segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O pior do sistema solar

Alguma coisa deve ter acontecido nesses mais de 14 anos em que deixei de frequentar botecos, para que houvesse um estremecimento de relações envolvendo os dois lados do balcão. No meu tempo, havia uma espécie de acordo tácito de coexistência, que garantia o respeito mútuo: se o dono do boteco cumprisse dois ditames básicos – manter a cerveja gelada e pendurar a conta numa eventual dificuldade do freguês – teria a certeza de frequentadores fiéis, capazes de assinar sem ler qualquer atestado de asseio qua a vigilância sanitária exigisse.
E olhem que falo de cátedra: foram quase 20 anos – ou 7.300 dias, já que a frequência era diária – que passei visitando os mais obscuros, apertados, fétidos e infectos botequins da vida, quase sempre com um sorriso nos lábios. Frequentei e recomendei estabelecimentos que receberiam a qualificação de pé-sujo como se houvessem sido honrados com a classificação de três ou mais estrelas num guia gastronômico. Engoli torresminhos e ovos cor-de-rosa que poderiam muito bem ter três ou quatro dias de vida. Rebati qualquer ameaça de intoxicação alimentar com doses maciças de cachaça. E, como o fígado não sucumbiu ao bombardeio etílico, continuo vivo, como meus poucos mas atentos leitores devem ter percebido.
Aprendi nesses largos anos de convivência à beira de incontáveis balcões que você não pode avaliar um boteco como se ele fosse “o pior”, mesmo que sua aparência chegue a sugerir engulhos antes dos primeiros copos. E por uma razão muito simples: você vai, certamente, encontrar piores. Boteco é boteco, e é, antes de qualquer coisa, um estado de espírito. Todos eles são sujos, mal iluminados e sem qualquer atrativo, a não ser a cerveja gelada e a certeza do crédito para pendurar uma eventual conta. Todos, portanto, merecem uma mesma classificação – condescendente, na medida do possível.
Foi diante dessa minha vivência que eu confesso ter ficado mais surpreso do que os próprios donos do Boteco São Bento – na Vila Madalena, em São Paulo – ao saber que o blog Resenha em Seis havia considerado o botequim como “o pior bar do sistema solar”. Duplamente surpreso ao ler que os responsáveis pelo blog foram notificados extrajudicialmente, por ação interposta pelos sócios do bar, a retirar da web a nota em que desqualificam o estabelecimento, ou a questão iria à barra dos tribunais. Ora, e onde é que foi parar aquela coexistência pacífica e cavalheiresca entre os dois lados do balcão?
Já disse no início que não frequento bares há mais de 14 anos. Se ainda frequentasse, porém, não me sentiria desencorajado ao ler que o boteco é caro, tem “petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos”, porque botequeiro que é botequeiro tem seus próprios parâmetros e não se deixa influenciar por quem não é da área. Mas creio que, em nome dos velhos tempos, o caso não precisaria chegar à Justiça.
"Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", perguntou um dos responsáveis pelo Resenha em Seis.

Concordo. Acho a idéia é boa. Resta saber se os blogueiros concordariam em tomar essa cerveja no pior bar do sistema solar...

46 comentários:

Blog do Morani disse...

Olhe, Zanfra, meu caro ex-biriteiro de botecos tipo "pardieiros". Como sou sujeito muito exigente, eu não participaria de uma rodada de chope num desses. No Rio de 40, havia só botecos. Eram escuros, apertados, trescalando pelo ambiente o aroma das cervejas e das biritas; as mesas eram aquelas de tampos de mármore e de pés de ferro (enferrujados, em sua maioria).A um canto havia sempre um abatido pelo alcool, emborcado sobre o tampo da dita mesa. E seus donos eram lusitanos - aqueles de calças riscadas por listras finas, suspensórios e uma camiseta sem manga, suados e sovaquentos!
Isso já não existe mais. Se foram democráticos seus donos, não os soube. A nós, só era permitida a entrada para comprar um garrafa da Brahma - aquela que trazia o rótulo desenhado com uma mãosinha que segurava um grosso caneco para o chope espumante - para os "velhos". Hoje, a primeira coisa que faço - quando acontece de eu entrar numa lanchonete ou num bar, que estão, ambos, longe dos verdadeiros e empoeirados botecos dos anos 40 - é cheirar a borda do copo que colocam diante de mim. Se sentir sobejos de baba (copos mal lavados, mesmo depois de usados
por muitos e "passados" rapidamente à água, agradeço, me retiro e venho beber em casa). Aliás, é muito difícil eu entrar em bares para beber. Não é frescura não, é excesso de frescura! Mas tudo bem. Se no seu tempo de frequentador de botecos eles eram como você diz, então o melhor é que houvesse mesmo uma condição pacífica de ambos os lados dos balcões. Os antigos proprietários - lusitanos - eram mais condescendentes e conscientes da sujeira ambiente. Hoje, os donos de lanchonetes são "cheios de dedos". Não aceitam execração aos seus pontos tidos como limpos, mas nem tanto. Você, meu caro, escapou a diversos males resistindo ao fator etílico e às sujeiras dos nossos saudosos botecos.

