosso espaço de comentários, que a fez acompanhar-se de um breve mas incisivo recadinho: “Esta é uma colaboração que copiei do ‘Globo Online’ para o blog &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; Acredito que sirva de inspiração para a sua próxima crônica.”&lt;br /&gt;Pois serviu, caro Ricardo. Não só a, digamos, concepção artística da moça, mas a história por detrás do retrato. Algo que certamente irá mexer com a segunda-feira de meus poucos mas sensíveis leitores.&lt;br /&gt;Pois saibam que a senhorinha aí da foto não sustenta mais, atualmente, tanto viço e elasticidade, visto que esparramou-se diante da câmara, empunhada pelo então marido, há exatos 55 anos. Hoje, aos 75, ela não pretende ver brotar libidos ou inspirar onanistas com a exibição de sua gloriosa nudez, mas apenas faturar uns trocados que lhe garantam, quem sabe, caixa suficiente para comprar uma poltrona, ainda que de segunda mão.&lt;br /&gt;“Ouvi dizer que os homens pagam por essas fotos e eu preciso muito de dinheiro”, resumiu a versão atualizada da graciosa lourinha. Marianne, a outrora exuberante e desinibida alemãzinha, vive num apartamento em Berlim totalmente despojado de mobília, que foi usada como moeda para quitar dívidas ou carregada por amigos do alheio. Sequer uma cadeira serve-lhe de apoio ao peso da idade, impossibilitada de recuperar os bens com a minguada aposentadoria que lhe sobra após quitar o aluguel e as contas mensais.&lt;br /&gt;Algumas fotos eróticas seriam, pois, o único “tesouro” que lhe resta para vender, saldar dívidas restantes e, quem sabe, tentar garantir o aconchego de uma almofada para tomar seu leitinho morno de todas as noites.&lt;br /&gt;A situação não deixa de ser tocante. Mas fico imaginando se as fotos tivessem sido feitas hoje, por algum desses milhares de exibicionistas que fotografam as incautas namoradas e em menos de 24 horas disponibilizam a imagem na internet, para que o mundo todo veja “quem eu estou pegando”. Já pensaram? Quem iria pagar por uma foto – ainda que fosse para ajudar uma velhinha a sentar-se confortavelmente – se pode consegui-la gratuitamente na rede?&lt;br /&gt;“Cair na rede” é uma situação cada vez mais comum, com vítimas anônimas ou nem tanto – como a cantora Rihanna e a &lt;em&gt;teen star&lt;/em&gt; Vanessa Hudgens. Numas de compartilhar as intimidades com o namorado, as moças acabam vendo os &lt;em&gt;pixels&lt;/em&gt; mais íntimos de seus corpos distribuídos no atacado pela internet, com maior ou menor definição, na íntegra ou com adaptações, em arquivo JPG ou GIF. O culto ao corpo e ao ser erótico acaba virando uma quitandinha.&lt;br /&gt;Talvez o retrato de nossa alemãzinha valha como antiguidade: do tempo em que as fotos eróticas como essas ficavam apenas entre duas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1171519928076945224?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1171519928076945224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1171519928076945224&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1171519928076945224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1171519928076945224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/11/caiu-na-rede.html' title='Caiu na rede'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SxPLS18y0XI/AAAAAAAAAZY/UyDV01q3BGM/s72-c/alema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-355787598439255999</id><published>2009-11-23T09:53:00.006-02:00</published><updated>2009-11-23T10:06:06.338-02:00</updated><title type='text'>Pesadelo assassino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Swp33YHMziI/AAAAAAAAAY4/ancAOYcwyyE/s1600/sonambulo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407266095860862498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Swp33YHMziI/AAAAAAAAAY4/ancAOYcwyyE/s320/sonambulo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Antes de começar o texto desta semana, quero deixar bem claro aos meus poucos mas solertes leitores que em momento algum passou por meus inocentes neurônios qualquer idéia nebulosa a respeito do uso real do tema central desta postagem. O assunto tocou-me apenas pelo inusitado, e portanto não pressupõe qualquer intenção futura de utilização como, digamos, um eventual álibi. Feita a necessária ressalva, prossigamos:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um britânico de 59 anos, acampado com a mulher de 57, sonhou que um ladrão havia invadido a barraca em que ambos dormiam e ele – o marido – no afã de defender-se, atracou-se com o invasor. Com histórico de sonambulismo, é explicável que ele tenha traduzido em gestos o calor de seu combate onírico. Como, é claro, não havia invasor algum – pois, não custa nada repetir, tratava-se de um sonho – com quem diabos ter-se-ia atracado o zeloso britânico?&lt;br /&gt;Uma xerox autenticada de algumas páginas do sonífero livro "Norte das Águas", do imortal José Sarney, para quem respondeu “a mulher dele”. Pois o &lt;em&gt;paladino do camping&lt;/em&gt; juntou-a pelo pescoço, reuniu as forças recuperadas que algumas horas de sono haviam proporcionado e só parou quando a pobre coitada – ou melhor, o assaltante invasor – rendeu-se à própria inferioridade e sucumbiu.&lt;br /&gt;Ao acordar – a nota da BBC não esclarece se foi em seguida ao embate, ou se ele teve tempo de recompor as energias dispendidas na defesa de seus domínios – o britânico percebeu a mulher jogada como um trapo velho sobre o colchonete, teve um atino do que poderia ter acontecido e pediu ajuda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;"Acho que matei minha mulher. Meu Deus... Achei que um ladrão tinha entrado. Eu estava brigando com ele, mas era ela... Eu devia estar sonhando. O que eu fiz? O que eu fiz? Vocês podem mandar alguém aqui?", disse ele à atendente do serviço de socorro.&lt;br /&gt;Se a expressão “um trapo velho sobre o colchonete” não foi suficiente para definir a extensão do dano causado à pobre britânica, esclareço que ela já estava morta quando marido acordou. Quando os socorristas chegaram, ele tremia e chorava enquanto repetia que a mulher, com quem estava casado havia 39 anos, era tudo para ele.&lt;br /&gt;A promotoria entende que, na hora em que matou a mulher, o réu – que sofria de distúrbios do sono desde a infância – estava dormindo e sua mente não tinha controle sobre o que o corpo fazia. Pode ser considerado um caso de “automatismo insano”, segundo prevê a lei britânica, e, por isso, ele poderá ficar preso indefinidamente, enquanto se submete a tratamento psiquiátrico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;Sem querer parecer cético em excesso, eu só acho estranho que, em 39 anos de casado, ele nunca tenha somatizado seus pesadelos, antes, agarrado ao pescoço da mulher.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-355787598439255999?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/355787598439255999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=355787598439255999&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/355787598439255999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/355787598439255999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/11/pesadelo-assassino.html' title='Pesadelo assassino'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Swp33YHMziI/AAAAAAAAAY4/ancAOYcwyyE/s72-c/sonambulo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-320137101951558979</id><published>2009-11-16T09:56:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T10:06:49.476-02:00</updated><title type='text'>Durma-se com um barulho desses...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SwE-HJXe-GI/AAAAAAAAAYw/9QwddfBDV2U/s1600/insonia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404669320315730018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SwE-HJXe-GI/AAAAAAAAAYw/9QwddfBDV2U/s320/insonia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;O presidente Lula tem razão: ler os jornais pode provocar azia. Ou insônia.&lt;br /&gt;A imprensa tem uma indisfarçável predileção por assuntos desagradáveis, pelo pessimismo e pelo lado negativo das coisas, ainda que este seja apenas um entre outros noventa e nove aspectos animadores. Claro que jornalismo é oposição, como ensina mestre Millôr Fernandes – mas, pô, já que estão descobrindo água na Lua, que tal enaltecer algumas partículas de oxigênio que porventura possam rolar no vácuo?&lt;br /&gt;Vi na “Folha de S. Paulo” da semana passada um exemplo típico do alarmismo derrotista da imprensa, na manchete da página de Saúde: &lt;strong&gt;Dormir mal pode levar à impotência&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O texto indica que uma pesquisa feita em São Paulo com 449 espécimes masculinos entre 20 e 80 anos comprovou que “homens que dormem mal têm mais risco de ter disfunção erétil” e que 7% dessa, digamos, falta de convicção, ocorrem na faixa dos 20 aos 29 anos.&lt;br /&gt;Mas, vem cá, e quem é que não dorme mal? Nesse corre-corre diário para quitar as dívidas, nessa loucura agitada da vida moderna, nesse estresse do trânsito, quem é que consegue &lt;em&gt;conciliar o sono&lt;/em&gt; de uma forma satisfatória, ininterrupta, sem sobressaltos? Ainda mais depois de uma notícia dessas?&lt;br /&gt;Tenho certeza de que noventa e nove entre cem de meus leitores do sexo masculino – se os tivesse tantos – perderiam no mínimo uns 15 minutos de seu sono reparador para avaliar as consequências que esses 15 minutos de sono reparador perdidos poderiam trazer à missão de, digamos, manter vigilante o atalaia de sua virilidade. A julgar pela manchete, a conclusão seria batata: 15 minutos aqui, 15 minutos ali, e logo vamos estar lendo com redobrada atenção anúncios de próteses, chás miraculosos, emplastros e aditivos químicos que nos garantam pelo menos 15 minutos de fugaz notoriedade.&lt;br /&gt;Mas não é bem assim, como depreendemos da leitura atenta: o estudo concluiu que a principal causa do sono segmentado é a apneia – suspensão momentânea da respiração – e que essa interrupção respiratória pode causar danos ao sistema vascular, tornando mais difícil manter a ereção. Ou seja, não é o &lt;em&gt;dormir mal&lt;/em&gt;, mas a apneia que pode levar à impotência.&lt;br /&gt;Mas à imprensa interessa esse &lt;em&gt;ínfimo detalhe&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Os leitores - ora, os leitores - que se entendam com suas azias e insônias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto: meus poucos mas fiéis leitores devem lembrar-se de uma postagem antiga deste blog, sobre um bebê que foi geneticamente programado na Espanha para servir de doador a seu irmão e salvá-lo de uma doença congênita (&lt;em&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/em&gt;, em 20 de outubro de 2008).&lt;br /&gt;Pois bem: assisti neste final de semana a um filme que aborda o “outro lado” da questão: a menina de 11 anos que foi gerada para salvar a irmã e luta na Justiça para ter direitos sobre o próprio corpo, desobrigando-se de ser doadora de um rim à irmã mais velha, leucêmica e prestes a morrer.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;My sister’s keeper&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Uma prova de amor&lt;/em&gt;, em português, com Cameron Diaz e Joan Cusak, entre outros) é um daqueles filmes que faz chorar – mesmo aos menos sensíveis – mas creio que o atrativo maior é abrir essa discussão: para salvar uma vida, você tem direito de acabar, ainda que em termos, com outra?&lt;br /&gt;Recomendo, se me permitem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-320137101951558979?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/320137101951558979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=320137101951558979&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/320137101951558979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/320137101951558979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/11/durma-se-com-um-barulho-desses.html' title='Durma-se com um barulho desses...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SwE-HJXe-GI/AAAAAAAAAYw/9QwddfBDV2U/s72-c/insonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-350372708856039281</id><published>2009-11-09T09:49:00.004-02:00</published><updated>2009-11-09T09:58:27.785-02:00</updated><title type='text'>Salve-se quem puder</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SvgB_ApCh0I/AAAAAAAAAYo/W8RIR7WD1NM/s1600-h/tiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402069935046428482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SvgB_ApCh0I/AAAAAAAAAYo/W8RIR7WD1NM/s320/tiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Seria cômico se não fosse trágico... e necessário.&lt;br /&gt;A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro anunciou que está preparando planos de emergência para colocar em prática durante as cada vez mais comuns trocas de tiros entre bandidos de facções rivais e/ou policiais, de modo a preservar a segurança dos alunos que frequentam suas mais de mil unidades. Há pelo menos duzentas escolas municipais em áreas de risco, segundo levantamento da secretaria.&lt;br /&gt;O treinamento pretende aproveitar o &lt;em&gt;gancho da hora&lt;/em&gt; – os tiroteios e as balas perdidas – para formar grupos de funcionários e professores treinados para atuar também em outras situações de emergência, como acidentes e incêndios. A função desses grupos seria controlar psicologicamente as crianças durante as situações críticas, para evitar pânico e exposição maior ao perigo. É, creio eu, apenas uma questão de adaptação às cicunstâncias e necessidades.&lt;br /&gt;Mais ou menos como acontece nos países em guerra ou submetidos a instabilidades naturais. No Japão, por exemplo, fazem parte do currículo escolar os ensinamentos de como comportar-se durante a ocorrência de um terremoto. Além disso, &lt;em&gt;kits&lt;/em&gt; de sobrevivência, em caso de tremores mais graves, são vendidos em supermercados: capacete, porções de comida desidratada, lanterna e um apito, entre outras coisas, compõem o &lt;em&gt;nécessaire&lt;/em&gt; para as situações de emergência. Os sismos, no Japão, ocorrem com mais frequência do que pode supor a vã filosofia de meus seletos – e diletos – leitores. E, é claro, não há previsão de que terminem.&lt;br /&gt;Como no Rio acredito que também não haja previsão de término para as escaramuças, acho que o pessoal da educação poderia ampliar seu treinamento: não apenas preparar professores e funcionários, mas ensinar os próprios alunos a se comportar durante os às vezes intermináveis entreveros. Mesmo porque, com o projeto original, as crianças estariam protegidas apenas em ambiente escolar, onde passam no máximo um terço do dia. E fora da escola, como salvaguardar-se?&lt;br /&gt;Minha sugestão é que as noções de conduta segura em situação de guerra devam ser passadas aos próprios alunos, separando-as em procedimentos a serem empregados no período escolar, no recesso do lar ou – o que talvez seja mais comum e portanto mais carente de preparo – na rua. Paralelamente, seria vendido no comércio popular, a preço logicamente subsidiado, um &lt;em&gt;kit&lt;/em&gt; de sobrevivência, composto de capacete, colete à prova de balas, óculos de segurança (para proteger-se dos estilhaços) e estojinho de primeiros socorros, para ferimentos superficiais. Já que estamos em estado de guerra, temos de nos comportar como em estado de guerra. E, já que é para fazer, melhor fazer bem feito.&lt;br /&gt;Para evitar balas perdidas, há a sugestão do colunista José Simão de se utilizar o sistema GPS, mas não creio que isso dê certo a curto prazo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-350372708856039281?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/350372708856039281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=350372708856039281&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/350372708856039281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/350372708856039281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/11/salve-se-quem-puder.html' title='Salve-se quem puder'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SvgB_ApCh0I/AAAAAAAAAYo/W8RIR7WD1NM/s72-c/tiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8594793963613649778</id><published>2009-11-02T11:24:00.004-02:00</published><updated>2009-11-03T07:57:47.993-02:00</updated><title type='text'>As 'jihad' de São Bernardo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Su7d8uVCO-I/AAAAAAAAAYg/PM4AtwKJkUM/s1600-h/geyse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399497038561950690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Su7d8uVCO-I/AAAAAAAAAYg/PM4AtwKJkUM/s320/geyse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Creio que desde as assembléias metalúrgicas realizadas no estádio de Vila Euclides no final dos anos 70 São Bernardo do Campo não testemunhava uma concentração tão grande de pessoas num acontecimento em que houvesse uma motivação central. É claro que os trabalhadores, naquela época, lidavam com um assunto muito mais transcendental e histórico – o ressurgimento do sindicalismo de resultados e a inoculação do novo trabalhismo – mas naquele e neste evento que estou relatando agora não deixou de existir um foco central e um interesse coletivo. E é claro também que o carisma do então líder sindical Luís Inácio da Silva era incomparavelmente maior e com mais poder de aglutinação do que o de um simples microvestido cor-de-rosa, mas ambos foram inegavelmente capazes de arrastar multidões.&lt;br /&gt;Para os que ainda não estão entendendo absolutamente nada do que estou dizendo – embora o assunto tenha sido destaque em várias abordagens – um pequeno resumo: na sexta-feira da semana passada, uma estudante do curso de Turismo do &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt; de São Bernardo da Universidade Bandeirante (Uniban) cometeu a ousadia de ir à aula vestindo uma &lt;em&gt;roupitcha&lt;/em&gt; que deixava mais de um palmo de suas exuberantes e roliças coxas expostas à visitação pública e, por isso, provocou quase uma versão tupiniquim das &lt;em&gt;jihad&lt;/em&gt; islâmicas.&lt;br /&gt;A moça, de 20 anos, foi perseguida por quase 700 estudantes, confinada numa sala para evitar que se concretizassem ameaças de estupro e de outras violências menores, fotografada em vários e invasivos ângulos, execrada e obrigada a cercar-se da escolta de cinco policiais militares para – com o jaleco de um professor minimizando a exposição de seu corpo – deixar o recinto escolar aos gritos, uníssonos e articulados, de &lt;em&gt;pu-ta!, pu-ta!, pu-ta!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mais do que discutir a adequação de se usar em ambiente acadêmico um palmo a menos de tecido ou um palmo a mais de coxa à mostra, é imprescindível destacar a inadequação da histeria, da selvageria e da fúria coletivas provocadas por um acontecimento que, teoricamente, deveria passar despercebido em ambientes onde, de novo teoricamente, deveriam prevalecer as mentes ditas iluminadas.&lt;br /&gt;A estudante disse ter viajado incólume de ônibus para chegar à universidade. Ou seja: as pessoas “comuns”, os trabalhadores, as donas de casa, o “povão”, não se incomodaram com a visão de suas carnudas pernas; por que as mentes teoricamente “iluminadas” comportaram-se como torcidas organizadas e partiram para o confronto contra uma adversária que até podia torcer para o mesmo time, mas vestia uma odiosa saia curta?&lt;br /&gt;Recalques, frustrações, desemprego, baixa autoestima... Ouvi de uma psicóloga que o microvestido da estudante foi apenas a válvula de escape da multidão histérica para descarregar sabe-se lá o quê. Válvula de escape ou não, porém, isso tudo – esse precedente – é muito perigoso: justiçamentos, apedrejamentos ou linchamentos (físicos ou morais) não podem ser aceitos como resposta, nem mesmo sob condições de fanatismo religioso, para questões que de uma forma ou de outra fujam de nossos padrões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pior ainda se isso acontece numa universidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8594793963613649778?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8594793963613649778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8594793963613649778&amp;isPopup=true' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8594793963613649778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8594793963613649778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/11/jihas.html' title='As &apos;jihad&apos; de São Bernardo'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Su7d8uVCO-I/AAAAAAAAAYg/PM4AtwKJkUM/s72-c/geyse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3591195573434431273</id><published>2009-10-26T11:17:00.005-02:00</published><updated>2009-10-28T15:30:32.935-02:00</updated><title type='text'>Da natureza humana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SuWhh-CfupI/AAAAAAAAAYY/bFW__nna73o/s1600-h/besta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396897333434628754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SuWhh-CfupI/AAAAAAAAAYY/bFW__nna73o/s320/besta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sexta-feira à noite fui levar minha assistente social predileta para medir a pressão na policlínica municipal, aqui em Florianópolis, e, enquanto esperava a &lt;em&gt;patroa&lt;/em&gt; ser atendida, fiquei observando o movimento e as vicissitudes humanas do lado de fora.&lt;br /&gt;Uma de minhas primeiras observações foi que o estacionamento estava concorrido, mas não lotado. Portanto, havia lugar para todos. E, portanto, era inexplicável que alguém dispensasse uma vaga e fosse estacionar na frente de um portão onde havia uma placa com uma letra "E" preta, cruzada por uma faixa vermelha, cujo significado até crianças da pré-escola sabem.&lt;br /&gt;Pois alguém o fez.&lt;br /&gt;Depois de parar, trancar o carro e acionar o alarma, com ar de quem tinha cumprido seu dever, o motorista foi interpelado por uma funcionária da faxina: “Moço, naquela garagem ficam as ambulâncias. O senhor não pode parar o carro ali, porque atrapalha a saída das ambulâncias.” Enquanto o indigitado cidadão voltava, cheio de dedos e salamaleques, para corrigir seu erro, a mulher comentava com suas vassouras: “Tem gente que não tem noção, mesmo!”&lt;br /&gt;Pois eu acho que ela acertou no esfregão: o que poderia ser além de falta de noção? É claro que o indivíduo não parou na frente do portão pelo simples prazer de transgredir, ou pelo ignóbil poder de impedir que uma ambulância pudesse sair e socorrer algum necessitado. Mas porque faz parte da natureza humana. Sem qualquer dolo, sem má-fé, faz parte da natureza humana atrapalhar os outros. Não ganham nada com isso, desculpam-se sinceramente depois de constatado o embaraço, mas não deixam de fazer. Porque, como naquela anedota do escorpião que aferroa o sapo que o ajudava a atravessar o rio, faz parte de sua natureza.