Cintia disse...

Boteco bom mesmo tem que ser ruim!
"Garcons ultra-mega-chatos".. que eles queriam, entertainers?
Acho que eu é que fui no pior boteco do mundo.. Em Olinda, chamava-se "maconhao" extra-oficialmente, e vendia uma galinha com macacheira que custava 2 reais!! Depois do sobe e desce ladeira do Carnaval, voce engulia qualquer coisa!!

fábio mello disse...

O bairro já é uma frescura só. Boteco, boteco meeeesmo, na concepção exata, não existe na Vila Madalena. E eu posso afiançar a vocês que eu já bebi nos maiores pulgueiros do sistema solar. Com muito orgulho. Hoje estou mais moderado, já que a idade avançada (47 anos) não me permetie mais tantos arroubos etílicos. São duas ou três cervejinhas, e olhe lá. Mesmo assim, minha alma botequeira (calmaê) não combina com frescura.

Gleydson disse...

Rererererere... É verdade... E desde quando a Vila Madalena tem boteco? no máximo um "barzinho"! Rerererere...

Boteco que é boteco nem nome tem; ou quando tem é conhecido por "boteco" + do + nome do dono. :-)

Abraços!

José Luiz Teixeira disse...

Os donos desse botequim cometeram o pior pecado que alguém pode cometer: compraram briga com a imprensa...estão ferrados.

Eliz disse...

Oi Zanfra,

Sou adepta do choppinho bem gelado, se for Isebah então, melhor ainda, claro que não é servida em qualquer boteco...Aqui na ilha recomendo a Academia da Cerveja, mas preparem o bolso, que as cervejas são de qualidade, e na sua maioria importadas.

Blog do Morani disse...

Oi Cíntia:

Por falar em Pernambuco, estivemos eu, minha esposa Léia e minha filha Alice em um dos piores - bote pior nisso - restaurantes (a meu ver, um boteco em dois andares)ali perto do caminho de pedra que leva ao Falo de Brennand, em Recife. O mau cheiro da maresia era tão nauseabundo que eu não consegui aceitar fazer a refeição lá. E olha que era bem procurado por turistas. Estive a ponto de regurgitar o café da manhã. Pedi desculpas ao proprietário pela minha dificuldade em assimilar o "perfume", que penetrava todas as salas. Fomos almoçar em um de madeira, que avança rio adentro às margens do Capiberibe e vista maravilhosa de parte da cidade. Tão delicioso era o local que a noite nos surpreendeu ainda beliscando pescados.

Marco Antonio Zanfra disse...

Fabião: por falar em "arroubos etílicos", você leu a matéria com o Zeca Pagodinho, na "Folha" de domingo? Duas pérolas: ele disse que está fumando menos - porque só fuma quando bebe - e que, quando está no apartamento da Barra fica "a seco" - toma só "cinco ou seis latinhas de cerveja" e vai dormir. Acho que ele não teve intenção de fazer piada, mas o pessal que estava em volta se esborrachou de rir.

Cintia disse...

Morani, nunca consegui ir a "fabrica" do Brennand.. por ser em local afastado, nunca logrei fazer com que nenhum dos meu amigos se aventurasse a me acompanhar ate a oficina dele.. uma pena! Mas o cheirinho do Capiberibe eu conheco bem! mas tiveo prazer de conhecer Ariano Suassuna :)

Blog do Morani disse...

Cintia:

Até onde se encontra a grande escultura do Brennand é uma longa caminhada sim, pelo caminho de pedra que ao mesmo tempo serve como quebra-mar. Todavia, você conheceu um grande homem. Por meu lado, procurava avistar meu antigo colega de Ateneu Norte-Riograndense: Cussy de Almeida - maestro e irmão do pianista Oriano de Almeida -, que não via há cinquenta anos. Fui e voltei sem vê-lo. Paciência.

Vico disse...

Boteco bom é aquele que você chama de muquifo e o dono não se ofende. O resto é barzinho da moda com nome de fantasia.

fábio mello disse...

Li a entrevista, Marcão. Também dei risada. O Zeca pagodinho só faltou dizer que bebe com moderação - ou seja, uma de cada vez.

Fabiano Marques disse...

A naba é que o post do Resenha foi tirado do ar. A gente não pode saber o porquê da mágoa dos tais botequeiros.
Agora, nunca eu iria na onda de um comentário sobre boteco pela internet. Só deixo de ir a determinado bar se um amigo, expert, me indicar. E ai do camarada se errar na avaliação.
Boteco que é boteco é copo sujo mesmo.
Os melhores que frequentei, nessa qualificação, são aqueles cuja cordinha da descarga do banheiro assusta até o Boneco Chucky.
Por isso ninguém dá a descarga. É só bolinha de naftalina pra todo lado.
abrasssss

Marco Antonio Zanfra disse...

Que sorte a sua não ter me conhecido antes, Fabiano! Se você vai a botecos por recomendação de amigos, imagine em cada buraco iria parar por indicação deste "expert" aqui...

Gennara Vitti disse...

Boteco é uma coisa muito pessoal. Você pode achar o máximo sentar no cantinho para bater um dominó, bicar devagarinho um copo de pinga e mordiscar cubinhos de mortadela naquele cubículo escuro, cheirando a óleo diesel e com uma geladeira cujo motor parece um helicóptero levantando voo, mas tem gente - pessoas normais, é claro - que vão achar um porre, não só pelo passatempo, mas também pelo ambiente. O autor do blog disse que frequentou em seus 20 anos de balcão centenas de milhares de sujinhos diferentes, mas ele com certeza deveria ter um ou outro pé-sujo ao qual dedicava mais atenção e carinho. Cada um frequenta o ambiente que merece (ou gosta).

Marco Antonio Zanfra disse...

Nem te conto... mesmo porque, se eu citar um ou outro entre os muquifos preferidos, os outros acabam ficando com ciúme. E sabe como é pé-sujo magoado...

Kafka disse...

Aposto que os caras desse tal de Resenha em Seis são jornalistas. Jornalista é que tem mania de achar que sua opinião é que vale. Pode ter dezenas de pessoas que adoram o Boteco São Bento, mas, para o jornalista do blog, é o pior boteco do sistema solar, indigno de ser frequentado pelas dezenas de pessoas que o adoram. Ora, os donos do bar deviam pagar a andar para a opinião deles!

Carlos Martí disse...

Lendo o post, lembrei-me do episódio de Friens em que Mônica, contratada como crítica culinária, desce a lenha num restaurante italiano, dirigido por um irani, diga-se de passagem,que indignado, vai à casa dela pedir explicações e acaba contratando-a para o posto de chef, às custas da demissão do próprio primo. É isso que eu chamo de aceitar uma crítica construtiva.

Marco Antonio Zanfra disse...

As críticas, quando construtivas, devem ser consideradas sempre. Mas eu concordo com o Kafka: os donos do bar deviam se lixar para o que um blog furreca pensa deles! O importante é o movimento do caixa.
E o senhor, colaborador bissexto, quando é que retorna de vez com sua verve e sua lucidez, ambas indispensáveis?

BARDOBENÊ disse...

Será que eles lavam os copos,como eu,naquela piscininha de bactérias(quase uma hidromassagem espumante)?Será que a mesa de bilhar,não oficial,tem o pano rasgado?Será que os copos de cerveja,por vezes,são agraciados com alpiste ou dejetos de passarinhos que voam das várias gaiolas que enfeitam as paredes?A diferença é que meus frequentadores,montealegrenses,não sabem o que é um blog e não tem dinheiro para pagar a conta.Logo,não recebo e não processo.Quem paga o nobre causídico?

Anônimo disse...

Conhece bem os detalhes do Bar do Bene, hein? Frequentador assiduo?

Marco Antonio Zanfra disse...

Pelo que me lembro, o bar do Benê era aquele do lado direito de quem parte da civilização em direção ao Monte Alegre, logo após a ponte do "córguinho". E, pelo que me lembro também, ali foi durante bom tempo point frequentado por Rui, Fábio et caterva, que se fartavam com franguinho cozido e cerveja batizada com alpiste e cocô de passarinho. Se não estiver errado, isso só reforça o que eu disse no texto: boteco é, antes de tudo, um estado de espírito... porque ninguém em sã consciência entraria pela segunda vez num lugar como esse!