&lt;br /&gt;Quando eu ainda era vítima do transporte coletivo, sofria praticamente todos os dias com esse desvio de comportamento: corria para pegar melhor lugar na fila dentro do terminal de ônibus, mas quase sempre esbarrava em alguém que parava na minha frente, bem na boca da catraca, para abrir a bolsa e procurar o cartão magnético que lhe garantiria o acesso. Podia fazer duas horas antes, ou dois minutos antes, mas bloqueava a passagem de todo mundo e deixava para procurar o cartão na frente de umas quinze ou vinte pessoas que vinham atrás, cheias de pressa como eu.&lt;br /&gt;É claro que não fazia isso de sacanagem. É claro que também não age com intenção escusa uma pessoa que entra ou sai de uma repartição pública movimentadíssima e para na porta – ou para olhar o movimento lá dentro, ou para ver se está chovendo lá fora – e bloqueia por largos instantes o tráfego de outros cinco ou seis que vêm atrás dela. Ou que vai preencher um formulário num balcão e escolhe justamente aquele segmento basculante, por onde entram ou saem os funcionários, para esparramar a papelada.&lt;br /&gt;É só prestar atenção: sempre vai ter alguém, na nossa frente e na maior das inocências, fazendo alguma coisa que vai quebrar o ritmo do que nós estivermos fazendo, e nos atrapalhar, ainda que por alguns poucos instantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Confesso que criei essa teoria de que atrapalhar os outros faz parte da natureza humana não faz muito tempo. Confesso também que, embora pareça coisa de quem não tem muito o que fazer, foi a melhor maneira que encontrei para me irritar menos com esse poder de embaçar os outros que a humanidade em geral tem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3591195573434431273?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3591195573434431273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3591195573434431273&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3591195573434431273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3591195573434431273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/10/da-natureza-humana.html' title='Da natureza humana'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SuWhh-CfupI/AAAAAAAAAYY/bFW__nna73o/s72-c/besta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1200830780863830999</id><published>2009-10-19T11:07:00.005-02:00</published><updated>2009-10-19T14:18:41.961-02:00</updated><title type='text'>Solene corno</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Stxk29wDncI/AAAAAAAAAX4/vmVwXTQO00o/s1600-h/corno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394297349134851522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Stxk29wDncI/AAAAAAAAAX4/vmVwXTQO00o/s320/corno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Para vocês verem como são as coisas...&lt;br /&gt;Até não muito tempo atrás, um caso de traição conjugal - principalmente se a perfídia era cometida pela mulher - podia terminar em tragédia. O marido traído, não raras vezes, punha fim à dor de corno de maneira radical: metia dois ou três balaços na esposa infiel, procurando acertar pelo menos um dos tiros no coração da ingrata, de modo a resgatar a dignidade de macho ferido. Não raras vezes, também, acabava inocentado diante do júri, em nome de uma tal de “legítima defesa da honra”, ou por ter cometido o desatino “sob violenta emoção”.&lt;br /&gt;Mas os tempos são outros, felizmente: hoje, com a evolução da espécie, o marido pode descartar a possibilidade de lavar sua honra com sangue e recorrer à justiça para ser indenizado moralmente por terem implantado – sem sua autorização, é claro – um par de guampas em sua testa até então incólume. Alegando calúnia e ofensa à honra, ele pode receber uma compensação daquele que ousou macular sua até então intocada paz matrimonial. E tudo pode terminar bem...&lt;br /&gt;... ou não. É certo que nos livramos das dantescas cenas sangrentas, mas o marido traído corre o risco de ver sua condição de corno, informação até então restrita a um pequeno grupo social, alçar as páginas dos jornais e torná-lo conhecido nacionalmente – ou mundialmente, se levarmos em conta que internet não tem fronteiras. E, o que é pior, ficar conhecido nessas circunstâncias não apenas como corno, mas como “solene corno”.&lt;br /&gt;Acho que vocês já leram isso em algum lugar – afinal, meus poucos mas ilustrados leitores não perdem nada do que se passa na aldeia global – mas não custa repetir: aconteceu no Rio de Janeiro, e a sentença, emitida por juiz leigo e homologada por juiz togado, manda arquivar processo em que um policial federal traído quer ser ressarcido por um professor de educação física que andou conspurcando seu leito conjugal (ou, numa linguagem mais técnica, "andou colhendo uma couves na sua horta"). Pior que o simples arquivamento, porém, foi a sentença que embasou a decisão, e que ganhou o mundo via internet:&lt;br /&gt;"Um dia o marido relapso descobre que outro teve a sua mulher e quer matá-lo – ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro e o transformou num solene corno quer 'lavar a honra' num duelo de socos e agressões, isso nos séculos passados, porém, hoje acabam buscando o Poder Judiciário para resolver suas falhas e frustrações pessoais", diz trecho da sentença do juiz Luiz Henrique Fonseca Zaidan, do 1º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio.&lt;br /&gt;Na sentença, ele destaca que, apesar de no Brasil persistir a cultura de que só o homem pode trair, hoje não existem mais mulheres “submissas” e “santas” e que a insatisfação no casamento pode levá-las à busca de aventuras, uma compensação para a atenção que não lhes é dada em casa:&lt;br /&gt;"As mulheres se apaixonam e, principalmente, sentem o 'doce sabor da vingança' – meu marido não me quer, não me deseja, me acha uma 'baranga' – (azar dele!) mas o meu amante me olha com desejo, me quer – eu sou um bom violino, há que se ter um bom músico para me fazer mostrar toda a música que sou capaz de oferecer!!!!", completa o juiz, legando ao “solene corno”, além de tudo, o rótulo de marido indigno da mulher que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei não. Posso estar sofrendo da má influência dos tempos em que era repórter policial – não quero, porém, defender o antigo método de lavagem de honra – mas vocês acham que, depois desse exemplo aí de cima, a opção de curar a dor de corno pela via judicial seria a mais recomendável?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1200830780863830999?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1200830780863830999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1200830780863830999&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1200830780863830999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1200830780863830999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/10/solene-corno.html' title='Solene corno'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Stxk29wDncI/AAAAAAAAAX4/vmVwXTQO00o/s72-c/corno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-223385207650703519</id><published>2009-10-12T10:33:00.003-03:00</published><updated>2009-10-12T10:41:15.066-03:00</updated><title type='text'>Quem não tem cão...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/StMwbwdEPyI/AAAAAAAAAXw/uIRNY1zdYzI/s1600-h/zebra.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391706432314031906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/StMwbwdEPyI/AAAAAAAAAXw/uIRNY1zdYzI/s320/zebra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ou melhor: quem não tem zebra... pinta um burro.&lt;br /&gt;Não é simples? Pois foi o que fizeram os funcionários do parque Marah Land, na cidade de Gaza, que pintaram listras pretas e brancas em dois jumentinhos que estavam por ali, pastando tranquilamente e pensando na vida, e os elevaram instantaneamente à condição de zebras, espécimes em falta naquele minizoológico.&lt;br /&gt;Não, não foi – embora possa parecer – um “golpe” aplicado nas incautas crianças palestinas, mas o único recurso encontrado para substituir as duas zebras legítimas e originais, que morreram de fome em janeiro, castigadas, aliás como o restante da população, pelo eterno conflito com os israelenses.&lt;br /&gt;A intenção da camuflagem é tentar melhorar a frequência ao parque, porque, afinal, quem é que vai visitar um zoológico se não pode conhecer ali dentro uma simples zebra?&lt;br /&gt;Não ficou claro, entretanto, se os funcionários do parque conseguiram enfim responder a um dos mais antigos dilemas da humanidade: eles pintaram os burros de branco e acrescentaram listras pretas, ou pintaram os burros de preto e acrescentaram listras brancas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada teve o quê?&lt;br /&gt;Bom, teve aquela injustificada destruição dos laranjais pelo pessoal do MST, teve a prisão daquele ex-deputado do Amazonas, que mandava matar para ter o que comentar em seu programa de TV, teve a condenação do “motosserra” Hildebrando Paschoal, teve a filiação do “socialista desde criancinha” presidente da Fiesp ao PSB...&lt;br /&gt;Mas teve o principal e mais marcante: a escolha do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Principal, porque ninguém há de negar a importância de sediar os jogos olímpicos e de ser o primeiro país da América do Sul a fazê-lo, mesmo que isso represente apenas a mesquinha e discutível supremacia sobre os argentinos – e mesmo que isso tenha servido para provocar um ligeiro arranhão ao prestígio do todo-poderoso Barack Obama, que viu sua Chicago ser defenestrada da disputa já na primeira rodada.&lt;br /&gt;Mais marcante, porém, por um motivo diverso: porque me permitiu uma breve viagem ao futuro e me possibilitou antever que 2016, salvo algum acidente de percurso, será o ano em que completo seis décadas de vida.&lt;br /&gt;Sabe lá o que é fazer sessenta anos? A primeira idéia que me vem à cabeça é que, a partir daí, as pessoas param de se referir a você com a expressão “coitadinho, morreu tão moço!” Quando se tem cinquenta, cinquenta e poucos, a impressão que dá é que você ainda está em processo de envelhecimento. Ao chegar aos sessenta, parece que o processo está completo.&lt;br /&gt;A partir de 2016, posso receber atendimento preferencial, posso sentar em bancos reservados, posso estacionar em vagas exclusivas, posso ter gratuidade nos transportes públicos... e posso ser humilhado, como a maioria dos idosos o é em terras brasileiras.&lt;br /&gt;Tenho pelo menos um leitor – Morani – que já ultrapassou a barreira que eu vou alcançar quando o Rio de Janeiro sediar os jogos olímpicos, e eu espero que ele tenha palavras de alento para tranquilizar este futuro neo-sexagenário, para quem a vida depois dos sessenta é uma grande incógnita.&lt;br /&gt;Para não dizer que o futuro é um poço de dúvidas, tenho pelo menos uma certeza a respeito dessa nova fase da minha vida: ninguém vai me ver frequentando grupos, atividades, bailes e outras opções de lazer dirigidas à “melhor (para quem?) idade”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-223385207650703519?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/223385207650703519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=223385207650703519&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/223385207650703519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/223385207650703519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/10/quem-nao-tem-cao.html' title='Quem não tem cão...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/StMwbwdEPyI/AAAAAAAAAXw/uIRNY1zdYzI/s72-c/zebra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3621081749978539468</id><published>2009-10-05T11:36:00.004-03:00</published><updated>2009-10-05T13:15:47.144-03:00</updated><title type='text'>O pior do sistema solar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsoEml1-FDI/AAAAAAAAAXo/QZdXkbkSGOA/s1600-h/boteco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389124965142238258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsoEml1-FDI/AAAAAAAAAXo/QZdXkbkSGOA/s320/boteco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Alguma coisa deve ter acontecido nesses mais de 14 anos em que deixei de frequentar botecos, para que houvesse um estremecimento de relações envolvendo os dois lados do balcão. No meu tempo, havia uma espécie de acordo tácito de coexistência, que garantia o respeito mútuo: se o dono do boteco cumprisse dois ditames básicos – manter a cerveja gelada e pendurar a conta numa eventual dificuldade do freguês – teria a certeza de frequentadores fiéis, capazes de assinar sem ler qualquer atestado de asseio qua a vigilância sanitária exigisse.&lt;br /&gt;E olhem que falo de cátedra: foram quase 20 anos – ou 7.300 dias, já que a frequência era diária – que passei visitando os mais obscuros, apertados, fétidos e infectos botequins da vida, quase sempre com um sorriso nos lábios. Frequentei e recomendei estabelecimentos que receberiam a qualificação de &lt;em&gt;pé-sujo&lt;/em&gt; como se houvessem sido honrados com a classificação de três ou mais estrelas num guia gastronômico. Engoli torresminhos e ovos cor-de-rosa que poderiam muito bem ter três ou quatro dias de vida. Rebati qualquer ameaça de intoxicação alimentar com doses maciças de cachaça. E, como o fígado não sucumbiu ao bombardeio etílico, continuo vivo, como meus poucos mas atentos leitores devem ter percebido.&lt;br /&gt;Aprendi nesses largos anos de convivência à beira de incontáveis balcões que você não pode avaliar um boteco como se ele fosse “o pior”, mesmo que sua aparência chegue a sugerir engulhos antes dos primeiros copos. E por uma razão muito simples: você vai, certamente, encontrar piores. Boteco é boteco, e é, antes de qualquer coisa, um estado de espírito. Todos eles são sujos, mal iluminados e sem qualquer atrativo, a não ser a cerveja gelada e a certeza do crédito para pendurar uma eventual conta. Todos, portanto, merecem uma mesma classificação – condescendente, na medida do possível.&lt;br /&gt;Foi diante dessa minha vivência que eu confesso ter ficado mais surpreso do que os próprios donos do &lt;strong&gt;Boteco São Bento&lt;/strong&gt; – na Vila Madalena, em São Paulo – ao saber que o blog &lt;strong&gt;Resenha em Seis&lt;/strong&gt; havia considerado o botequim como “o pior bar do sistema solar”. Duplamente surpreso ao ler que os responsáveis pelo blog foram notificados extrajudicialmente, por ação interposta pelos sócios do bar, a retirar da &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; a nota em que desqualificam o estabelecimento, ou a questão iria &lt;em&gt;à barra dos tribunais&lt;/em&gt;. Ora, e onde é que foi parar aquela coexistência pacífica e cavalheiresca entre os dois lados do balcão?&lt;br /&gt;Já disse no início que não frequento bares há mais de 14 anos. Se ainda frequentasse, porém, não me sentiria desencorajado ao ler que o boteco é caro, tem “petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos”, porque botequeiro que é botequeiro tem seus próprios parâmetros e não se deixa influenciar por quem não é da área. Mas creio que, em nome dos velhos tempos, o caso não precisaria chegar à Justiça.&lt;br /&gt;"Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", perguntou um dos responsáveis pelo &lt;strong&gt;Resenha em Seis&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Concordo. Acho a idéia é boa. Resta saber se os blogueiros concordariam em tomar essa cerveja no pior bar do sistema solar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3621081749978539468?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3621081749978539468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3621081749978539468&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3621081749978539468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3621081749978539468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/10/o-pior-do-sistema-solar.html' title='O pior do sistema solar'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsoEml1-FDI/AAAAAAAAAXo/QZdXkbkSGOA/s72-c/boteco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6249844142360424958</id><published>2009-09-28T11:31:00.002-03:00</published><updated>2009-09-28T11:35:09.130-03:00</updated><title type='text'>Dízimo virtual</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsDI_Pr8f1I/AAAAAAAAAXg/GogdieYQ0dg/s1600-h/virtual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386526143203278674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsDI_Pr8f1I/AAAAAAAAAXg/GogdieYQ0dg/s320/virtual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Estava demorando!&lt;br /&gt;No momento em que atinge, segundo os últimos dados do IBGE, mais de 13,5% da população brasileira, a comunidade evangélica já não estava merecendo seu próprio Orkut ou coisa que o valha?&lt;br /&gt;Pois o grupo francês Meetic, multinacional de relacionamentos e dono do site ParPerfeito, acaba de criar o &lt;strong&gt;Divino Amor&lt;/strong&gt;, um site de relacionamento exclusivo para evangélicos, para “suprir necessidades especiais” que os 26 milhões de brasileiros adeptos dessa corrente religiosa não encontram nos Orkut ou Facebook da vida. Além da exclusividade, a grande diferença do &lt;strong&gt;Divino Amor&lt;/strong&gt; está numa exigência que não causa nenhum espanto aos que conhecem a fatia de mercado a que ele se destina: é pago. O perfil pode ser cadastrado gratuitamente, mas, para comunicar-se com outras pessoas, é necessário pagar mensalidade.&lt;br /&gt;Ou seja, os evangélicos terão de desembolsar uma espécie de “dízimo virtual” se quiserem relacionar-se com seus iguais pela internet. E ressalve-se que por “iguais” devem ser entendidos apenas os que professam o mesmo credo religioso, já que os estatutos do site proíbem o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.&lt;br /&gt;A julgar pelas estatísticas do &lt;strong&gt;Divino Amor&lt;/strong&gt;, a receptividade ao site de relacionamento tem sido das mais promissoras: a média de adeptos &lt;em&gt;on-line&lt;/em&gt; gira em torno de cinco mil pessoas, “agradecendo por suprir uma carência para o público evangélico”, de acordo com Cláudio Gandelman, presidente do Meetic para a América Latina.&lt;br /&gt;Ele explica que, entre essas carências, está o controle da liberalidade, coisa que não existe nos sites de relacionamento comuns. O &lt;strong&gt;Divino Amor&lt;/strong&gt; tem monitoramento total de fotos e textos que vão ao ar, para evitar que não-evangélicos apresentem cadastros falsos, com textos e fotos ofensivos. “O cadastro entra automaticamente, mas o texto e as fotos são aprovados num segundo momento. Não é colocado no ar para depois ser retirado. No nosso caso, nem entra no site”.&lt;br /&gt;Mas nem tudo são flores nessa iniciativa: o blogueiro Fernando Ortega, da Igreja Cristã da Família, diz que não vê necessidade de gastar para encontrar outras pessoas na rede, já que outros sites de relacionamento estão disponíveis para todas as facções religiosas, sem restrição. Apesar de condenar relações que se iniciem pela internet, Ortega define que a idéia do grupo Meetic “é apenas um outro meio de ganhar dinheiro, e não de ajudar as pessoas a se relacionar”.&lt;br /&gt;De minha parte, se me permitem meus poucos e ecumênicos leitores, acho que o blogueiro disse o óbvio: está para nascer iniciativa evangélica que não tenha o lucro como atividade primeira. E, como disse no início, acho até que demorou muito para que os mercenários da fé descobrissem esse riquíssimo nicho de mercado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6249844142360424958?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6249844142360424958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6249844142360424958&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6249844142360424958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6249844142360424958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/09/dizimo-virtual.html' title='Dízimo virtual'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SsDI_Pr8f1I/AAAAAAAAAXg/GogdieYQ0dg/s72-c/virtual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6873780928323540466</id><published>2009-09-21T12:09:00.007-03:00</published><updated>2009-09-22T18:32:43.426-03:00</updated><title type='text'>Líder por incompetência (dos outros)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SreXjmHlDLI/AAAAAAAAAXY/VplK4EtkkEA/s1600-h/tup.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383938517328268466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SreXjmHlDLI/AAAAAAAAAXY/VplK4EtkkEA/s320/tup.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não apostei a sério porque meu grau de insanidade não chega a tanto. Mas fui embora na sexta-feira garganteando, mais por otimismo do que por qualquer outra coisa: querem apostar que, mesmo sem entrar em campo, o Palmeiras vai continuar líder do Brasileirão?&lt;br /&gt;Se apostasse seria louco de pedra. Apenas um ponto separava o Verdão de seus mais diretos concorrentes, Internacional e São Paulo, dois timaços, para falar o mínimo. Quer dizer: bastava um empate diante do Vitória, em Salvador, para que os colorados nos ultrapassassem na tabela – já que seriam beneficiados pelos critérios de desempate – ou uma vitória simples do São Paulo diante do combalido Santo André, que está na zona de rebaixamento, para que o Palmeiras começasse a amargar a vice-liderança. Com a combinação dos resultados, então, seríamos empurrados para o terceiro lugar. Que a gente estaria fora da ponta era mais ou menos o que a lógica predizia, né?&lt;br /&gt;Mas quem disse que o futebol obedece a alguma espécie de lógica? O Inter tomou dois a zero – e um vareio – no Barradão; o São Paulo passou sufoco diante de Marcelinho Carioca e seus companheiros, teve um pênalti contra si não marcado e amargou empate em um a um, que, embora o tenha deixado com os mesmos 44 pontos do Palmeiras, não foi suficiente para a ultrapassagem na classificação, já que nosso saldo de gols é maior (14 contra 10).&lt;br /&gt;Ou seja: como não jogou, o Palmeiras não fez por merecer para continuar líder; os outros é que fizeram por merecer para continuarem atrás dele. Não boto muita fé no Verdão contra o Cruzeiro na quarta-feira, em Belo Horizonte, mas e daí? Os concorrentes não têm competência para ultrapassá-lo na tabela... Especialmente o Internacional, que vive arrotando superioridade e, em duas oportunidades para assumir a ponta, tomou foi duas tungadas, para calar a boca, tchê!&lt;br /&gt;Entre os dois – se algum dia a lógica funcionar – o São Paulo, apelidado de “Jason” por sua torcida, merece um pouco mais de respeito. Mas ainda não entendi o porquê do “Jason”: por renascer nos meses de Julho-Agosto-Setembro-Outubro-Novembro, como dizem alguns, ou por assemelhar-se ao personagem de “Sexta-Feira 13” e reaparecer quando todos tinham certeza de que estava morto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou começando a ficar com medo do que possa acontecer com a profissão de jornalista, depois que a obrigatoriedade do diploma foi derrubada. O portal &lt;strong&gt;Comunique-se&lt;/strong&gt; publicou matéria dando informações sobre um curso de 45 horas que, ao custo de R$ 40, transforma qualquer um num “cyber repórter de sucesso”. No site da empresa que fornece o curso: “Diploma não é necessário. Para trabalhar como jornalista, faça um curso rápido”. Ou seja, humilhou de vez...&lt;br /&gt;E o jornal “Diário Catarinense”, para completar, publicou anúncio nos classificados deste domingo oferecendo vaga para “Auxiliar de Redação”. Ora, e o que faz um auxiliar de redação? O anúncio não responde, mas, no meu tempo, qualquer pessoa que trabalhasse numa redação sem exercer a função de jornalista podia ser considerada auxiliar de redação: contínuos, copeiros, recepcionistas...&lt;br /&gt;Como o jornal exige curso superior (não especificado) em andamento e domínio da língua portuguesa, além de oito horas de trabalho (a jornada do jornalista é de cinco horas), a função parece ser um pouco mais técnica, embora obviamente com salário abaixo do por enquanto em vigor piso salarial do jornalista. Que tal algo semelhante a um estagiário, que tenha a função de auxiliar o repórter a redigir? Digamos, por exemplo, que o repórter pare de escrever engasgado com uma dúvida de grafia e apele ao auxiliar: “E aí, auxiliar de redação, escrevo desinteria ou disenteria?”&lt;br /&gt;O auxilar, que está ali para isso, resolve o problema num piscar de olhos: “Escreve caganeira, que todo mundo entende.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6873780928323540466?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6873780928323540466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6873780928323540466&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6873780928323540466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6873780928323540466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/09/lider-por-incompetencia-dos-outros.html' title='Líder por incompetência (dos outros)'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SreXjmHlDLI/AAAAAAAAAXY/VplK4EtkkEA/s72-c/tup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2152732700487815694</id><published>2009-09-14T10:54:00.004-03:00</published><updated>2009-09-15T10:29:51.319-03:00</updated><title type='text'>Os saborosos perigos da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sq5LQjLqZjI/AAAAAAAAAXQ/wV1pO9gUorI/s1600-h/alerta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381321352448468530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sq5LQjLqZjI/AAAAAAAAAXQ/wV1pO9gUorI/s320/alerta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Viver é perigoso. A cada dia ficamos sabendo que atividades prosaicas de nosso dia-a-dia podem às vezes oferecer riscos. A cada dia recebemos informações de que a vida pode não ser esse mar de rosas que, tirando os percalços econômicos de sempre, estamos acostumados a deglutir. Os riscos, às vezes, estão ocultos por detrás dos pequenos prazeres.&lt;br /&gt;Pois foi um juiz federal de Sergipe quem trouxe a nova informação sobre os perigos de viver: ele determinou que, em até oito meses, rótulos de produtos alimentícios que possam trazer algum perigo devem destacar a presença de produtos alergênicos em sua composição. Os produtos que de alguma forma ofereçam risco de reações alérgicas devem trazer essa possibilidade muito bem expressa no rótulo, até em forma de desenho, para atingir a ainda significativa população analfabeta.&lt;br /&gt;Confesso que o que me chamou a atenção não foi a atitude do juiz, mas o rol de produtos que ela abrange. Vocês sabiam, por exemplo, que saborear uma paçoquinha pode representar risco de vida? Ou que carregar de mostarda um suculento cachorro-quente pode – caso você escape de ser envenenado por algum dos misteriosos produtos que compõem a salsicha – provocar no mínimo uma raivosa urticária?&lt;br /&gt;Acostumamo-nos a ver nos rótulos de produtos – geralmente massas e farináceos – o alerta “contém (ou não contém) glúten”. Acho que a maioria de nós conhece os celíacos e os efeitos que o glúten provoca em seu organismo. Mas essa decisão do juiz sergipano mostrou, pelo menos para mim, que não apenas o glúten é alergênico e perigoso. Ele é um dos mais conhecidos (e por isso o aviso de sua presença já foi alcançado por norma), mas não o único.&lt;br /&gt;Amendoim, ovos, leite, soja, crustáceos, peixes, castanha, mostarda, gergelim... Façam uma pesquisa rápida na rede e vocês vão descobrir que metade dos casos de alergia diagnosticados refere-se a intolerância alimentar. Tem gente que não pode comer maçã, nozes, tomate, espinafre, uvas, banana, cacau, moluscos, frango, morango... Tem gente que não é afetada diretamente por esses alimentos, mas tem reações alérgicas com corantes e outros componentes utilizados na industrialização alimentar.&lt;br /&gt;Creio que todo mundo deve ter sua alergiazinha, aqui e ali, mas na maioria dos casos as reações são tão pouco notáveis que não nos forçamos a privar-nos de um prazer gustativo para evitar um prazer coçativo. Por exemplo: minha filha mais velha, Mariana, descobriu-se levemente alérgica a chocolate – o consumo, a partir de um certo limite, provocava-lhe uma irritante (para nós, inclusive) coceira na garganta e no tímpano – mas vocês acham que ela seguiu à risca a recomendação médica e deixou de empanzinar-se de chocolate?&lt;br /&gt;Há efeitos mais drásticos, claro. Por isso, a decisão do juiz. Ele definiu que em dois meses a vigilância sanitária deve ter o assunto regulamentado e, desde então, os fabricantes terão seis meses para adaptar-se. A partir daí, os rótulos com o aviso “contém glúten” terão como companheiros nas prateleiras outros com “contém leite”, “contém ovo”, “contém amendoim”...&lt;br /&gt;Mas não sei se isso resolve: tem gente que não tem costume nem de conferir a data de validade de produtos perecíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero unir meus poucos mas festeiros leitores para, juntos, encaminharmos nossos votos de felicidade a minha prima e fiel colaboradora Cíntia, que aniversaria nesta terça-feira, 15 de setembro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2152732700487815694?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2152732700487815694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2152732700487815694&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2152732700487815694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2152732700487815694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/09/os-saborosos-perigos-da-vida.html' title='Os saborosos perigos da vida'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sq5LQjLqZjI/AAAAAAAAAXQ/wV1pO9gUorI/s72-c/alerta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7786689813207862715</id><published>2009-09-07T11:37:00.004-03:00</published><updated>2009-09-07T11:48:45.720-03:00</updated><title type='text'>O gato e o cão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SqUa6ozkPLI/AAAAAAAAAWw/Yfj838Hr2xc/s1600-h/gato.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378734924652362930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SqUa6ozkPLI/AAAAAAAAAWw/Yfj838Hr2xc/s320/gato.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Na coluna semanal “Circo da Notícia”, que publica no portal &lt;strong&gt;Observatório da Imprensa&lt;/strong&gt;, o jornalista Carlos Brickmann tem uma seção chamada “E eu com isso?”, onde alinha títulos de matérias que, segundo ele, são de discutível interesse comum, mas não deixam de ser publicadas na imprensa do mundo todo. Na semana passada, li naquele espaço de notícias dispensáveis o seguinte título: "Gato disca telefone de emergência e polícia invade casa na Inglaterra".&lt;br /&gt;Como as noções de “discutível interesse” são diferentes de jornalista para jornalista, interessei-me pela história – afinal, tenho um &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; para renovar toda segunda-feira, que requer assuntos pelo menos curiosos – e procurei o &lt;strong&gt;Google&lt;/strong&gt;. Daí, fiquei sabendo que Watson, o gato, havia apertado quatro vezes o botão de rediscagem do número de emergência no telefone, num &lt;em&gt;flat&lt;/em&gt; em West Sussex, na Inglaterra, e acionado a polícia. Como deram de cara com um vaso quebrado logo ao chegar, os policiais inferiraram que estava ocorrendo um arrombamento e invadiram o apartamento.&lt;br /&gt;Tudo bem, bela história. Mas, depois de ler sobre a façanha felina, confesso que me restou apenas uma avaliação: grandes coisas!!! Qualquer gato gordo é capaz de apertar um botão de rediscagem quatro, cinco, dez vezes, e provocar o estardalhaço de uma invasão policial. Mas só um inteligente filhote de labrador consegue provocar o terror aos poucos, sutilmente, sem chegar ao cúmulo de chamar a polícia, mas deixando no ar a hipótese de fazê-lo a qualquer momento. Em resumo: só quem não tem um labrador desses em casa é capaz de surpreender-se com as peripécias de um gato inglês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Para quem ainda não chegou a essa conclusão óbvia, estou falando de Lancelot, aquela pequena catástrofe sobre quatro patas que há pouco mais de três meses passou a habitar minha humilde morada e meus pesadelos. Pois Lancelot descobriu muito cedo que o telefone era um grande aliado em sua incansável busca por atenção, quando uma choradinha baixa na porta do quarto tornava-se inócua.&lt;br /&gt;Numa primeira demonstração de sua descoberta – depois da tradicional choradinha, inútil na ocasião – bastou-lhe puxar o fone do gancho para fazer com que corrêssemos do quarto para a sala, pressentindo uma tragédia. Na segunda vez, como o fragor do fone arrancado fosse insuficiente para o efeito que desejava, ele apertou a tecla do viva-voz, e o ruído &lt;em&gt;tuuu... tuuu.. .tuuu...&lt;/em&gt; de linha ocupada encheu a casa no silêncio da madrugada – esqueci de dizer que ele sempre fazia isso quando tinha fome, entre cinco e cinco e meia da manhã. Não satisfeito, na terceira vez ele apertou também o botão de espera de atendimento, e o que ficou ecoando pelo silêncio da madrugada foi a musiquinha chata que atormenta nossos ouvidos enquanto aguardamos uma voz humana.&lt;br /&gt;Mas o mais espantoso veio depois, na quarta vez: sabe o que é ser despertado por uma voz meio metálica, na sala, dizendo &lt;em&gt;tadai ma orusu shite imasu. pii! to narimasu kara onamae to goyo tengo o hanase kudasai?&lt;/em&gt; Pois é: mesmo sabendo que o telefone era equipado com secretária eletrônica japonesa, quem é que vai relacionar o cós com as calças num despertar traumático às cinco da manhã? Quem vai conseguir atinar que a voz misteriosa dizia apenas que estava fora e que, após o sinal (sim, o onomatopeico &lt;em&gt;pii!&lt;/em&gt;) deveríamos deixar nome e endereço, &lt;em&gt;kudasai&lt;/em&gt; (por favor)?&lt;br /&gt;Nosso telefone não tinha aquelas teclas programadas para discagem rápida, mas isso certamente não queria dizer grande coisa: pela marcha da evolução, era questão de dias que nosso pequeno monstro aprendesse a ler e digitasse, um a um, os algarismos 1-9-0. Melhor não arriscar. Por isso, troquei o aparelho de telefone por um que não ficasse ao alcance dele. Sabe como são os policiais brasileiros: seria um pouco mais difícil explicar a eles, antes que uma tragédia estivesse consumada, que tudo não passara de um mal-entendido, de uma brincadeira armada por um cãozinho travesso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7786689813207862715?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7786689813207862715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7786689813207862715&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7786689813207862715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7786689813207862715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/09/o-gato-e-o-cao.html' title='O gato e o cão'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SqUa6ozkPLI/AAAAAAAAAWw/Yfj838Hr2xc/s72-c/gato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6295227484041855312</id><published>2009-08-31T10:51:00.003-03:00</published><updated>2009-09-01T16:20:16.606-03:00</updated><title type='text'>O preço da morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpvV-Wf3NcI/AAAAAAAAAWo/3FHHioqPGok/s1600-h/china.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376125847364646338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpvV-Wf3NcI/AAAAAAAAAWo/3FHHioqPGok/s320/china.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Boas notícias. A China anuncia que mais 14 cidades vão adotar, até o final do ano, a injeção letal na execução de condenados à pena de morte, em substituição à tradicional prática do fuzilamento. Isso significa, numa análise simplista, rápida e otimista, que o povo chinês será substancialmente desonerado: já que cabe à família do condenado arcar com o custo do projétil utilizado na execução, deve sair bem mais em conta pagar por, digamos, uma seringa descartável.&lt;br /&gt;A morte por injeção letal, segundo o Supremo Tribunal Popular da China, é um método “mais humano” do que o fuzilamento e faz parte de um projeto maior de abrandamento das penas capitais. A “humanização” das execuções chinesas está autorizada desde 1996 – 17 anos após a entrada em vigor da lei penal que instituía o fuzilamento – mas passou a ser “recomendada”, gradativamente, a partir de 2001. E esse aplacamento da crueza das execuções, pelo menos de acordo com o vice-presidente do Tribunal, Zhang Jun, deve prosseguir com a redução “a um número extremamente pequeno” dos crimes passíveis de ser punidos com a morte.&lt;br /&gt;Será? Hoje, mais de 60 crimes podem levar os chineses ao &lt;em&gt;paredão&lt;/em&gt; – e essas mortes não deixam de ser execuções quase sumárias, porque, segundo a Anistia Internacional, há falta de transparência nos julgamentos, tortura nos interrogatórios, dificuldade de acesso à defesa, juízes despreparados para proferir as sentenças e, acima de tudo, os interesses incontornáveis do comitê central do Partido Comunista. O rol de crimes puníveis com a morte reúne desde assassinato premeditado e desvio de dinheiro público até sonegação de impostos e o simples ato de dirigir embriagado.&lt;br /&gt;Fala-se na possibilidade de a China executar em torno de oito mil prisioneiros a cada ano, mas não há como comprovar essas estimativas. Um número mais próximo do oficial – ainda que o oficial não seja nada confiável – foi apresentado este ano pela Anistia Internacional: em 2008, 1.718 condenados foram executados na China, o que equivale a 72% de todas as mortes por execução ocorridas no mundo inteiro nesse período.&lt;br /&gt;A Anistia calcula que dois terços dos países do mundo aboliram, de fato e/ou de direito, a pena de morte, mas cerca de 70 continuam com a “prática”. No quesito fuzilamento, a China equipara-se a Bielorrússia, Uzbequistão, Somália, Taiwan e Vietnã, entre outros; com a “humanização” das execuções, une-se a Estados Unidos, Guatemala e Tailândia, países que adotam a injeção letal. Há países, por chocante que pareça, em que os presos são mortos por decapitação (Arábia Saudita) e apedrejamento (Afeganistão e Irã).&lt;br /&gt;Embora todo esse horizonte continue sombrio, não deixa de ser animadora a tendência chinesa a humanizar-se e a reduzir as condenações à morte. Pode servir de exemplo. Afinal, faz tempo que a China serve de exemplo: na época da revolução cultural, dizia-se que o comunismo salvaria a China; com a ferrugem dominando a cortina de ferro, a China é que passou a ser a salvação do comunismo; depois, com a derrocada quase total do império socialista no mundo, começou-se a pensar que o capitalismo salvaria a China; agora, depois da crise mundial que estonteou o mundo, o país é que aparece como o salvador do capitalismo.&lt;br /&gt;Não seria de todo ruim se a China aparecesse como “a salvadora” das penas mais humanas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6295227484041855312?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6295227484041855312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6295227484041855312&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6295227484041855312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6295227484041855312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/08/o-preco-da-morte.html' title='O preço da morte'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpvV-Wf3NcI/AAAAAAAAAWo/3FHHioqPGok/s72-c/china.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8757224745733323312</id><published>2009-08-24T10:30:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T14:32:02.264-03:00</updated><title type='text'>Siri peitola</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpKV_lrM0FI/AAAAAAAAAWg/6H7HB0v7EzI/s1600-h/siri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373522225084026962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpKV_lrM0FI/AAAAAAAAAWg/6H7HB0v7EzI/s320/siri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Já imaginou encontrar após vários anos um velho companheiro de bar, desses de varar a noite tomando todas e depois ainda sair para a “batalha”, garanhão imbatível e insaciável, e descobrir que ele está um tantinho, digamos, &lt;em&gt;diferente&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;— Luizão?! É você mesmo?!?!&lt;br /&gt;— É Luana... Sim, sou eu mesmo, mas agora é Luana...&lt;br /&gt;— E essas... protuberâncias... Silicone?&lt;br /&gt;— Monóxido de carbono.&lt;br /&gt;Pode parecer brincadeira, mas é sério: cientistas descobriram que a poluição, além de todos os males há muito conhecidos por todos, pode ser um terrível agente de transexualidade. Não para os seres humanos, por enquanto. Não para nosso amigo Luizão e não, também, com consequências físicas tão visíveis. Mas – e aí já é quase uma constatação científica – com capacidade para causar profundas e irreversíveis alterações hormonais.&lt;br /&gt;A transmutação, os cientistas descobriram, está ocorrendo com caranguejos no litoral Sudeste do Brasil. O risco, porém, ao contrário de nosso reencontro fictício, não é o Luizão transformar-se em Luana, mas exatamente o oposto. São as fêmeas que, submetidas à poluição, estão sendo induzidas a produzir maior quantidade de hormônios masculinos e, em consequência, ficando masculinizadas. É a Luana que está pisando mais duro e virando Luizão.&lt;br /&gt;O agente poluidor responsável é provavelmente o &lt;strong&gt;tributilestanho&lt;/strong&gt; (TBT), composto presente numa tinta (proibida em países como Japão e França) com que os pescadores pintam os barcos para evitar que algas, cracas e mexilhões fixem-se em seus cascos. Há alternativas não poluentes para essa tinta, mas o baixo custo e a alta eficiência tornam mais viável, para os pescadores, a opção envenenada.&lt;br /&gt;O caranguejo afetado é o ermitão da espécie &lt;em&gt;clibanarius vittatus&lt;/em&gt;. Em 13 estuários onde houve análise, entre Cananeia (SP) e Paraty (RJ), biólogos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) registraram a presença do composto TBT nos órgãos dos crustáceos. E em três desses 13 pontos mapeados foram coletados ermitões com os dois sexos. Como não existe hermafroditismo na espécie, os cientistas acreditam ter descoberto um processo de transexualidade em andamento.&lt;br /&gt;O índice de Luanas transformando-se em Luizões ainda é baixo – apenas 5% dos animais coletados – mas já deu para alarmar. Se comprovado que o agente causador da transformação é o &lt;strong&gt;tributilestanho&lt;/strong&gt; e se o componente não for eliminado da tinta, a tendência é que todos os hermafrodistas acabem por transformar-se em machos. E que, no futuro, o processo possa atingir todas as fêmeas da espécie.&lt;br /&gt;Os biólogos vão experimentar em laboratório se o TBT é mesmo o culpado pela mudança hormonal, submetendo machos, fêmeas e hermafroditas a doses do veneno, enquanto outro tanto dos &lt;em&gt;três sexos&lt;/em&gt; permanecerá em águas não contaminadas, como forma de estabelecer comparações. Ao mesmo tempo, deve ampliar o mapeamento de estuários em direção ao Sul do País, para quantificar até onde vai a contaminação.&lt;br /&gt;De minha parte, acho que os cientistas devem apressar-se. Não tenho nada contra Luizões – mesmo que sejam ex-Luanas – mas fico preocupado com o destino da humanidade: onde iremos parar, se não conseguimos manter o equilíbrio sexual nem mesmo no mar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8757224745733323312?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8757224745733323312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8757224745733323312&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8757224745733323312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8757224745733323312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/08/siri-peitola.html' title='Siri peitola'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SpKV_lrM0FI/AAAAAAAAAWg/6H7HB0v7EzI/s72-c/siri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5030604025579448514</id><published>2009-08-17T10:23:00.005-03:00</published><updated>2009-08-17T15:16:15.864-03:00</updated><title type='text'>Ingu o quê!?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SolZ9OK_hsI/AAAAAAAAAWY/K6V0B1YJVZ0/s1600-h/ingu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370922938927122114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SolZ9OK_hsI/AAAAAAAAAWY/K6V0B1YJVZ0/s320/ingu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fui surpreendido esta manhã por minha própria ignorância.&lt;br /&gt;Um daqueles títulos que ficam rolando pela página no link &lt;em&gt;Em cima da hora&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Folha Online&lt;/strong&gt; indicava que o número de mortos em atentado suicida na Inguchétia chegava a 18, e eu me peguei perguntando: &lt;em&gt;Ingu o quê!?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Confesso que nunca tinha ouvido falar na Inguchétia, e ficaria ainda mais envergonhado se um de meus poucos mas eruditos leitores me interpelasse, supreso: &lt;em&gt;como assim nunca ouviu falar da Inguchétia, aquela república ao lado da Chechênia?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pois assumo meu apedeutismo político-geográfico, mas me permito questionar: não era melhor e muito mais simples quando essas míseras pequenas repúblicas no leste europeu faziam parte de uma grande, respeitada, rica e temida União Soviética?&lt;br /&gt;Melhor para nossa capacidade de decorar nomes, quero dizer. Senão, vejamos: com a extinção da URSS, os alunos do ensino fundamental viram-se obrigados a estudar separadamente uma batelada de pelo menos 15 nomes simples, que antes eram abrigados no coletivo soviético: Armênia, Azerbaijão, Bielorússia (hoje Belarus), Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Kirgiziya (hoje Quirguistão), Letônia, Lituânia, Moldávia (hoje Moldova), Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão.&lt;br /&gt;Todos passaram a ter vida própria, história própria e nomes a ser lembrados na prática da &lt;em&gt;decoreba&lt;/em&gt;, aquele método didático que faz parte da tradição educacional brasileira. Pergunta simples: como os estudantes, que mal conseguem guardar os nomes das capitais brasileiras, podem ser submetidos a esse tipo de tortura?&lt;br /&gt;E isso era apenas parte do problema. Na verdade, esses 15 nomes citados há pouco fazem parte de um todo pouca coisa maior: em 1990, penúltimo ano de sua existência, a URSS contava com nada menos 20 repúblicas autônomas, oito províncias autônomas, dez distritos autônomos, seis regiões e 114 províncias.&lt;br /&gt;A Chechênia foi uma das primeiras a ser lembrada nesse &lt;em&gt;neo-leste europeu&lt;/em&gt;, ao declarar sua independência em 1991 e ser confrontada pela Rússia em 1994, ainda no tempo de Bóris Yeltsin. O separatismo checheno gerou mais separatistas, e hoje temos Ossétia do Norte e do Sul, Kabardino-Balcária, Daguestão e Karachay-Cherkessia, entre outras, além da até então desconhecida – para mim – Inguchétia. Não me espantaria se novos nomes surgissem de hoje para amanhã.&lt;br /&gt;Passei a manhã desta segunda-feira pesquisando no Google sobre minha nova “descoberta” e encontrei na Wikipédia as seguintes informações, que faço questão de dividir com vocês: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A República da Inguchétia ou Ingúchia é uma divisão federal da Federação Russa (uma república), localizada na região do Cáucaso Norte. Os idiomas oficiais são o inguche e o russo. A sua capital é Magas, pequena cidade situada nos arredores sudeste de Nazran, que até recentemente foi a capital desta república.&lt;br /&gt;A república é a menor divisão federal da Rússia, com a exceção das duas cidades federais, Moscovo e São Petersburgo. A Inguchétia é lar dos inguches, um povo de ascendência vainaque.&lt;br /&gt;O nome "Inguchétia" deriva da antiga aldeia de Ongusht (renomeada em 1859 como Tarskaya e em 1944 transferida para a Ossétia do Norte) e do sufixo georgiano -eti, no seu todo significando "(terra) onde vivem os inguches".&lt;br /&gt;A Inguchétia continua a ser uma das mais pobres regiões russas. O presente conflito na vizinha Chechénia chega ocasionalmente dentro da Inguchétia e a república tem sido desestabilizada por vários crimes, protestos anti-governo, ataques a funcionários e soldados, excessos militares e uma situação dos direitos humanos que se deteriora.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O blog &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; é cultura. Ainda que tardia...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5030604025579448514?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5030604025579448514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5030604025579448514&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5030604025579448514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5030604025579448514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/08/ingu-o-que.html' title='Ingu o quê!?!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SolZ9OK_hsI/AAAAAAAAAWY/K6V0B1YJVZ0/s72-c/ingu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7303440701423787394</id><published>2009-08-10T10:14:00.003-03:00</published><updated>2009-08-10T10:18:18.326-03:00</updated><title type='text'>Intimidade virtual</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SoAdSPv4quI/AAAAAAAAAWQ/xDVP30gNyHE/s1600-h/intimo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368322955127859938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SoAdSPv4quI/AAAAAAAAAWQ/xDVP30gNyHE/s320/intimo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;É possível criar uma intimidade virtual?&lt;br /&gt;No cinema, a gente já viu que sim. Em &lt;em&gt;Strange Days&lt;/em&gt; – um filme de 1995 com Juliette Lewis e Ralph Fiennes, que passou no Brasil como &lt;em&gt;Estranhos Prazeres&lt;/em&gt; – era possível compartilhar experiências sensoriais através de unidades de memória que eram, digamos, “injetadas” no córtex cerebral do indivíduo receptor, o qual literalmente vivia o que o indivíduo gerador havia vivido.&lt;br /&gt;Exemplificando: se alguém transasse com a Charlize Theron, por exemplo, e gravasse uma unidade de memória com todas as suas sensações durante a (ui!) copulação, o cérebro receptor teria acesso à integra dessa experiência sensorial, através dos cinco sentidos. Como o cérebro comanda todo o corpo, o receptor vivia outra vez todas as sensações visuais, táteis, olfativas etc. vividas pelo gerador.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não,&lt;/em&gt; Strange Days &lt;em&gt;não era um filme de &lt;/em&gt;mercância&lt;em&gt;, mas policial. As unidades de memória só eram conseguidas no câmbio negro. E uma delas trazia, além de presumíveis e intermináveis momentos de sexo alucinante, o testemunho de um assassinato.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, na trilogia &lt;em&gt;Matrix&lt;/em&gt;, a virtualidade pulou das meras experiências sensoriais compartilhadas para a vida num aterrorizante universo paralelo, ditatorial e assassino, que, ainda que constituído apenas por milhares e milhares de &lt;em&gt;terabytes&lt;/em&gt;, tinha a capacidade de influir no mundo físico real através de um &lt;em&gt;plug-in&lt;/em&gt; instalado na nuca dos “jogadores”, como o &lt;em&gt;Neo&lt;/em&gt; de Keanu Reeves e o &lt;em&gt;Morpheus&lt;/em&gt; de Laurence Fishburne.&lt;br /&gt;Mas, ainda que o cinema torne essas fantasias digeríveis, sabemos que não é possível transmitir fisicamente ao cérebro humano sensações, experiências e vivências exógenas. O cérebro não funciona como um arquivo de dados, um &lt;em&gt;hard disk&lt;/em&gt; disposto a receber e reproduzir &lt;em&gt;softwares&lt;/em&gt; alheios. Nada impede, porém, que ele crie novas realidades ou situações a partir de sugestões. Nada obsta que simulacros de experiências sensoriais possam ser gerados a partir de induções psíquicas, ainda que a distância.&lt;br /&gt;Pois é essa a idéia básica do Mutsugoto, um equipamento – ainda em testes – que pretende “comunicar a intimidade” a casais que vivem relacionamentos de longa distância. Os usuários do aparelho utilizam anéis com sensores, que geram luzes, captadas por câmeras, cada vez que passam as mãos sobre o próprio corpo; as imagens luminosas, traduzidas por computador, são transmitidas e projetadas sobre o corpo ou sobre a cama do parceiro distante.&lt;br /&gt;Esse festival de luzes, que mudam de cor quando se cruzam, sugere os pontos do corpo por onde devem estar passando os anéis – e as mãos, claro – do amante longínquo. O resto é imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em imaginação, já estou imaginando as aplicações práticas do equipamento. Uma delas é propiciar visita íntima sem riscos a presos em regime diferenciado. Outra é criar uma &lt;em&gt;intimoteca&lt;/em&gt; com luzes produzidas por algumas deusas do mundo real. Que preço alcançaria no comércio ambulante, por exemplo, um CD com luzes geradas a partir de um anel que passeasse pelo corpo da Charlize Theron?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7303440701423787394?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7303440701423787394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7303440701423787394&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7303440701423787394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7303440701423787394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/08/intimidade-virtual.html' title='Intimidade virtual'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SoAdSPv4quI/AAAAAAAAAWQ/xDVP30gNyHE/s72-c/intimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-987728866999084140</id><published>2009-08-03T10:28:00.003-03:00</published><updated>2009-08-03T10:36:41.718-03:00</updated><title type='text'>Evolução</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SnbmID5sV3I/AAAAAAAAAWI/iUWx0tlEm60/s1600-h/antepassados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365729032219154290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SnbmID5sV3I/AAAAAAAAAWI/iUWx0tlEm60/s320/antepassados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Faça uma experiência: imobilize os braços ao longo do corpo e inicie uma caminhada de uns poucos metros. Conseguiu, embora pareça estranho andar feito um robô desregulado? Os braços não ficam tentando despregar-se de seu imobilismo para acompanhar o movimento do resto do corpo?&lt;br /&gt;Pois continue experimentando: vá apertando o passo gradativamente, acelerando pouco a pouco, até atingir um ritmo próximo da corrida. Conseguiu de novo? Foi possível correr com os braços imobilizados sem atingir um estágio de locomoção próximo ao capotamento?&lt;br /&gt;Se conseguiu, parabéns, sabemos que foi com grande esforço: conhecemos a importância do movimento dos braços para manter o equilíbrio do corpo durante as caminhadas, com menor ou maior velocidade. Sabemos, desde criancinhas, que só os zumbis e as múmias conseguem caminhar sem mover os braços, mesmo assim andando de um modo bastante estranho.&lt;br /&gt;Pois os cientistas – &lt;em&gt;ô, raça!&lt;/em&gt;, como diria Tutty Vasques – chegaram mais longe: descobriram que o movimento dos braços contribui não apenas para o equilíbrio, mas para a redução do consumo de energia. Utilizando-se de um modelo mecânico para analisar a dinâmica da caminhada, além de acompanhar a movimentação de dez voluntários humanos, eles concluíram que caminhar com os braços paralisados junto ao corpo requer um gasto metabólico 12% maior do que deixar que eles cumpram sua função cinética.&lt;br /&gt;Inverter o movimento natural – mover o braço esquerdo com a perna esquerda, quando o que ocorre usualmente é o contrário – consome 26% mais de energia, segundo o mesmo estudo, porque os músculos precisam esforçar-se para manter a sincronia reversa. Eles descobriram, ainda, que – como o rotor de cauda de um helicóptero – o balanço dos braços faz um contraponto ao movimento giratório que a sucessão alternada de passos imprime ao corpo, impedindo que saiamos rodopiando por aí feito doidos.&lt;br /&gt;Os cientistas chegaram a pensar que o movimento dos braços fosse herança do tempo em que a humanidade ainda não havia atingido a postura do &lt;em&gt;homo erectus&lt;/em&gt;, quando ainda andava de quatro – e que, portanto, seu balangar não teria uma função específica – mas acabaram concluindo que, além de dar graça ao movimento do corpo como um todo (vide zumbis e múmias), os braços são responsáveis pela maior eficiência do caminhar. Não é espantoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dos cientistas: pessoas como nós, que atingimos a meia idade matrimonialmente estáveis, temos nessa estabilidade um excelente aditivo para nossa saúde física e mental. Ao contrário, casos de separação ou viuvez provocam cicatrizes duráveis e dolorosas aos maiores de 40 anos.&lt;br /&gt;Mais: os que ficam sozinhos depois de um rompimento são ainda menos saudáveis do que aqueles que procuram a recuperação num novo relacionamento. Mais ainda: os solteiros convictos, aqueles que nunca se casaram, mostraram uma condição de saúde melhor do que a das pessoas casadas com uma história de divórcio ou perda do cônjuge, ainda que inferiores aos de casamentos felizes.&lt;br /&gt;Resumindo: bom mesmo é o “até que a morte nos separe”. Mas, se for para não ter um casamento estável – ainda que não seja possível descobrir a tempo que aquela princesa vai transformar-se numa bruxa mais cedo ou mais tarde – melhor morrer solteiro, mas com uma saúde invejável.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-987728866999084140?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/987728866999084140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=987728866999084140&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/987728866999084140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/987728866999084140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/08/evolucao.html' title='Evolução'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SnbmID5sV3I/AAAAAAAAAWI/iUWx0tlEm60/s72-c/antepassados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7154369361790568314</id><published>2009-07-27T10:59:00.004-03:00</published><updated>2009-07-27T11:05:43.709-03:00</updated><title type='text'>Sorte ou azar?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sm2y2M0HnkI/AAAAAAAAAWA/rVeeRv_F5Q8/s1600-h/sorte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363139375490637378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sm2y2M0HnkI/AAAAAAAAAWA/rVeeRv_F5Q8/s320/sorte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sou um daqueles milhões de brasileiros típicos que não têm qualquer intimidade com a sorte. Jamais ganhei algo em loterias, rifas, bingos, tampinha premiada, vale-brinde em saquinho de Elma Chips ou picolé de graça no palito da Kibon. Se existe uma fada dos sorteios, ela certamente atravessa a rua quando me vê. Só me consola o fato de que não sou o único desditoso: como eu, são milhões de deserdados – centenas de milhões, se considerarmos a horda de habitantes que pisa com seus pés-frios a superfície do planeta.&lt;br /&gt;Antes que me perguntem, revelo que também não sou dado a achar nada de valor na rua. Houve uma fase negra de minha vida em que eu – desempregado, morando sozinho e ainda adepto da bebida – andava de cabeça baixa pelas ruas de Florianópolis, procurando pelo chão alguma sobra do infortúnio alheio. Em vão, porém: não só não achei nada, como ainda agravei meu problema postural.&lt;br /&gt;Até agora, eu tinha encarado a sorte como algo maniqueísta, sem meio-termo: ou você tem, ou não tem. Não existe &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; sorte. Você pode até apostar em números muito próximos das seis dezenas da megassena, mas isso não significa que você &lt;em&gt;quase teve sorte&lt;/em&gt;. Significa, na minha modesta opinião, um azar redobrado, porque aliado à frustração de quem dá com a cara na porta.&lt;br /&gt;Mas esse caráter antagônico de ter ou não ter sorte está merecendo hoje, de minha parte, uma reavaliação: o indivíduo que encontra um bilhete premiado na rua e bota a mão num prêmio de quase R$ 100 mil pode ser considerado um cara de sorte?&lt;br /&gt;A se basear numa história acontecida semana passada na Grã-Bretanha, a resposta pode surpreender. Nesse “fato real”, como diria o vulgo – na hipótese absurda de fatos poderem não ser reais – a verdadeira dona do bilhete conseguiu provar que o prêmio era seu de direito e o casal que encontrou o talão perdido teve de devolver o que já gastara, além de amargar um período de onze meses em liberdade condicional, por não fazer o que seria correto – para os britânicos – que seria entregar o bilhete à entidade promotora da loteria.&lt;br /&gt;Espantoso, né? No Brasil, onde políticos “enriquecem” com sucessivos prêmios lotéricos e ninguém desconfia, adivinhem se a verdadeira ganhadora do sorteio teria como provar que o bilhete era seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quase todo mundo, odeio &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt;. Fico indignado com as dezenas de mensagens de “enlarge your penis”, entre outras, que recebo todos os dias, invariavelmente, numa proporção em média três ou quatro vezes maior do que as mensagens que são de meu interesse. Por mim, eu queimaria os &lt;em&gt;spams&lt;/em&gt; na origem.&lt;br /&gt;E é justamente isto que estou fazendo. A partir de hoje, não vou fazer com os outros o que não quero que façam comigo: não vou enviar mais às quase oitocentas pessoas de meu &lt;em&gt;mailing&lt;/em&gt; o aviso de que o blog foi atualizado, como acontece todas as segundas-feiras. Tenho consciência de que muitas pessoas fazem como eu e não abrem a mensagem. Então, por que gastar tempo, energia e paciência dos outros com uma correspondência que vai ser dispensada de cara?&lt;br /&gt;Nessas 120 postagens do blog, contando com a de hoje, o &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; já conquistou seus poucos mas fiéis leitores. E eles sabem quando e onde nos encontrar. Portanto, não há necessidade de chatear outras centenas de ilustres desconhecidos com um &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt; que, para o público fiel, é redundante. Além de ser cansativo para quem envia.&lt;br /&gt;É claro que haverá quem continue querendo receber a mensagem do blog, e a esses terei o máximo prazer em atender, desde que solicitado. &lt;em&gt;Spam&lt;/em&gt;, porém, nunca mais!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7154369361790568314?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7154369361790568314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7154369361790568314&amp;isPopup=true' title='41 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7154369361790568314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7154369361790568314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/07/sorte-ou-azar.html' title='Sorte ou azar?'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sm2y2M0HnkI/AAAAAAAAAWA/rVeeRv_F5Q8/s72-c/sorte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7244102549069556254</id><published>2009-07-20T10:08:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T10:11:59.280-03:00</updated><title type='text'>A redenção da boca suja</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SmRsjQxoLdI/AAAAAAAAAV4/9liTG9y0jTI/s1600-h/bocasuja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360528809532075474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SmRsjQxoLdI/AAAAAAAAAV4/9liTG9y0jTI/s320/bocasuja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Eles certamente nunca ouviram falar de mim, e suas intenções parecem ser muito mais nobres do que alguma que eu porventura tivesse, mas, para todos os efeitos, um grupo de cientistas do Reino Unido acaba de endossar uma tese que defendo há largos anos: a que consagra um grande e às vezes insubstituível valor profilático, anestésico e exorcismático ao palavrão.&lt;br /&gt;O estudo deles ainda não é tão completo quanto minha teoria – já que se limita ao efeito psicossomático de um sonoro impropério no ato de enfrentar a dor – mas eles ainda vão chegar lá: vão descobrir que &lt;em&gt;soltar o verbo&lt;/em&gt; desestressa, libera adrenalina, canaliza agressividade em excesso, desopila fígados, espanta tubarões, desentope artérias, previne acidentes vasculares de qualquer espécie e aumenta a longevidade. Que o diga Derci Gonçalves, que passou dos cem anos abrindo a boca nem sempre para distribuir gentilezas.&lt;br /&gt;Tem efeitos colaterais, claro: ouvidos especialmente sensíveis, por exemplo, hão de sentir-se conspurcados pelo repertório chulo que compõe a terapia do palavrão. Mas há de ficar em evidência que, para se evitar males maiores – como infartos, aneurismas e tromboses – algumas subscetibilidades precisam ser feridas e alguns pudores precisam ser desvendados. Tudo pelo bem da humanidade.&lt;br /&gt;Como eu dizia, porém, os estudos dos cientistas britânicos atestaram por enquanto apenas o poder analgésico do palavrão – ou, na verdade, a capacidade maior de suportar a dor de quem enfrenta a algia com a boca que mamãe mandaria lavar imediatamente. As 64 pessoas envolvidas no experimento conseguiram manter suas mãos mergulhadas numa bacia com água gelada por dois minutos, em média, antecipando com uma bela palavra de baixo calão o ato de mergulho, mas não conseguiram passar de um minuto e quinze quando a expressão utilizada era, digamos, menos cabeluda.&lt;br /&gt;A capacidade maior de resistir à dor usando como escudo um belo palavrão é algo que a gente sabia faz tempo – ou alguém ainda dá uma topada com o dedinho do pé na quina da cama e recita “Os Luzíadas”? – mas agora os efeitos dessas imprecações ganharam caráter científico. Por isso, ficou menos politicamente incorreto &lt;em&gt;soltar a boca&lt;/em&gt; em algumas circunstâncias.&lt;br /&gt;Ainda que os estudiosos alertem que o uso abusivo do palavrão pode tirar dele o efeito lenitivo, acredito que ninguém se utiliza do chulo gratuitamente. Há uma expressão latina para definir essa circunstância: &lt;em&gt;ex abundanctia enim cordis os loquitur&lt;/em&gt;, ou “a boca fala do que está cheio o coração”. Se o coração está cheio de coisa feia, fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Peço desculpas por me estender menos do que o habitual no tema da semana, mas hoje é um dia especial: mais um ciclo da vida se completa e Mariana, minha filha mais velha, casa-se nesta segunda-feira.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7244102549069556254?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7244102549069556254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7244102549069556254&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7244102549069556254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7244102549069556254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/07/redencao-da-boca-suja.html' title='A redenção da boca suja'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SmRsjQxoLdI/AAAAAAAAAV4/9liTG9y0jTI/s72-c/bocasuja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7126973649724877055</id><published>2009-07-13T11:30:00.004-03:00</published><updated>2009-07-13T11:37:09.153-03:00</updated><title type='text'>Um bebê pelos cantos da casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SltFKvUfUII/AAAAAAAAAVw/-rrKiEOkaVc/s1600-h/lance.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357952232490750082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SltFKvUfUII/AAAAAAAAAVw/-rrKiEOkaVc/s320/lance.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tinha esquecido de como fica carregado de expectativa e urgência o clima de uma casa com a chegada do bebê. Principalmente se o “bebê” é um filhote de &lt;em&gt;labrador retriever&lt;/em&gt; com pouco mais de dois meses de vida, olhos cinzentos, cor de cobertura de suspiro levemente gratinada e capacidade de morder quatro ou cinco objetos ao mesmo tempo, entre eles quase sempre incluído um pé humano.&lt;br /&gt;Falo em clima de expectativa e urgência porque tudo é imprevisível e “pra já” quando o mais novo morador da casa resolve erguer-se sobre as quatro patinhas ainda inseguras: alguma coisa vai acontecer, e quase sempre não é uma coisa boa. Se a intenção dele é fazer xixi, por exemplo, e a porta estiver fechada, nem adianta correr: uma verdadeira lagoa de um líquido “amarelo citrino”, como definem os laboratórios de análises clínicas, irá ocupar o cinza-claro do piso, até ser absorvida por uma ou duas folhas do jornal de ontem. Aliás, como é que cabe tanto xixi dentro de um barrigudinho daquele tamanho?&lt;br /&gt;Arrastar toalhas e toalhinhas, morder as arestas das cadeiras, chacoalhar tapetes, entrar em vias de fato com o controle remoto, enredar-se num fio solto que, se puxado, pode desmontar o sofá da sala, experimentar o sabor de sandálias e tênis desavisados... Não, não dá para fazer um rol de estragos possíveis: ele sempre vai arranjar algo para surpreender-nos.&lt;br /&gt;Não vi “Marley &amp;amp; Eu”, mas tenho informações suficientes – por relatos de felizes ex-proprietários e por quem viu o filme – sobre o perfil hiperativo do &lt;em&gt;labrador&lt;/em&gt;. O que eu ainda não sabia fiquei sabendo agora, por experiência própria: ele parece uma enxurrada, e não apenas quando faz xixi – uma enxurrada como definição de uma massa de água que vai avançando e levando de arrasto tudo o que está pela frente. E com a rapidez suficiente para correr atrás de um objeto lançado não sem antes morder a mão que o lançou.&lt;br /&gt;Nosso bebê não é no entanto hiperativo. É um cão “equilibrado”, nas palavras do veterinário que o deixou constrangido ao medir-lhe a temperatura com um termômetro retal. E eu fico imaginando que espécie de catástrofe ele consideraria “um cão hiperativo”. Mas, apesar de “equilibrado”, ele sofre de transtorno compulsivo: morde as patas a ponto de arrancar sangue para domar a própria ansiedade, e o único jeito de evitar isso é a eterna vigilância. Tentei ensiná-lo a jogar paciência no computador – um paliativo eficaz contra minha própria ansiedade – mas ele não faz nada além de morder o &lt;em&gt;mouse&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Outra coisa que ele faz compulsivamente é comer. Em nossa última visita ao veterinário, minha santa mulher espantou-se com o fato de ele ter engordado dois quilos numa semana. Mas eu fiz as contas e vi que não era bem assim: ele passou de quatro a seis quilos em uma semana e, portanto, não engordou simplesmente dois quilos – engordou cinquenta por cento de seu peso! É mais ou menos a mesma coisa que eu passar de meus tradicionais sessenta a noventa quilos dentro dos mesmos sete dias!&lt;br /&gt;Juro que pensei em adotar a ração dele como alimento básico em meu cardápio, para compensar a magreza. Mas obviamente comendo com mais moderação: não me agradaria ter noventa quilos, mesmo que não atingisse a marca com a mesma rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito: &lt;em&gt;Lancelot&lt;/em&gt;, a ferinha que ilustra esta postagem, é o nome do bebê. Não tenho certeza, mas acho que &lt;em&gt;lancelot&lt;/em&gt; deve significar “não vai sobrar pedra sobre pedra” em alguma língua arcaica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7126973649724877055?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7126973649724877055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7126973649724877055&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7126973649724877055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7126973649724877055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/07/um-bebe-pelos-cantos-da-casa.html' title='Um bebê pelos cantos da casa'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SltFKvUfUII/AAAAAAAAAVw/-rrKiEOkaVc/s72-c/lance.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8602944863979253467</id><published>2009-07-06T10:18:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:23:04.271-03:00</updated><title type='text'>Me engana que eu gosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SlH5yK8SsdI/AAAAAAAAAVo/Wrg5bk153c4/s1600-h/golpe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355336072246243794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SlH5yK8SsdI/AAAAAAAAAVo/Wrg5bk153c4/s320/golpe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Um pequeno tema para discussão, nesta segunda-feira chuvosa (pelo menos aqui em Florianópolis): o número de golpistas cresce por causa da repressão policial ineficiente, ou por causa do aumento de otários no mercado?&lt;br /&gt;Meus vastos anos de trabalho na reportagem policial permitem-me que arrisque um palpite, nem por isso insuscetível de contestação, na segunda hipótese: não houvesse os trouxas, a quem os estelionatários iriam distribuir seus bilhetes premiados, suas curas miraculosas, suas sortes grandes de todo tipo?&lt;br /&gt;Há uma espécie de ditado parido nas rodas da malandragem de antigamente que dá bem o tamanho do mercado: para cada otário que nasce, dois &lt;em&gt;vigaristinhas&lt;/em&gt; já estão a postos no berçário, para dividir a mamadeira. Pois eu entendo que esse quase axioma já vem perdendo sua atualidade, visto que a oferta de trouxas cresce mais que a produção de malandros especializados em ludibriá-los.&lt;br /&gt;Não que o tímido contra-ataque da lei não tenha suas responsabilidades, mas o que a polícia pode fazer? Os golpistas são sutis, não andam fardados, não agem ostensivamente. Por isso, sua prisão tem de ser feita em flagrante, durante a execução do golpe. Mas que otário tem perspicácia suficiente para notar que está sendo enganado antes que o estelionatário já esteja longe?&lt;br /&gt;Dizem os policiais que as vítimas de golpes são também golpistas em potencial, só que com um grau de percepção – eu diria de inteligência – bem aquém daquele que julgam ter. Para o otário, trouxa é o outro: é aquele pobre diabo que tem um bilhete premiado nas mãos, não sabe como chegar à Caixa Econômica para receber o prêmio e pode muito bem ser enganado pela esperta vítima e deixar o rico bilhetinho por aqui mesmo. Há mais de meio século o mesmo e conhecidíssimo golpe do bilhete premiado é aplicado com eficiência; dá para explicar como tem gente que ainda cai nele?&lt;br /&gt;Há também as vítimas da fé. Não vou aqui referir-me àqueles que sacrificam o que comer para manter os carros importados de seus pastores, mas aos que “emprestam” altas somas em troca de um “trabalhinho” espiritual e acabam ficando sem o dinheiro e sem os caminhos abertos que o “descarrego” prometia. O que sobra ao otário é a boa fé; o que lhe falta é o conhecimento de que quem trabalha espiritualmente de verdade nunca envolve dinheiro em sua intermediação com o Além.&lt;br /&gt;Aqui em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, temos um caso recente de uma dessas “vítimas da fé”: enganado por uma falsa vidente, um morador da cidade entregou-lhe R$ 55 mil em dinheiro, em duas vezes, para que fossem &lt;em&gt;benzidos&lt;/em&gt; e servissem de abre-alas para não divulgados desejos da vítima. O “dinheiro” foi-lhe “devolvido” em duas bolsas de pano, costuradas física e “espiritualmente”, mas ele, ao abrir os recipientes, constatou que seu rico dinheirinho tinha sido trocado por folhas de jornal recortadas, conforme a foto lá no alto, fornecida pela PM. É óbvio que em momento algum passou por sua cabeça que a mulher era uma estelionatária e que ele era um trouxa.&lt;br /&gt;Claro que a mulher sumiu. E é claro que em breve vamos ouvir falar dela – ou de uma outra estelionatária com o mesmo &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; – porque, agora mesmo, aqui na Maternidade Carmela Dutra ou na Maternidade Carlos Costa, há uma fila de pequenos otários prontos para crescer e fazer a vida dos golpistas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8602944863979253467?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8602944863979253467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8602944863979253467&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8602944863979253467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8602944863979253467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/07/me-engana-que-eu-gosto.html' title='Me engana que eu gosto'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SlH5yK8SsdI/AAAAAAAAAVo/Wrg5bk153c4/s72-c/golpe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5427002226289089753</id><published>2009-06-29T11:31:00.005-03:00</published><updated>2009-06-29T13:14:04.510-03:00</updated><title type='text'>For export</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SkjQWVFGCyI/AAAAAAAAAVg/Xu-1KP5-KoM/s1600-h/lixo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352757239164046114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SkjQWVFGCyI/AAAAAAAAAVg/Xu-1KP5-KoM/s320/lixo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Os ingleses parecem ter encontrado uma fórmula simples - se bem que nem um pouco ortodoxa - para amenizar seu problema de destinação do lixo: a exportação para o Brasil.&lt;br /&gt;Embora não seja uma idéia original – a máfia italiana “exporta” o lixo para o continente africano faz muito tempo – a novidade é que a iniciativa de uma exportadora inglesa não traz implícito o caráter da ilegalidade que cerca um carregamento feito sob tutela de uma organização criminosa. Ou seja: numa atividade aparentemente rotineira e legal, eles conseguiram livrar-se, numa só viagem, do equivalente a quase 8% do lixo que é produzido por dia numa cidade como São Paulo. E ainda encontraram um pequeno espaço para a benemerência, como veremos a seguir.&lt;br /&gt;Pois deixem-me explicar melhor a história: no começo de junho, 64 contêineres que deveriam trazer polímeros de etileno e resíduos plásticos para reciclagem – numa importação ao que tudo indica irregular por parte de empresas brasileiras – acabaram estocados nos portos de Santos (SP) e Rio Grande (RS) com cerca de 1.200 toneladas de lixo domiciliar, eletrônico e tóxico.&lt;br /&gt;Além de sacolas plásticas, havia nos contêineres papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, entre outros materiais. Até moscas e aranhas foram encontradas nos recipientes com o material “importado”.&lt;br /&gt;O mais interessante da história é que havia, dentro de um dos contêineres carregados de lixo, um compartimento lotado de brinquedos usados, trazendo duas recomendações a quem se encarregasse do recebimento da carga: a primeira, “por favor, entregue estes brinquedos para as crianças pobres do Brasil”; a segunda, no mínimo saudável, “lavar antes de usar”.&lt;br /&gt;Pela documentação da carga entregue nos postos de alfândega, o que estava nos contêineres era o que deveria estar: o material plástico destinado à reciclagem e originalmente aguardado pelos destinatários. A Receita Federal brasileira não sabe dizer se as autoridades aduaneiras inglesas foram também “enganadas” sobre a carga que estava sendo transportada. Tudo indica que sim, porque o fretamento, da forma como foi feito, fere as convenções internacionais que regulam o transporte de resíduos perigosos.&lt;br /&gt;A importação de polímeros de etileno para reciclagem é uma atividade legal, mas as cinco empresas brasileiras envolvidas na transação – quatro gaúchas e uma paulista – não tinham autorização do Ibama para fazê-lo. Por isso, além da inconveniência de receber 1.200 toneladas de um material indesejado, cuja devolução é de sua responsabilidade, elas foram multadas em R$ 408 mil cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe – e há até estatísticas para comprovar esses &lt;em&gt;boatos&lt;/em&gt; – mas, nas circunstâncias em que a tragédia da Air France ainda respinga no noticiário diário, o que vocês fariam se o piloto de seu voo pedisse que os passageiros mudassem de assento e se concentrassem nos fundos da aeronave, para contrabalancear o excesso de peso da carga na parte da frente do aparelho?&lt;br /&gt;Pois 71 passageiros de um voo entre Mallorca (Espanha) e Newcastle (Reino Unido) fizeram o que eu acredito teria feito a maioria de meus poucos mas precavidos leitores: esperaram o próximo avião.&lt;br /&gt;A empresa aérea disse que o procedimento é padrão e que o voo seria totalmente seguro, mas, se o remanejamento deveria ser feito porque uma das portas do compartimento de bagagem emperrou e obrigou à concentração da carga num só ponto, o que mais poderia emperrar quando o avião estivesse a 20 mil pés de altitude?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5427002226289089753?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5427002226289089753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5427002226289089753&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5427002226289089753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5427002226289089753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/06/for-export.html' title='For export'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SkjQWVFGCyI/AAAAAAAAAVg/Xu-1KP5-KoM/s72-c/lixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7162163182278003028</id><published>2009-06-22T09:58:00.006-03:00</published><updated>2009-06-22T11:45:27.771-03:00</updated><title type='text'>Currículos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sj-AICDg5LI/AAAAAAAAAVY/jGJeRG75n9A/s1600-h/curriculum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350135757818356914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sj-AICDg5LI/AAAAAAAAAVY/jGJeRG75n9A/s320/curriculum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A ocasião faz o ladrão... mas não convém esquecer nenhum documento no local do crime...&lt;br /&gt;Lembro-me de um ex-colega de escola – ele havia estudado comigo ainda no curso primário, e não acredito que tenha frequentado por muito mais tempo os bancos escolares – que foi um exemplo cabal da situação acima: aproveitou a ocasião e virou ladrão, mas deixou cair sua carteira profissional na &lt;em&gt;cena do crime&lt;/em&gt; e acabou sendo identificado e preso.&lt;br /&gt;A ocasião apresentou-se num bar (que ele frequentava com assiduidade), logo após o caminhão da distribuidora de bebidas ter entregue o pedido: o dono do estabelecimento deu uma rápida saidinha do recinto e esse meu colega aproveitou-se de sua ausência para surrupiar um engradado de cerveja que acabara de ser descarregado e correr com ele para casa. No ato de abaixar-se para guindar a caixa, ele deixou cair o documento e não percebeu.&lt;br /&gt;É claro que o dono do bar podia ter considerado o fato de possuir certo conhecimento com o ladrão, poderia tê-lo procurado e pedido de volta sua mercadoria, e tudo ficaria por isso mesmo. Mas ele preferiu chamar a polícia. O resultado é que meu colega, um pobre pé-de-chinelo atrapalhado, acabou cumprindo pena por furto.&lt;br /&gt;Algo semelhante aconteceu no Rio de Janeiro no final da semana passada: um dos três rapazes acusados de assaltar os passageiros de uma van em Campo Grande, na Zona Oeste, esqueceu a mochila dentro do veículo e com isso possibilitou sua identificação. O curioso é que, além da carteira com os documentos do rapaz, de 21 anos, os policiais encontraram um currículo profissional, desses usados na solicitação de emprego, onde o assaltante – que confessou o crime e entregou os dois comparsas – afirma ser “educado, de fácil trato” e ter “facilidade de trabalhar em equipe, muita vontade de crescer profissionalmente e disponibilidade de horário”.&lt;br /&gt;Louve-se a provável intenção do rapaz de procurar um emprego – quem carregaria um currículo na bolsa se não tivesse esse propósito? – mas a somatória dos fatos nos remete a um clima de pastelão, de trapalhada, que é impossível deixar passar em branco. Olhando com os olhos de assistente social de minha mulher, dona Mary Kazue, o rapaz foi levado à opção criminosa pelo desemprego, foi carregado ao desespero pela impossibilidade de alimentar a família.&lt;br /&gt;Tudo bem, até concordo. Só que perco a análise social mas não perco a piada. O caso deve ter certamente um enfoque assistencial, com pitadas de crise mundial, mas não deixa de ser engraçado. Principalmente porque uma das anotações no currículo do rapaz pode dar margem a uma, digamos, interpretação menos subjetiva: nos meios policiais, “facilidade de trabalhar em equipe” também é conhecida como “formação de quadrilha ou bando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltando a falar em curso primário: quando estava no último ano, disse inocentemente a meu pai que queria parar de estudar e ser motorista de ônibus. Quase apanhei. Em sua douta opinião, só quem estudava chegava a ser alguma coisa – não desmerecendo os motoristas de ônibus – e ele me obrigou a continuar na escola.&lt;br /&gt;Como eu me tornaria jornalista e como para ser jornalista não é mais necessário diploma, segundo decisão recente do STF, esse esforço de meu pai para me manter nos bancos escolares não parece agora algo totalmente inútil e descabido?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7162163182278003028?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7162163182278003028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7162163182278003028&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7162163182278003028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7162163182278003028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/06/curriculos.html' title='Currículos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sj-AICDg5LI/AAAAAAAAAVY/jGJeRG75n9A/s72-c/curriculum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-436249385120054725</id><published>2009-06-15T11:22:00.002-03:00</published><updated>2009-06-15T11:26:51.729-03:00</updated><title type='text'>Obra do acaso...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SjZZWQhpvGI/AAAAAAAAAVA/mF4kXtVlKaY/s1600-h/acaso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347559846477151330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SjZZWQhpvGI/AAAAAAAAAVA/mF4kXtVlKaY/s320/acaso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Quis o destino – ou o acaso – que não terminasse na postagem da semana passada o assunto sobre as voltas que a vida dá para que certos acontecimentos terminem de um jeito que pode nos levar a crer que tudo no universo estava planejado antes mesmo de nascermos. Uma nova notícia, ainda envolvendo o acidente com o Airbus do voo 447, veio botar um pouquinho mais de lenha na fogueira e acender o assunto que para mim ainda não está totalmente esclarecido: afinal, estamos todos à mercê de um roteiro que já definiu nosso papel no &lt;em&gt;grande teatro da vida&lt;/em&gt;, ou tudo não passa mesmo de uma série de coincidências?&lt;br /&gt;Pois a informação de que uma turista italiana perdeu o voo da Air France – e consequentemente deixou de figurar entre os 228 infelizes que desapareceram nas profundezas do Atlântico – mas não escapou da morte, alguns dias depois, num acidente automobilístico na Áustria, põe-nos novamente a refletir: será que sua personagem já estava destinada a desaparecer numa das cenas dessa tragicomédia chamada vida, pouco importando se fosse neste ou num capítulo posterior? Será que ela driblou o roteirista, escondendo-se na coxia, mas acabou sendo descoberta pela produção da peça e obrigada a cumprir seu papel, já que a &lt;em&gt;grande obra&lt;/em&gt; não permite improvisos?&lt;br /&gt;Para alguns de meus poucos mas fiéis leitores – como Carlos Marti e um que se assina como Kafka, mas eu acho que não é o Franz – podemos colocar da seguinte forma: ela conseguiu escapar da primeira coincidência, mas não escapou da segunda. Sabe-se lá quantas coincidências seriam necessárias para obrigar a relutante personagem a abandonar o palco.&lt;br /&gt;Que todos nós morreremos um dia, isso eu ouvi da quase totalidade dos comentaristas do blog. Pois eu os tranquilizo: já sabia disso, meus amigos, mas não estou questionando a eternidade. O que me intriga é a forma como algumas pessoas cumprem sua efemeridade. Como um grande jogo da mídia mundial? Pode ser. Mas é impossível não haver um roteiro prévio para garantir um mínimo de espetáculo. Experimente colocar onze jogadores de futebol com a mesma camisa em campo e não explicar para que lado eles devem chutar a bola...&lt;br /&gt;Ainda que concordemos que tudo não passa de uma enorme coincidência, temos de admitir que mesmo a lei das probabilidades deve ser regida por alguma força. O que faz com que o número 8 saia mais vezes do que o número 5 numa série de vinte tentativas, e os dois sejam sorteados o mesmo número de vezes numa segunda série? Pela lei das probabilidades, os dois números não deviam sair o mesmo número de vezes?&lt;br /&gt;É obra do acaso? Não teria também o acaso um roteiro para explicar suas coincidências?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-436249385120054725?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/436249385120054725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=436249385120054725&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/436249385120054725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/436249385120054725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/06/obra-do-acaso.html' title='Obra do acaso...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SjZZWQhpvGI/AAAAAAAAAVA/mF4kXtVlKaY/s72-c/acaso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6173403925473494594</id><published>2009-06-08T10:36:00.003-03:00</published><updated>2009-06-08T10:44:21.057-03:00</updated><title type='text'>Quis o destino...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Si0UJ58DmyI/AAAAAAAAAUI/Vifm4f2YxBY/s1600-h/destino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344950493162740514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Si0UJ58DmyI/AAAAAAAAAUI/Vifm4f2YxBY/s320/destino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre os vários dramas paralelos relatados na esteira da tragédia com o avião da Air France, um em especial apresenta as características necessárias para ilustrar o que eu pretendo enfatizar na postagem desta semana: trata-se de um casal sueco que tinha o hábito de viajar separadamente, malgrado ambos seguissem para o mesmo destino, como forma de evitar que, em caso de acidente aéreo, os filhos perdessem pai e mãe de uma só vez.&lt;br /&gt;Precaução louvável, saliente-se, mas que não faria sentido numa viagem que reuniria toda a família: se todos viajam juntos, para o mesmo lugar, que cheguem juntos ao destino, ou – numa lógica cruel, embora plausível – que sejam abatidos juntos num eventual desastre aeronáutico.&lt;br /&gt;Mas o hábito não foi abandonado, apesar da atipicidade da viagem. A mãe e o filho mais velho embarcaram no Airbus que despencou no Atlântico; o pai e a filha mais nova haviam viajado num voo anterior ao fatídico 447. Os planos da família eram que todos se encontrassem no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e de lá embarcassem, juntos, para Estocolmo. Mas o 447, como todos sabemos, não chegou a Paris...&lt;br /&gt;A questão é exatamente essa: por que algumas coisas acontecem de forma aparentemente injustificada, contrariando por vezes a lógica, de modo a que a ocorrência global tenha um determinado desfecho? Por que a família não embarcou toda no voo anterior ao 447 – o que pareceria lógico – e a esta altura todos estariam na capital sueca, ainda suspirando aliviados por terem escapado da tragédia?&lt;br /&gt;Mais: por que um outro passageiro decidiu de última hora desistir do voo no Airbus para honrar a fidelidade com outra companhia e com isso conseguir desconto na passagem? Por que um passageiro descobriu só às portas do embarque que seu passaporte estava vencido e com isso impediu também que um amigo embarcasse? Por que um coreógrafo brasileiro quase foi obrigado a embarcar no voo por um erro da Air France, mas bateu o pé e acabou viajando antes, como estava previsto? Por que estes escaparam da morte, ao mesmo tempo que circunstâncias obscuras conspiraram para que os 228 ocupantes do Airbus estivessem lá dentro no instante em que a aeronave desapareceria no mar? Destino?&lt;br /&gt;Há alguma outra explicação para fatos inexplicáveis? Será que fazemos todos parte de um grande teatro da vida, cada um com seu papel definido e cumprindo um roteiro pré-determinado? Um roteiro, aliás, elaborado por quem?&lt;br /&gt;Não deixa de ser engraçado que alguém como eu – essencialmente cético, materialista, sem qualquer vínculo com um deus formal – consiga pensar em “destino” como um componente real da história de nossas vidas. Mas crer em quê?&lt;br /&gt;Não posso dizer que seja um fatalista convicto, mas tenho forte tendência a apostar num envolvimento de energias cósmicas no desenrolar de tantos e quantos eventos globais, pequenos ou grandes, para o bem e para o mal. No meu caso, por exemplo, não estaria pré-definido que eu entraria num barzinho chamado Avarandado numa noite de maio de 1982 e lá conheceria a mulher que, até hoje, aguenta meu mau humor? Será que estava escrito no destino dela, coitadinha?&lt;br /&gt;Os mais céticos falam na capacidade de livre-arbítrio para negar que tenhamos uma disposição prévia para que as coisas aconteçam em nossa vida. Concordo. Todos nós temos o direito de decidir se entramos ou não por determinada porta, se tomamos este ou aquele caminho. Mas não estaria em nosso destino tomar esta ou aquela decisão, não estaria em nosso destino entrar ou não por determinada porta ou seguir ou não por determinado&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;caminho?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6173403925473494594?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6173403925473494594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6173403925473494594&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6173403925473494594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6173403925473494594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/06/quis-o-destino.html' title='Quis o destino...'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Si0UJ58DmyI/AAAAAAAAAUI/Vifm4f2YxBY/s72-c/destino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-7873454768748784445</id><published>2009-06-01T10:01:00.005-03:00</published><updated>2009-06-01T10:10:11.016-03:00</updated><title type='text'>Apocalipse now</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342343892920670450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SiPRdzWDmPI/AAAAAAAAAUA/sEBnu8frPgo/s320/4cav.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Quando cursei o catecismo para fazer a primeira comunhão, mais de remotos quarenta anos atrás, acostumei-me à idéia de que Deus acabaria com o mundo de uma só tacada. De tanto ouvir a alegoria do Juízo Final, dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse galopando pelos céus enquanto a terra era consumida em chamas, achava que o chão se abriria, tragando os infiéis e iníquos para as profundezas, e garantindo aos justos a recompensa da Vida Eterna. Tudo isso duma assentada só.&lt;br /&gt;Nunca li a Bíblia – aliás, o livro mais longo que consegui ler foi “Chatô”, de Fernando Morais, e mesmo assim pulando algumas partes – mas sei que ela foi escrita numa linguagem que permite interpretações pessoais, como o horóscopo. De modo que minha visão do Armagedon foi seguramente a visão do Armagedon elaborada pela interpretação pessoal da catequista Salete, que me preparou com seus ensinamentos para que eu me tornasse um cristãozinho exemplar. Ou seja, podia não ser bem assim.&lt;br /&gt;Hoje, com a visão crítica um pouquinho mais acurada do que na meiguice de meus oito anos, tenho uma teoria: o Juízo Final já começou. E começou pelas mãos de um quinto Cavaleiro do Apocalipse, representando a Natureza ensandecida pela sede de vingança.&lt;br /&gt;Minha suposição tem sustentáculos bíblicos, se for necessário: Deus não levaria apenas um dia para destruir o que consumiu, segundo a teoria criacionista, seis dias para construir. Outro: o que é o tempo, para Deus? Dizem os fiéis que um minuto para Ele pode representar séculos e séculos para nós, insignificantes mortais. Por isso, o Dia do Juízo Final divino pode corresponder a Milhares de Dias do Juízo Final humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Mas a base mais sólida para crer que o Apocalipse já começou tem natureza empírica: basta alinhar as catástrofes naturais que, nos últimos cinco anos, têm acabado com significativa parcela da população mundial. Tsunamis, vulcões, terremotos, inundações... Estas últimas cheias no Piauí e no Maranhão não são a reedição do Dilúvio, muito mais devastador porque não há, em contrapartida, uma reedição de Noé?&lt;br /&gt;Não há entre os Cavaleiros do Apocalipse um que galope um cavalo verde, insinuando que a Natureza esteja capitaneando o Juízo Final aos que a afrontam. A única referência ao verde estaria num amarelo-esverdeado que representa a cor dos cadáveres em decomposição e tingiria a pelagem do animal onde cavalga a Morte. Mas a simbologia das cores não deve ser vista com muito rigor, já que o cavalo branco, na Bíblia, representa o Anticristo, e não a Paz.&lt;br /&gt;Há muito tempo a Natureza vem exercendo seu direito de legítima defesa. As mudanças climáticas matam 325 mil pessoas por ano, segundo levantamento do Fórum Humanitário Global. Em 2030, de acordo com suas previsões, a temperatura média do planeta terá subido dois graus e os mortos chegarão anualmente a 600 mil. Em alguns séculos – ou minutos, para Deus – a quantos chegaremos? Parece irreversível. Os dinossauros certamente não foram extintos de uma hora para outra. Os homens também não o serão. Mas, em vista destas últimas inundações, as expectivas sombrias são de que eles irão, aos poucos, desaparecer sob as águas das chuvas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-7873454768748784445?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/7873454768748784445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=7873454768748784445&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7873454768748784445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/7873454768748784445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/06/apocalipse-now.html' title='Apocalipse now'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SiPRdzWDmPI/AAAAAAAAAUA/sEBnu8frPgo/s72-c/4cav.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2930848918672302885</id><published>2009-05-25T10:44:00.002-03:00</published><updated>2009-05-25T10:50:17.107-03:00</updated><title type='text'>Morrer esbanjando saúde</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339757248983885810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Shqg7TyAZ_I/AAAAAAAAATw/GcgtKDtxJRk/s320/uti.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Chega uma certa idade e a gente começa a rever com um pouco mais de critério e sabedoria nossos limites e tolerâncias. Coincide com a época em que aceitamos finalmente que a morte é inevitável, que não dá para escapar, mas que podemos retardar um pouco o momento de nos defrontarmos com nós mesmos. Ninguém fica para semente, sabemos disso, mas vai que, nesses meses a mais que conquistamos de sobrevida, um louco aí não descobre o elixir da eterna juventude...&lt;br /&gt;E então passamos a dosar com parcimônia o sal e os condimentos, reduzimos o álcool e o fumo, passamos a fazer caminhadas diárias, exageramos no consumo de frutas e verduras, passamos a ouvir com mais carinho dicas de saúde, procuramos dormir cedo e acordar cedo... E, é claro, passamos a fazer exames periódicos, para avaliar o desempenho integral do mecanismo.&lt;br /&gt;Colesterol HDL, creatinina, glicose, colesterol LDL, triglicerídios, hemograma, antígeno prostático... exame de sangue em jejum, despreza o primeiro jato de urina, eletrocardiograma de esteira... toque retal, eritrócitos, leucócitos, linfócitos, hemoglobina... Tudo testado cuidadosamente para ver se você está lá, tudo em cima, tudo dentro dos limites toleráveis... Com um pouco de sorte, um bom metabolismo e alguns cuidados básicos, você pode ter mais de cinquenta e ser um verdadeiro &lt;em&gt;garotão&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;Mas aí você está em casa, sente-se mal, dói o peito, respira com dificuldade, a família chama socorro e, menos de uma hora depois, &lt;em&gt;pimba!&lt;/em&gt;, você está morto. Estava com tudo em cima, um meninão na flor da idade, esbanjando disposição e invejável índice de triglicerídios, mas está morto. &lt;em&gt;Morreu gozando da mais perfeita saúde&lt;/em&gt;, como comparou certa vez a jornalista Rachel Melamet. Pois é.&lt;br /&gt;Aconteceu semana passada com o Zé Rodrix, recém-submetido a um &lt;em&gt;check-up&lt;/em&gt;, que indicou que estava tudo bem com ele. Aconteceu com minha irmã, que tinha combinado comprar uns discos de pizza depois da consulta dentária, mas tombou na rua antes mesmo de entrar no dentista. Aconteceu com a própria Rachel Melamet, levada por um infarto aos cinquenta e poucos anos.&lt;br /&gt;Pois é. O sistema todo pode estar operando na maior das normalidades, dentro dos parâmetros aceitáveis de bom funcionamento, mas, se a central de processamento vascular parar, meu amigo, um abraço... Não adianta a &lt;em&gt;carta de apresentação&lt;/em&gt; fornecida por laboratório clínico se a maquininha deixa de bater, assim sem mais... Mal comparando, seu carro pode ter acabado de passar por uma revisão completa, mas, se lhe queima o rotor – uma pecinha de R$ 15 que distribui as faíscas às velas – não há certificado de garantia que o faça sair do lugar.&lt;br /&gt;O coração é uma peça como outra qualquer, acho, que pode funcionar sem qualquer solavanco durante décadas, ou sofrer uma pane inexplicável e levar seu proprietário para as cucuias mais cedo. Creio que seu funcionamento é mais sujeito a surpresas do que a regras de comportamento, e isto explicaria por que pessoas absolutamente desregradas estão por aí, beirando o centenário. De modo que ter um comportamento monacal, embora seja opção de cada um, não garante a sobrevida de ninguém, enquanto se espera que um louco aí descubra o elixir da eterna juventude.&lt;br /&gt;No meu caso, por exemplo, que acabei de passar por uma bateria de exames e descobri que &lt;em&gt;estou um garotão&lt;/em&gt;, quem pode ter certeza de que continuarei enfiando este blog na goela de vocês na próxima segunda-feira?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2930848918672302885?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2930848918672302885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2930848918672302885&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2930848918672302885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2930848918672302885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/05/morrer-esbanjando-saude.html' title='Morrer esbanjando saúde'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Shqg7TyAZ_I/AAAAAAAAATw/GcgtKDtxJRk/s72-c/uti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-5146744601548354805</id><published>2009-05-18T09:43:00.003-03:00</published><updated>2009-05-18T10:40:08.500-03:00</updated><title type='text'>Oh, céus! Oh, vida! Oh, azar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ShFYQI4cO8I/AAAAAAAAATo/Jq4XdqW4pmo/s1600-h/hardy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337144067696114626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ShFYQI4cO8I/AAAAAAAAATo/Jq4XdqW4pmo/s320/hardy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1 - Numa piada que contava em um show há vários anos, ainda na minha adolescência – sim, leitores incréus, eu já fui adolescente! – Juca Chaves questionava o comportamento algo, digamos, otimista da hiena: se o animal só se alimentava de carniça e praticava o sexo apenas uma vez por ano, que motivos teria para rir?&lt;br /&gt;Era uma pergunta retórica, claro. Mas parece que agora, quase 40 anos depois, está sendo respondida: as hienas usam as risadas como forma de identificar-se dentro do grupo, segundo pesquisa realizada por cientistas da Califórnia, nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Quanto mais grave o som emitido, mais velho é o animal e, portanto, maior ascendência tem sobre o resto do bando. Ou seja: se é para alimentar-se de carne em decomposição e ter sexo uma única vez ao ano, que os mais velhos sejam os primeiros a comprazer-se nessa orgia desmedida de sentidos.&lt;br /&gt;O estudo indica que as hienas mais jovens têm a risada mais estridente e riem mais, como costumam rir os mais jovens e inconsequentes animais de qualquer espécie, inclusive os racionais. Com a idade, a risada vai ficando mais grave e, com a posição hierárquica superior, mais comedida. Na disputa por alimentos escassos, o líder do bando solta uns poucos grunhidos e consegue a primazia. Uma espécie de &lt;em&gt;carteiraço&lt;/em&gt; lá entre elas.&lt;br /&gt;É claro que essa pesquisa deve ter sua importância para alguma coisa, qualquer que seja, mas funciona também como uma espécie de estraga-prazeres: que graça tem saber que a hiena não ri por prazer ou por felicidade? Que graça teria agora o personagem Hardy (que tomei gentilmente para ilustrar esta postagem), construído justamente como a antítese ao estereótipo que adotávamos até então sobre a personalidade otimista do animal. Pois é: a ciência é legal, mas às vezes o conhecimento empírico destrói algumas ilusões e, principalmente, alguns motes de piadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ou, como diria o próprio Hardy: &lt;em&gt;Não vai dar certo, Lippy!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – No Rio de Janeiro, um cara se jogou de cima da ponte Rio-Niterói para não ser preso. Imagine só: são trinta metros de altura e, apesar de a parte de baixo estar coberta de uma substância líquida, também conhecida como mar, a cacetada é terrível. Já vi um caminhão basculante cair da ponte Colombo Salles, aqui em Florianópolis – que tem mais ou menos a mesma altura da Rio-Niterói – e os bombeiros terem de cortar as ferragens retorcidas para retirar o corpo do motorista.&lt;br /&gt;Uma vez, há quase trinta anos, atravessando a pé a ponte Presidente Dutra, que liga os municípios de Juazeiro e Petrolina – e, por extensão, os Estados da Bahia e de Pernambuco – meu amigo, compadre e companheiro de viagem Cláudio Marinho Guedes sugeriu que pulássemos nas águas do rio São Francisco, vinte e tantos metros abaixo, como vários garotos faziam despreocupadamente à nossa frente. Mesmo na inconsequencia dos meus 24 anos, adivinhem se topei o desafio? O impacto pode matar. Qualquer erro de ângulo na queda e você pode ficar tetraplégico. Não veem o caso de Marcelo Rubens Paiva, que nem estava nas alturas quando pulou?&lt;br /&gt;Para saltar de um helicóptero quase na estratosfera, cair num córrego e sobreviver com alguns poucos arranhões, só mesmo sendo Robert Langdon...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-5146744601548354805?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/5146744601548354805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=5146744601548354805&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5146744601548354805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/5146744601548354805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/05/oh-ceus-oh-vida-oh-azar.html' title='Oh, céus! Oh, vida! Oh, azar!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ShFYQI4cO8I/AAAAAAAAATo/Jq4XdqW4pmo/s72-c/hardy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3401253623466567914</id><published>2009-05-11T10:56:00.006-03:00</published><updated>2009-05-11T13:59:40.018-03:00</updated><title type='text'>Floripa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sggut5NPIzI/AAAAAAAAATg/0sVSodgQ68g/s1600-h/floripa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334565124605682482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sggut5NPIzI/AAAAAAAAATg/0sVSodgQ68g/s320/floripa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não tenho certeza, mas creio que a idéia de chamar Florianópolis de &lt;em&gt;Floripa&lt;/em&gt; não partiu de um florianopolitano, mas de um gaúcho. Tenho dois fortes motivos para acreditar nessa teoria: o primeiro é a presença suficiente – ou até mais do que suficiente – de gaúchos na Ilha de Santa Catarina, tanto como moradores quanto como visitantes, o que daria força à probabilidade de que, embora endógena, a alcunha não seja necessariamente nativa.&lt;br /&gt;O segundo é a histórica capacidade deles, especialmente dos portoalegrenses, de abreviar preguiçosamente as palavras. Eles chamam, por exemplo, supermercado de &lt;em&gt;super&lt;/em&gt; e refrigerante de &lt;em&gt;refri&lt;/em&gt;. Daí a força do corolário: se alguém não consegue falar su-per-mer-ca-do, como vai conseguir pronunciar flo-ri-a-nó-po-lis?&lt;br /&gt;Um terceiro dado forneceria o remate a esta minha conclusão: da mesma forma que não me lembro de ter ouvido sequer um paulistano chamar São Paulo de &lt;em&gt;Sampa&lt;/em&gt;, não ouço os &lt;em&gt;manezinhos&lt;/em&gt; referirem-se a sua terra natal como &lt;em&gt;Floripa&lt;/em&gt;. Eles preferem tratá-la respeitosamente pelo nome próprio – embora haja quem tenha manifesta predileção pelo ancestral Desterro, principalmente por achar que Floriano Peixoto, por seu caráter, não mereça tão bela homenagem.&lt;br /&gt;Não posso negar, todavia, que &lt;em&gt;Floripa&lt;/em&gt; tenha uma conotação carinhosa. Induz a uma concepção de intimidade, provavelmente em contrapartida à capacidade acolhedora da &lt;em&gt;Ilha da Magia&lt;/em&gt;. É mais ou menos como chamar a bisavó de &lt;em&gt;bisa&lt;/em&gt; e a madrinha de &lt;em&gt;dindinha&lt;/em&gt;. Não deixa de ser uma retribuição à enorme capacidade que Florianópolis tem de abrir seus braços aos visitantes.&lt;br /&gt;Mas talvez esta sua qualidade seja hoje seu maior problema: a cidade continua com os braços abertos, embora tenha hoje uma capacidade de absorção bastante comprometida. Para ter uma idéia, a cada 14 gaúchos que aportam na ilha todos os dias, segundo dados da prefeitura, dez vêm para ficar. Não tenho dados sobre migração paulista ou paranaense, mas tenho certeza de que, salvo um aporte provavelmente bem menor, a proporção dos “ficantes” deve ser semelhante.&lt;br /&gt;Tudo bem, Florianópolis é apaixonante, uma cidade de amor à primeira vista. Essa convergência é justificável. Eu mesmo decidi que iria morar na ilha logo em minha primeira visita. Por isso, não tenho hoje o direito de impedir que outros apaixonados usufruam desse amor. Mas não posso me furtar também de passar uma informaçãozinha básica: a população daqui mais do que dobrou nos últimos 30 anos e sua frota de veículos cresceu 2,22 vezes em apenas 15 anos.&lt;br /&gt;Até “coração de mãe” tem seu limites. No nosso caso, a extrapolação desses limites é mais visível no trânsito. Diz o colunista Cacau Menezes, do “Diário Catarinense”, que o problema de Florianópolis não é o excesso de veículos, mas a falta de ruas. É compreensível: além de ser “um pedacinho de terra perdido no mar” – como diz o “Rancho de Amor à Ilha”, hino oficial da cidade – o &lt;em&gt;pedacinho&lt;/em&gt; destinado ao tráfego é limitado pelo perfil montanhoso. &lt;em&gt;Floripa&lt;/em&gt;? Não, o cognome mais comum hoje é &lt;em&gt;Filanópolis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Há solução para esse estrangulamento? Dificilmente. Se não esbarra na falta de visão dos governantes e nos obstáculos intransponíveis que o crescimento desordenado deixou pelo caminho, a solução é amarrada pelo viés ecológico: a conclusão da Via Expressa Sul, por exemplo – com o nome devidamente adaptado para Via &lt;em&gt;Extressa&lt;/em&gt; Sul, pelas próprias circunstâncias do trânsito – está entravada por um embargo ambiental, já que o traçado original prevê a transposição de uma área de mangue. Quero ressaltar que, sem a conclusão da &lt;em&gt;Extressa&lt;/em&gt; Sul, não se chega ao Aeroporto Hercílio Luz e ao campo do Avaí, agora em tempos de série A, sem pagar os pecados desta e de pelo menos mais duas gerações.&lt;br /&gt;A despeito de suas limitações, entretanto, Florianópolis tem planos, todos baseados em enormes investimentos. Um deles é ser uma das sedes da Copa de 2014; outro é transformar-se em destino turístico internacional. Para o primeiro, depende de uma decisão da Fifa; para o segundo, deve sediar, a partir desta quinta-feira, o &lt;strong&gt;9º Congresso do Conselho Mundial de Viagem e Turismo&lt;/strong&gt;, encontro que inclui a apresentação de 37 projetos turísticos, ao custo estimado de R$ 12 bilhões, que podem transformar nossa &lt;em&gt;Ilha da Magia&lt;/em&gt; numa cidade do nível de uma Dubai ou de uma Monte Carlo, por exemplo.&lt;br /&gt;Sei que vai ser difícil, porque o maior entrave, mesmo com a disposição para investir, é a falta de estrutura urbana, mas Florianópolis merece um lugar no cenário internacional. Só que as pessoas que, como eu, mudaram-se para a ilha com o intuito de fugir do estresse das grandes cidades já podem ir tirando sua tainha da brasa e arrumar as malas em busca de um novo oásis. Quem sabe Paulo Lopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Escrever sobre Florianópolis no blog foi uma sugestão de meu amigo Ricardo Kotscho. Só não sei se o enfoque que ele pretendia era este que eu escolhi.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3401253623466567914?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3401253623466567914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3401253623466567914&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3401253623466567914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3401253623466567914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/05/floripa.html' title='Floripa'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sggut5NPIzI/AAAAAAAAATg/0sVSodgQ68g/s72-c/floripa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3908784653822279316</id><published>2009-05-04T10:41:00.004-03:00</published><updated>2009-05-04T10:49:42.793-03:00</updated><title type='text'>Sobre um divórcio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sf7w4YhT2oI/AAAAAAAAATY/Zpqd6r6H_kk/s1600-h/rubem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331963860298750594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sf7w4YhT2oI/AAAAAAAAATY/Zpqd6r6H_kk/s320/rubem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Respeito as dissensões de meus escassos embora joeirados leitores, mas tenho cá para mim que Rubem Fonseca é dos maiores, se não o maior, escritor brasileiro vivo. Invejo-o, no bom sentido. Quisera eu ter sua capacidade de narrar uma história tão secamente quanto o estampido de um trinta e oito.&lt;br /&gt;Já tentei imitar-lhe o estilo – reduzindo as orações ao essencial, cortando aqui e ali qualquer ameaça de emoção, narrando em rajadas como o histórico de um boletim de ocorrência – mas nunca passei de uma tímida e mal sucedida tentativa de imitar Rubem Fonseca. Sem desmerecer os originais, a gente cansa de receber por e-mail incontáveis arremedos de Luiz Fernando Veríssimo e Millôr Fernandes, por exemplo, mas nunca vi ninguém fazer o mesmo com Rubem Fonseca.&lt;br /&gt;Li quase tudo dele. Comecei por &lt;em&gt;Bufo &amp;amp; Spallanzani&lt;/em&gt; e não parei mais: &lt;em&gt;Agosto&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A grande arte&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Vastas emoções e pensamentos imperfeitos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Caso Morel&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Lúcia McCartney&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Feliz ano novo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Diário de um fescenino&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A coleira do cão&lt;/em&gt;... Até obras atípicas como &lt;em&gt;O selvagem da ópera&lt;/em&gt; passaram diante de meus abestalhados olhos.&lt;br /&gt;Sou fã de seus contos policiais, da crueza e impessoalidade com que ele descreve as cenas cruas e impessoais em – para citar uns poucos – &lt;em&gt;O cobrador&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Feliz ano novo&lt;/em&gt;. Sou fã das histórias criadas em torno de seus personagens mais recorrentes, como o escritor &lt;em&gt;Gustavo Flávio&lt;/em&gt; e o advogado criminalista &lt;em&gt;Paulo Mendes&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Mandrake&lt;/em&gt;. Sou fã do teratológico e do inusitado, como em &lt;em&gt;Placebo&lt;/em&gt;, ou do romantismo rasteiro e erótico de &lt;em&gt;O buraco na parede&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Por tudo o que disse até agora, por tudo que Rubem Fonseca representa na literatura brasileira contemporânea, fui surpreendido na semana passada com a nota divulgada pela editora &lt;strong&gt;Companhia das Letras&lt;/strong&gt; comunicando o fim da parceria de duas décadas entre ela e o escritor. Um autor cujo penúltimo livro saiu com a tiragem inicial de 80 mil exemplares pode ser descartado assim?&lt;br /&gt;A nota da editora não diz nada. Assinala apenas que foi uma “decisão comum” e que, quando os livros do escritor se esgotarem, estarão disponíveis para publicação por editora escolhida por ele. De acordo com a nota, nenhum esclarecimento adicional seria prestado para aclarar os mistérios insondáveis por trás do fato de eles abrirem mão de sua galinha dos ovos de ouro. Como as entrevistas concedidas pelo escritor podem ser contadas nos dedos de uma única mão, difícil conseguir também a versão dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Companhia das Letras&lt;/strong&gt; é conhecida por publicar escritores consagrados e com aval antecipado para tornarem-se best sellers. É óbvio que meu romance policial &lt;em&gt;As covas gêmeas&lt;/em&gt; – que vai sair pela &lt;strong&gt;Brasiliense&lt;/strong&gt; – foi recusado por eles (“nosso grupo de leitores avaliou a obra que o senhor nos enviou ... e decidiu não indicar sua publicação pela &lt;strong&gt;Companhia das Letras&lt;/strong&gt;”).&lt;br /&gt;Ora, tudo bem: é fácil explicar a recusa de um inédito Marco Antonio Zanfra da vida; mas creio que será quase impossível justificar a dispensa de um escritor consagrado e campeão de vendas como Rubem Fonseca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3908784653822279316?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3908784653822279316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3908784653822279316&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3908784653822279316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3908784653822279316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/05/sobre-um-divorcio.html' title='Sobre um divórcio'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sf7w4YhT2oI/AAAAAAAAATY/Zpqd6r6H_kk/s72-c/rubem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8202873600715952701</id><published>2009-04-27T10:59:00.003-03:00</published><updated>2009-04-28T14:04:14.841-03:00</updated><title type='text'>SuperJoca</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329370758747125298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SfW6eAd59jI/AAAAAAAAATQ/dkV1WKX7Pg0/s320/superjoca.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Dá para entender como uma pessoa destemperada como Joaquim Barbosa pode virar quase um herói nacional da noite para o dia, logo depois de peitar Gilmar Mendes?&lt;br /&gt;Tenho um palpite: funciona mais ou menos como o &lt;em&gt;ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão&lt;/em&gt;. O segundo ladrão não comete ato menos ilícito do que o primeiro, mas o julgador popular concede-lhe uma espécie de salvo conduto, justamente porque, com o segundo ato ilícito, ele puniu exemplarmente o primeiro. Ou funciona também como um silogismo: &lt;em&gt;se o amigo do meu amigo é meu amigo, o inimigo do meu inimigo também é meu amigo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ou seja, não foi Joaquim Barbosa quem virou instantaneamente um queridinho do Brasil; o herói do País é o efeito catártico que ele provocou em nível nacional, ao desentalar Gilmar Mendes da garganta do brasileiro. Joaquim Barbosa também não é flor que se cheire? Não faz mal: ele falou coisas que deixaram Gilmar Mendes sorrindo amarelo, e por isso subiu no conceito daqueles que, se pudessem, teriam dito isto e muito mais pessoalmente.&lt;br /&gt;A repercussão do bate-boca entre os ministros do STF, em que pese o prejuízo causado à imagem da instituição, serviu para deixar clara uma avaliação que não ficaria tão visível numa simples pesquisa de opinião: Gilmar Mendes é, hoje, quase uma unanimidade negativa. O povo brasileiro não gosta dele. As ruas – lugar de que Joaquim Barbosa mandou-o aproximar-se – não o toleram.&lt;br /&gt;Arrisco apostar que o episódio Daniel Dantas – os dois habeas corpus seguidos que garantiram a impunidade do banqueiro preso com estardalhaço na operação Satiagraha – contribuiu bastante para que o presidente do Supremo se tornasse desafeto dos brasileiros. Digo “contribuiu bastante” porque Gilmar Mendes apresenta seus próprios deméritos, suas próprias características em seu desfavor: arrogância, uma insuportável empáfia e a certeza de que deve meter-se em todos os assuntos e ser dono da palavra final em todos eles – algo entre a onisciência e a onipotência.&lt;br /&gt;Joaquim Barbosa foi, pois, apenas um porta-voz. Não por acaso: ele é um verdadeiro criador de casos, já se indispôs com outros ministros, já chamou outros ministros para briga, dizem que já bateu na mulher (houve até registro de ocorrência) e queria bater no ministro Eros Grau – que, apesar da aparência monstruosa decorrente do tamanho da barba e dos cabelos, não passa de um “velho caquético”, conforme o próprio Barbosa definiu. (A propósito, Eros Grau, 68 anos, reagiu assim à ameaça de agressão: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse num velho também.”)&lt;br /&gt;Mas tudo bem que ele não mereça as condecorações. O importante é que não se perca a lição deixada pela demonstração irrefragável da opinião que o povo tem sobre o presidente do STF. Se Gilmar Mendes pretende seguir carreira política – e ele parece estar sempre a uma passo de anunciar a candidatura – é bom que aprenda a se fazer popular. A menos que se contente com os votos daqueles seus &lt;em&gt;capangas&lt;/em&gt; lá de Diamantino.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8202873600715952701?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8202873600715952701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8202873600715952701&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8202873600715952701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8202873600715952701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/04/superjoca.html' title='SuperJoca'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SfW6eAd59jI/AAAAAAAAATQ/dkV1WKX7Pg0/s72-c/superjoca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-8133099293541744975</id><published>2009-04-20T10:49:00.005-03:00</published><updated>2009-04-22T09:07:43.960-03:00</updated><title type='text'>Miss Plica</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327486249690671138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Se8IhJKXKCI/AAAAAAAAATI/k-XpB8mTWd8/s320/missplica.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Quando a gente pensa que nada mais nos surpreende, que a corriqueirice das falcatruas nos torna imunes a sobressaltos e espantos, vem aí um prosaico concurso de misses para provar que a criatividade humana para desvios de conduta não se esgota facilmente.&lt;br /&gt;Diante do escândalo das passagens aéreas, diante da categórica postura de que família dos deputados é sagrada e de que, portanto, nós temos todo o direito de pagar-lhes as viagens de férias, essa das misses parece ser apenas uma mentirazinha inocente, sem conseqüências mais graves. Mas o fato de não nos surpreendermos não tem de significar necessariamente que não possamos indignar-nos.&lt;br /&gt;Pois li na “Folha Online” de sábado que a representante de Itapecerica da Serra no concurso de Miss São Paulo – a gracinha dessa foto aí acima – é mineira e conhece a cidade que representa “só pela internet”. Como assim? Nem pisar em solo itapecericano, ainda que fosse numa rápida descida do ônibus na rodoviária para tomar café, ela pisou? Como alguém pode representar uma cidade num concurso de nível nacional se mal sabe localizar essa cidade no mapa?&lt;br /&gt;Funciona assim? É como se um executivo telefonasse para uma agência de acompanhantes e encomendasse uma moça para fazer-se passar por sua esposa numa recepção? A partir dessa premissa, é possível, então, Osasco ou Ribeirão Pires arrumarem um dinheirinho e contratarem Scarlet Johanson ou Jéssica Alba para que as representem no concurso?&lt;br /&gt;Quando li a chamada da matéria, achei que ela teria um tom de denúncia. Mas não: lá dentro, o texto diz, sem qualquer sinal de agastamento, que “para ser miss São Paulo, não é necessário ser paulista nem morar no Estado. A atual dona do título, Janaína Barcelos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;, nasceu em Contagem (MG), e a vencedora de 2007 é a goiana Sabrina Rhoden. Neste ano, mais uma vez candidatas ‘de fora’ marcam presença, como a miss Itapecerica da Serra, Michely Baptistele, 24, mineira que assumiu conhecer ‘só pela internet’ a cidade que representa”.&lt;br /&gt;Ora, entendo que uma mineira ou uma goiana possam muito bem representar uma cidade paulista em qualquer concurso, desde que morem lá o tempo suficiente para serem incorporadas ao patrimônio da cidade. Participei de um concurso literário em Santa Catarina em que, para inscrever-se como “candidato local”, você precisaria comprovar que morava há pelo menos cinco anos no Estado. Se para qualquer inscriçãozinha furreca – até para conseguir desconto no Beto Carreto World - você tem de apresentar comprovante de residência, por que a exigência não se aplica ao concurso de misses?&lt;br /&gt;Posso estar exagerando em minha indignação – mesmo porque a alienígena nem ganhou o concurso, vencido por uma campineira (nascida em Campinas, acreditam?) – mas peço que compreendam meu mau humor: é difícil manter a ponderação depois de ver o time perder a chance ser bicampeão paulista mesmo tendo liderado o campeonato inteiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-8133099293541744975?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/8133099293541744975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=8133099293541744975&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8133099293541744975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/8133099293541744975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/04/miss-plica.html' title='Miss Plica'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Se8IhJKXKCI/AAAAAAAAATI/k-XpB8mTWd8/s72-c/missplica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1639629025709517747</id><published>2009-04-13T10:58:00.004-03:00</published><updated>2009-04-13T11:55:11.418-03:00</updated><title type='text'>Farmácia caseira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SeNFSDM_avI/AAAAAAAAAS4/5QwtuD-vQF4/s1600-h/farmacinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324175360881814258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SeNFSDM_avI/AAAAAAAAAS4/5QwtuD-vQF4/s320/farmacinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A automedicação é uma coisa séria. A FioCruz sustenta que a cada três horas um brasileiro é intoxicado por culpa de medicamentos. Para o Ministério da Saúde, os remédios são responsáveis por quase 27% dos casos de intoxicação ocorridos no País. A indústria farmacêutica atribui às intoxicações medicamentosas cerca de 20 mil mortes por ano. Não é de assustar?&lt;br /&gt;Mas o hábito de manter uma farmacinha em casa e de distribuir remédios a torto e direito é tão comum ao brasileiro que a gente nem se dá conta dos riscos que representam a autodiagnose e, pior, a prescrição informal e leiga de medicamentos a parentes e vizinhos. Se o antibiótico me fez bem, se não houve efeitos colaterais, se minha pressão se manteve constante e se não sofri choque alergênico, por que diabos minha mãe, apenas vinte anos mais velha que eu, não poderia também usufruir de seus efeitos benéficos?&lt;br /&gt;Não conheço uma casa que não tenha sua caixinha de remédios. Em algumas, o conteúdo não passa de prosaicos analgésicos, antitérmicos e antigripais. Mas há casos em que essas inocentes caixinhas guardam todo o repositório de anos e anos de moléstias na família - incluindo surtos hipocondríacos - juntando vasodilatadores, antiespasmódicos, anti-inflamatórios, anti-histamínicos, antibióticos, broncodilatadores e toda uma carga de antialguma coisa, que pode provocar a temida interação medicamentosa e levar o paciente à morte: você sabia que a associação de um anti-inflamatório com um descongestionante nasal pode ocasionar uma parada cardíaca?&lt;br /&gt;Tento explicar o hábito da automedicação pela falência do serviço de saúde: é muito menos doloroso tomar um remédio indicado por um vizinho do que enfrentar horas e horas na fila do SUS, ou gastar o que não se tem com médicos particulares e/ou planos de saúde. Mas um detalhe quebra parte dessa lógica: as farmacinhas caseiras são muito mais antigas do que a falência do sistema de saúde, o que leva a crer que a automedicação é nada mais nada menos do que apenas mais um dos filhotes do &lt;em&gt;jeitinho brasileiro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Quinta-feira passada, aconteceu comigo. Comecei a sentir, à noite, uma dessas dores de cabeça circundantes, típicas de um princípio de gripe. Minha filha Mayara disse que eu estava com “voz de doente” e voltou com três frascos nas mãos, todos para combater uma provável gripe. Recusei os medicamentos, alegando que meu organismo costumava combater autonomamente a doença, e fui para a cama.&lt;br /&gt;Voltei em seguida com um enjoo forte, que me fez vomitar um pouco, e o diagnóstico mudou: eu teria, no caso, pego a &lt;em&gt;virose da Mariana&lt;/em&gt;, a outra filha, que tinha baixado pronto-socorro recentemente por causa disso. E então veio a própria – a Mariana, não a virose – com as mãos cheias de comprimidos de &lt;em&gt;hioscina&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;metoclopramida&lt;/em&gt; que haviam sobrado de seu recente &lt;em&gt;pit stop&lt;/em&gt; ambulatorial. Recusei novamente o receituário e voltei para a cama, desta vez com um rótulo de &lt;em&gt;teimoso&lt;/em&gt; pregado na testa.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, ao contrário das previsões de minhas &lt;em&gt;doutoras&lt;/em&gt;, acordei bem. Como eu pensara logo ao sentir o enjoo, meus sintomas tinham sido apenas consequência de um protesto alimentar: meu organismo requintado não havia tolerado comer carne de soja em duas refeições seguidas, e chiou feio. Não questiono as boas intenções das duas, mas eu escapei por pouco de ser medicado para gripe e para virose, quando não tinha sido acometido por nenhum dos dois males.&lt;br /&gt;Quando comentei com minhas filhas sobre o risco de ser medicado erradamente, ambas alegaram que o que queriam me &lt;em&gt;receitar&lt;/em&gt; eram apenas &lt;em&gt;medicamentos inofensivos&lt;/em&gt;. Mas não é justamente nessa suposta inofensividade do remédios que mora o risco da automedicação?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1639629025709517747?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1639629025709517747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1639629025709517747&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1639629025709517747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1639629025709517747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/04/farmacia-caseira.html' title='Farmácia caseira'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SeNFSDM_avI/AAAAAAAAAS4/5QwtuD-vQF4/s72-c/farmacinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-1755321706158025755</id><published>2009-04-06T10:31:00.004-03:00</published><updated>2009-04-06T16:15:50.306-03:00</updated><title type='text'>Greve</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdoFoG8l00I/AAAAAAAAASw/2guZHLMXQyo/s1600-h/greve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321572096309318466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdoFoG8l00I/AAAAAAAAASw/2guZHLMXQyo/s320/greve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;No início de minha carreira como jornalista, apanhei muito por causa da greve dos outros. Repórter novo, cobrindo greve, sabe como é: está onde estão os piquetes e as passeatas; consequentemente, está onde estão a pancadaria e as bombas de gás lacrimogêneo da PM. Seja em São Bernardo do Campo ou no centro velho de São Paulo, tomei muita porrada e respirei muito gás na onda das greves dos metalúrgicos, dos bancários, dos estudantes, do raio que o parta.&lt;br /&gt;Só uma vez apanhei não como coadjuvante, mas como protagonista: foi na histórica e fracassada greve dos jornalistas de São Paulo, que agora em maio está completando 30 anos. Apanhei na frente do &lt;strong&gt;Estadão&lt;/strong&gt;, no Bairro do Limão; apanhei na frente da &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;, na Barão de Limeira, apanhei na frente dos &lt;strong&gt;Diários&lt;/strong&gt;, na Sete de Abril.&lt;br /&gt;Foram seis dias de greve, seis dias de piquetes e pelo menos três dias de confrontos com a polícia. Ganhamos alguma coisa? Sim: experiência, muita experiência. Ao final, voltamos às redações com o rabo entre as pernas, esperando as demissões que certamente ocorreriam.&lt;br /&gt;Não estou aqui para fazer um resgate histórico, buscar causas e consequências da paralisação. Quero apenas lembrar de minha participação no movimento, da participação de um repórter de 23 anos, açodado como quase todos os jovens, que defendeu a greve com veemência em todas as assembleias e só reconheceu que ela era inoportuna e precipitada depois de seu fracasso. O tal do gato escaldado, se me entendem.&lt;br /&gt;Não fui o único gato escaldado, claro. Mas assumi o erro da greve como o erro de toda uma categoria. Não elegi um único culpado, com muitos o fizeram, transferindo a culpa para o presidente do sindicato, Davi de Moraes, apelidado maldosamente de &lt;em&gt;Jim Jones&lt;/em&gt;, por ter supostamente levado a categoria ao suicídio. Ora, ora, uma classe vaidosa e arrogante, como a dos jornalistas, virou simples massa de manobra nas mãos de um único homem? Aquelas mentes iluminadas deixaram-se levar docilmente como bezerros para o abate? Foram iludidos, os coitadinhos?&lt;br /&gt;Eu me lembro de assembleias históricas na igreja da Consolação e no Tuca, o teatro da PUC, onde, na madrugada de 23 de maio, foi decretada (com a exigência de dois terços dos votos) a paralisação. O básico da reivindicação era: queríamos 25% de aumento, os patrões ofereciam 16% de reajuste; a última contraproposta – transformando 2% do que era oferecido como reajuste em aumento – nem foi feita pessoalmente: os patrões limitaram-se a publicar um anúncio nos jornais. O repúdio teatral de Perseu Abramo, rasgando o anúncio no palco do Tuca, certamente serviu para convencer muitos indecisos.&lt;br /&gt;Foram seis dias de sufoco, mas os jornais não deixaram de sair um único dia: feito com notas de assessorias de imprensa, telex de agências de notícias e a mão de obra dos fura-greve, era um jornal de má qualidade, que chegava ironicamente a noticiar a própria paralisação. Mas quem, além dos chatos dos jornalistas, preocupa-se com a qualidade do jornal que está nas bancas? O povo comprava e não chiava, o que nos levou a patéticos apelos, pedindo que as pessoas deixassem de adquirir jornais para apoiar nossa greve. Patéticos e presunçosos.&lt;br /&gt;Imagens que marcaram, nesses longínquos seis dias: motoristas da &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; tocando o caminhão por cima de grevistas sentados no asfalto da Barão de Limeira; Henfil, na sede do sindicato, desenhando um a um os cartazes que pediam apoio a nossa greve; Bóris Casoy, fazendo &lt;em&gt;tchauzinho&lt;/em&gt; da sacada do quarto andar do prédio da &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; aos grevistas que buscavam receber o salário do outro lado da rua; a fumaceira tóxica que se espalhava pela Engenheiro Caetano Álvares e pelo córrego Mandaqui, na madrugada gelada em que a PM baixou o pau com mais vontade na saída dos caminhões do &lt;strong&gt;Estadão&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;Faz 30 anos, mas parece que foi ontem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-1755321706158025755?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/1755321706158025755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=1755321706158025755&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1755321706158025755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/1755321706158025755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/04/greve.html' title='Greve'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdoFoG8l00I/AAAAAAAAASw/2guZHLMXQyo/s72-c/greve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3153575799188763691</id><published>2009-03-30T10:52:00.006-03:00</published><updated>2009-07-23T10:28:34.911-03:00</updated><title type='text'>Aqui pra vocês!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdDPQeLk4BI/AAAAAAAAASo/R9zwIiSVS0U/s1600-h/earth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318979041811030034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdDPQeLk4BI/AAAAAAAAASo/R9zwIiSVS0U/s320/earth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Não faz muito tempo, assisti a uma reprise de &lt;strong&gt;Os Simpsons&lt;/strong&gt; em que o Bart descobre um satélite espião sobre Springfield. Era um equipamento a serviço da liga nacional de basebal, que listava os hábitos de consumo dos habitantes da cidadezinha, situada em alguma coordenada geográfica indefinível nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Sendo Bartholomew o desajustado que é, claro que a descoberta não poderia ter sido feita em condições normais: o primogênito de Homer estava sob efeito de medicamentos, utilizados para controlar seu comportamento naturalmente desregrado, indisciplinado e estapafúrdio. O aumento de sua capacidade de concentração e de canalização da inteligência era efeito colateral das drogas experimentais que lhe foram ministradas.&lt;br /&gt;Dessa forma, o espevitado e encapetado Bart transformara-se, instantaneamente, num ser circunspecto, inteligente, concentrado, cara de &lt;em&gt;nerd&lt;/em&gt;. E com um comportamento visualmente paranoico.&lt;br /&gt;Todo mundo acreditava, aliás, que o garoto tinha pirado e que a descoberta do satélite era apenas a sombra da paranoia provocada pelas drogas. Só aceitaram a verdade depois que Bart apossou-se de um tanque blindado e derrubou o artefato com um canhonaço certeiro.&lt;br /&gt;Quanto a nós, que não moramos na fictícia Springfield, será que estaríamos a salvo da satélites espiões?&lt;br /&gt;Penso que, tal qual Bart Simpson, não podemos facilitar. Sabe lá quantos entre as centenas – talvez milhares – de satélites que gravitam na órbita terrestre são absolutamente confiáveis? Sabe lá se a única missão desse satélite que fornece as imagens para o Google Earth é fornecer imagens para o Google Earth?&lt;br /&gt;Pois um estudante britânico de 18 anos resolveu mostrar serviço contra essa engenhoca que nos acompanha a distância. Não chegou ao exagero de Bart – não disparou um único tiro, felizmente – mas deixou bem claro o que pensa sobre essa lente poderosa que pode chegar a expor nossa privacidade. Como se ostentasse um enorme dedo médio eguido acima da cabeça, ele pintou com tinta branca um grande pênis no telhado de sua casa, nos arrededores de Hungerford, em Berks, no Reino Unido, deixando preparado o cenário: assim que alguém usasse o software da Google para xeretar mais de perto sua região, &lt;em&gt;aqui, ó!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Certo que o rapaz não deve ser bom aluno em anatomia, ou é apenas um péssimo artista – pois o pênis que ele desenhou mais parece uma bomba antiga, dessas que eram lançadas pelos B-52 – mas creio que o recado foi dado.&lt;br /&gt;Ou melhor, talvez tenha sido dado: o piloto de um helicóptero que sobrevoava a área descobriu a “arte” e alertou os pais do estudante, que o obrigaram a limpar o desenho com água e sabão – numa clara demonstração de censura à arte e ao direito de expressão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3153575799188763691?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3153575799188763691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3153575799188763691&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3153575799188763691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3153575799188763691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/03/aqui-pra-voces.html' title='Aqui pra vocês!'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SdDPQeLk4BI/AAAAAAAAASo/R9zwIiSVS0U/s72-c/earth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-3119807948631348591</id><published>2009-03-23T11:30:00.003-03:00</published><updated>2009-03-23T11:32:53.626-03:00</updated><title type='text'>Em vez de</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ScedGNV3DRI/AAAAAAAAASg/G-dF0VAcxeY/s1600-h/papa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316390615120284946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ScedGNV3DRI/AAAAAAAAASg/G-dF0VAcxeY/s320/papa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Algumas recomendações que o papa Bento 16 divulgou na semana passada trouxeram-me à lembrança uma antiga piada, tão antiga quanto a pílula anticoncepcional, cujo contexto tem tudo a ver com a postura papal. Trata-se – a piada – daquela que revelava as propriedades miraculosas do uso de suco de laranja como método contraceptivo, com uma ressalva dramática, porém: o método não devia ser aplicado nem antes nem depois do, digamos, colóquio amoroso, mas “em vez de”.&lt;br /&gt;Pois ao dizer que “a distribuição de camisinhas só piora o problema da Aids; é preciso estimular a abstinência sexual”, sua santidade traz para os dias atuais, com a solenidade que cabe a um pontífice, a tese do “em vez de” da antiga anedota. É algo que parece mais ou menos lógico: se não quer estar permeável a doenças sexualmente transmissíveis, fuja do sexo; se não quer morrer envenenado, não tome veneno; se não quer arriscar-se a uma gripe, não respire.&lt;br /&gt;Aliás, não só à sonhada e até então inatingível cura da gripe pode ser aplicada a solução mágica do santo padre: já imaginou quantos males poderiam ser evitados se, antes de arriscar-se, submeter-se, imolar-se, usufruir-se ou conspurcar-se, as pessoas optassem por uma terceira via, uma negação completa das hipóteses disponíveis, para a escolha de uma alternativa aparentemente desconexa, tipo &lt;em&gt;nenhuma das resposta anteriores&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;A abstinência pode ser uma solução radical em muitos aspectos, desde que o suco de laranja não seja reservado como única alternativa: se ninguém entrar na água, por exemplo, será sensivelmente reduzida a incidência de afogamentos; se as pessoas desistirem de escovar os dentes e banhar-se, certamente a reserva hídrica na Terra terá uma sobrevida muito mais longa.&lt;br /&gt;Mas, mesmo correndo o risco de parecer flertando com o moralismo, acho que Bento 16 não fica a dever sobre ter suas razões. Afinal, desde que foi comprovada a teoria do “lavou, tá novo!”, o sexo vem sendo praticado de uma forma um tanto contínua e indiscriminada na face do planeta. Se houvesse menos promiscuidade, é certo que a Aids não teria atingido os níveis que atingiu, e tanto não seria preciso estimular o uso de camisinhas quanto optar pela radicalização do suco de laranja.&lt;br /&gt;Só acho que abstinência é uma palavra um tanto pesada e irreal. Moderação talvez soasse melhor. Mesmo porque, se a abstinência fosse uma condição menos inatingível, a própria igreja não estaria eivada de tantos escândalos sexuais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-3119807948631348591?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/3119807948631348591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=3119807948631348591&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3119807948631348591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/3119807948631348591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/03/em-vez-de.html' title='Em vez de'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/ScedGNV3DRI/AAAAAAAAASg/G-dF0VAcxeY/s72-c/papa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-4859459599405927384</id><published>2009-03-16T11:15:00.002-03:00</published><updated>2009-03-16T11:20:00.635-03:00</updated><title type='text'>Admirável Mundo Novo 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sb5fU1Ns45I/AAAAAAAAASA/m4Wm_tYKVSk/s1600-h/bebe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313789421830333330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sb5fU1Ns45I/AAAAAAAAASA/m4Wm_tYKVSk/s320/bebe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Os meus poucos, mas seletos e fiéis leitores, devem lembrar-se de que recentemente – em 20 de outubro, para ser exato – citei aqui, sob o título “Admirável Mundo Novo”, a história do bebê Javier, que foi gerado na Espanha, a partir de seleção genética, com a missão de salvar a vida do irmão, Andrés, acometido por uma enfermidade congênita incurável.&lt;br /&gt;Pois bem: volto ao tema para anunciar que o ciclo salvador, iniciado com a escolha do embrião que estivesse livre da patologia conata a ser derrubada, acabou de fechar-se. Com a transfusão de sangue do cordão umbilical do recém-nascido, a anemia hereditária que condenava Andrés a seguidas transfusões foi superada, e a “missão” do bebê selecionado geneticamente foi cumprida pouco mais de cinco meses após seu nascimento, quando os médicos falavam em quatro ou cinco anos para isso.&lt;br /&gt;Claro que falar em “missão” deixa a idéia de que o pequeno Javier simplesmente cumpriu o objetivo para o qual foi criado e que, portanto, sua existência não é mais justificada, mas felizmente não funciona assim. Não chego a duvidar de que num futuro terrivelmente remoto a seleção genética tenha “missões-fim” e os bebês sejam gerados de forma descartável para funções específicas, mas por enquanto ainda somos seres humanos e os bebês são apenas bebês, destinados a tornarem-se cidadãos logo mais.&lt;br /&gt;Vale lembrar, porém, a ressalva feita pela psicóloga Lílian Schulze a respeito de possíveis seqüelas psicológicas que possam perseguir Javier. Afinal, ele foi gerado com o objetivo salvador – acho que não dá para fugir da palavra “missão” – e isso pode pesar futuramente em sua estrutura emocional.&lt;br /&gt;Ainda mais que os espanhóis o apelidaram – carinhosamente, é claro – de “bebê remédio”. Imagine-o, com a personalidade em formação, saber que foi gerado como um remédio, com a finalidade única de salvar uma vida. Claro que ele pode ufanar-se pela amplitude de seu destino, mas claro também que pode julgar-se indesejado, rejeitado, caso não houvesse uma “missão” que justificasse sua gestação. Mas, pensando bem, esse é um assunto secundário, que foge do tema que eu quis originalmente abordar: o admirável mundo novo, que busca, através da ciência, livrar o ser humano das imperfeições, das moléstias incuráveis, das deformidades, das limitações, dos males, da morte prematura. Javier é exemplo de que o homem pode aprimorar-se, fugir do destino que alguns crêem indefectível e buscar o círculo periférico mais próximo da perfeição.&lt;br /&gt;Creio que os espanhóis tenham enfrentado forte resistência, principalmente religiosa, para chegarem ao “milagre” de Andrés e Javier. Compreensível, mas não totalmente aceitável: no dia em que a religião flexibilizar seus dogmas – e esperamos que eles o façam o mais breve possível – a humanidade estará mais próxima de procurar configurar-se à imagem e semelhança de Deus.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-4859459599405927384?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/4859459599405927384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=4859459599405927384&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4859459599405927384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/4859459599405927384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/03/admiravel-mundo-novo-2.html' title='Admirável Mundo Novo 2'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/Sb5fU1Ns45I/AAAAAAAAASA/m4Wm_tYKVSk/s72-c/bebe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-2993999763021001600</id><published>2009-03-09T11:17:00.005-03:00</published><updated>2009-03-11T09:21:16.132-03:00</updated><title type='text'>Fenômenos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SbU1FXNZyxI/AAAAAAAAAR4/Sc4ny5eVGzU/s1600-h/fenomeno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311209701799217938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SbU1FXNZyxI/AAAAAAAAAR4/Sc4ny5eVGzU/s320/fenomeno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Refestelado numa poltrona de vime no jardim de inverno de sua mansão em Valência, na Espanha, meu amigo Carlos Martí deve estar com um sorriso &lt;em&gt;de oreja a oreja&lt;/em&gt; por causa do primeiro gol de Ronaldo Fenômeno vestindo a camisa do Corinthians. Menos pelo Ronaldo e mais pelo &lt;em&gt;Curintcha&lt;/em&gt;, claro: apesar de intelectual internacionalmente consagrado, o Espanhol foi acometido por um ligeiro desvio de conduta na infância e é corintiano desde então. E não tem nada melhor para um corintiano do que ganhar do Palmeiras, ainda que seja no par-ou-ímpar.&lt;br /&gt;A pergunta é: dá para ficar triste quando o primeiro gol do Fenômeno, com repercussão mundial por ser Ronaldo quem é, sai justamente na partida contra o arquirrival Palmeiras, e aos 48 do segundo tempo, quando o garçom já havia começado a varrer debaixo das mesas?&lt;br /&gt;Como palmeirense, não nego que fiquei feliz pelo Ronaldo – por tudo que ele passou, pela descrença em relação a sua recuperação e por tudo que ele representou e representa, afinal. Mas não posso negar também que fiquei frustrado por ter o grito da vitória contra o Corinthians calado já no chamado &lt;em&gt;apagar das luzes&lt;/em&gt;. Qualquer que fosse o autor do gol de empate, estávamos com a vitória nas mãos desde os quatro minutos do segundo tempo. Perdemos a chance de abrir seis pontos sobre o segundo colocado, mesmo com um jogo a menos. Nós estávamos vencendo e deixamos a vitória escapar.&lt;br /&gt;Mas Ronaldo tem estrela, fazer o quê? Por que ele marcaria seu primeiro gol na partida contra o Itumbiara se podia consagrar-se marcando contra o Palmeiras? Só sei que, até a entrada dele, aos 18 do segundo, o ataque corintiano não sabia o que fazer com a bola: não tinha ofensividade, não levava perigo, rifava bolas fáceis.&lt;br /&gt;Depois que ele entrou, as coisas mudaram. Apesar de seu formato &lt;em&gt;bujóide&lt;/em&gt;, Ronaldo deu objetividade ao ataque, arrancou aplausos e chegou a mandar uma bola na trave. Quando o juiz anunciou que daria quatro minutos de acréscimo, senti um arrepio. Se o Fenômeno estava crescendo em campo, aquele tempinho extra poderia ser o suficiente para que ele chegasse à consagração. Infelizmente, minhas previsões se concretizaram.&lt;br /&gt;Mas tudo bem: não ganhamos do Corinthians, mas continuamos na liderança, com três pontos a mais e um jogo a menos. A ironia maior é que, ganhando apenas um ponto pelo empate contra o Palmeiras, o Corinthians poderia ser alcançado pelo São Paulo em número de pontos, mas ultrapassado em número de vitórias. Consequentemente, perderia o segundo lugar na tabela.&lt;br /&gt;Só que o todo-poderoso São Paulo perdeu para o Mogi Mirim... Minha prima Cíntia deve ter rasgado aquela toalha de praia com a foto do Morumbi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Aviso aos pacientes leitores: esta é a centésima postagem do blog&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Fala, Zanfra!&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-2993999763021001600?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/2993999763021001600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=2993999763021001600&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2993999763021001600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/2993999763021001600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/03/fenomenos.html' title='Fenômenos'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SbU1FXNZyxI/AAAAAAAAAR4/Sc4ny5eVGzU/s72-c/fenomeno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7205308868899096245.post-6639785843893177032</id><published>2009-03-02T11:04:00.008-03:00</published><updated>2009-03-02T11:51:46.301-03:00</updated><title type='text'>O país do sol poente</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308591301649917922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gAgUniMgzcM/SavnqaiSZ-I/AAAAAAAAARo/sNTY6QngHMc/s320/poente.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Parece meio contrassenso, mas a Globo resolveu emplacar um correspondente fixo no Japão logo agora que a chamada &lt;em&gt;geração dekasségui&lt;/em&gt; parece estar chegando ao fim. E foi justamente com foco no ocaso desse período de &lt;em&gt;himanshita meushi&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;vacas gordas&lt;/em&gt;, numa tradução complacente comigo mesmo – que a emissora inaugurou sua nova sucursal.&lt;br /&gt;O que o repórter Roberto Kovalick mostrou em sua estreia foram cenas tristes de trabalhadores desempregados, de famílias passando fome, morando em abrigos e dependendo da solidariedade de outros brasileiros para ter um prato de comida. Foram cenas de – outro contrassenso – brasileiros que saíram do Brasil em busca de dinheiro para ajudar os parentes que ficaram no Brasil e que agora estão dependendo da ajuda dos parentes que ficaram no Brasil para conseguir dinheiro e comprar a passagem de volta.&lt;br /&gt;De dez anos para cá, o Japão de deixou de ser o &lt;em&gt;eldorado&lt;/em&gt; que atraiu mais de 300 mil brasileiros desde o final dos anos 80: as horas extras (&lt;em&gt;zanguiô&lt;/em&gt;) foram sendo sumprimidas, as vagas de emprego foram escasseando e os trabalhadores estrangeiros ficaram cada vez mais recorrendo aos &lt;em&gt;arubaito&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;bicos&lt;/em&gt; sazonais e nem sempre garantidos.&lt;br /&gt;Agora, com a explosão da crise mundial, parece-me que o Japão tomou a decisão que se lhe afigurou mais coerente: se o desemprego é inevitável, relaxa e põe para fora primeiro os estrangeiros. A tentativa de preservar as colocações para os trabalhadores locais é, acho, mais do que válida. Os demais que se virem, nessa luta nacionalista para refrear o desemprego.&lt;br /&gt;O problema é que a situação dos brasileiros, segundo mostrou a Globo, chegou a um ponto onde é inevitável levantar duas questões cruciais. A primeira é: onde estão as empreiteiras, que fazem de tudo para &lt;em&gt;exportar&lt;/em&gt; os trabalhadores – a preços exorbitantes, é bom que se lembre – nessa hora em que o calo aperta? Tirar um trabalhador de sua casa, prometendo-lhe a redenção financeira, e não oferecer um mínimo de conforto e garantia quando a crise o sufoca não lembra algo como trabalho escravo? Principalmente porque, mesmo com a situação claramente desfavorável como está, eles continuam arregimentando pobres coitados para passar fome no Exterior.&lt;br /&gt;Outra questão que acho necessário levantar é uma modesta análise baseada em parâmetros pessoais: como é que alguém sai do Brasil para juntar dinheiro, passa mais de dez anos trabalhando num país estrangeiro e não consegue guardar um mínimo que lhe garanta a passagem de volta, ou ao menos um prato de comida? É claro que não posso julgar as pessoas por mim, mesmo porque os tempos agora são outros, mas quando estive no Japão, entre 1996 e 1997, voltei com dinheiro suficiente para, pelo menos, comprar minha casinha em Florianópolis. Não era muito, claro, mas se for comparar a esse pessoal que agora não tem o que comer...&lt;br /&gt;Os tempos são outros, como eu já disse aí em cima, mas o princípio deve ser o mesmo: se você vai ao Japão para trabalhar e guardar dinheiro, você tem, no mínimo, de guardar dinheiro. Esqueça a vida social, esqueça as noitadas, esqueça os luxos que o salário maior torna possíveis. Leve uma vida monástica – ou “de Tio Patinhas”, como me criticava meu ex-cunhado – porque você P-R-E-C-I-S-A guardar dinheiro. Você foi lá para isso, cacete!&lt;br /&gt;Se é para gastar tudo o que ganha, fique no Brasil: pelo menos você não precisa arranjar mais de mil dólares para pagar a passagem de volta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7205308868899096245-6639785843893177032?l=falazanfra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falazanfra.blogspot.com/feeds/6639785843893177032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7205308868899096245&amp;postID=6639785843893177032&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6639785843893177032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7205308868899096245/posts/default/6639785843893177032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falazanfra.blogspot.com/2009/03/o-pais-do-sol-poente.html' title='O país do sol poente'/><author><name>Marco Antonio Zanfra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01470517758413490304</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.detran.sc.gov.br/taxas/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.