GUGOUMAPIS disse...

Boteco do Benê:Rua Jurubim,lado direito,após a casa da Marta,quase em frente à casa do Luís Bosta.

Carlos Martí disse...

Mmmmmmm, tem gente que, com a idade, está perdendo o sentido da ironia...

Marco Antonio Zanfra disse...

Rui: Xiii, então é pior do que eu pensava!
Carles: Não entendi!

Cintia disse...

So uma correcao: a direita de quem sai da civilizacao rumo ao Monte Alegre, porem ANTES do corguinho..

Mariana disse...

Olá Zanfra, é só você entrar de alguma forma em assuntos da cozinha que faço questão de comentar...rs!!
Então, eu não abro mão de um buteco, copo lagoinha e tudo, mas acho que tudo muda, as pessoas mudam. Aqui em BH, há 10 anos acontece o Comida Di Buteco, é um evento muito bom, os butecos participantes tem que atender algumas normas: cerveja gelada, não pode ter Chef de cozinha e o prato que irá competir deve ter o ingrediente especial, nesse ano deveria ser mostarda, couve ou taioba. É uma maravilha, mas bem longe de ser aquele buteco de antigamente, o que eu acho muito bom, pois nesse de hoje as mulheres podem entrar!!! O que era moralmente proibido no passado. Acho que tem público para cada tipo. Nesse caso, penso que as duas partes erraram: o blog, pois talvez estivesse à procura de outra coisa e não de um butecão mesmo, vai do sentido da expressão para cada um; e o boteco também errou, briga judicial, que buteco é esse gente, que se importa com isso.. se fosse um buteco das antigas, você acha que aquele homem atrás do balcão ia se mover em função desse comentário? Rs!!
Abraços!!

Marco Antonio Zanfra disse...

Pois é, Mariana, há botecos e botecos, assim como há públicos e públicos...
Cíntia: Aquele boteco que eu citei, depois do "córguinho", até que era legalzinho, destoante do resto do Monte Alegre. O Rui eu não tenho certeza, mas o Fábio era freguesão lá.

Cintia disse...

Pelo que eu li, o Rui gostava mesmo era do Bar do Bene!

Vico disse...

Vocês ficam falando desses bares de sua infância e nós ficamos com vontade de saber onde ficam... para passarmos bem longe!

Cintia disse...

Vico, que e isso!! Bares da nossa infancia?! A gente nao era tao precoce assim..
E so ficar longe do "Monte Alegre" que ta tudo bem!

Marco Antonio Zanfra disse...

O Vico e outros leitores do blog não devem estar fazendo a mínima ideia do que nós estamos falando quando citamos o Monte Alegre...

Marco Antonio Zanfra disse...

E, antes que perguntem, vamos lá: pensem em Pirituba como um bairro feio de São Paulo, e então pensem no Monte Alegre como uma parte horrorosa de Pirituba.

Marco Antonio Zanfra disse...

Para vocês terem uma idéia, o Monte Alegre é tão horroroso que minha prima Cíntia foi morar em Illinois para ficar o mais longe possível.

Cintia disse...

haha.. Eu me recuso a passar pelo Monte Alegre... Me faz lembrar da musica: "Existe muita tristeza, na Rua da Alegria, existe muita desordem, na Rua da Harmonia..."

Carlos Martí disse...

Lembro-me e consigo reconstituir a imagem da Av Mutinga, da rua 3 do Líbano, claro, até do Júlio César de Oliveira, mas a lembrança da Rua Monte Alegre é muito vaga... era uma ladeira à esquerda, saindo do Júlio César de Oliveira?

Marco Antonio Zanfra disse...

O Monte Alegre não é uma rua, mas um bairro. Saindo do Júlio César (para os leitores que não fizeram parte de nossa infância, foi a escola onde nós fizemos o curso primário), descemos a rua Itamogi e continuamos pela rua Jurubim, até chegarmos ao meu bairro (Vila Boaçava). Continuando pela Jurubim, logo depois do bairro onde a Cíntia e eu morávamos, você atravessa o Monte Alegre - um bairro que já nasceu deteriorado - para atingir a Estrada Turística do Jaraguá. Localizou-se?

Marco Antonio Zanfra disse...

Essa "ladeira à esquerda" que você citou era a rua Itamogi.

Carlos Martí disse...

Minhas lembranças de Pirituba são românticas e provavelmente distorcidas. Nelas, o bairro se parece mais ao cenário de um conto infantil. Já voltei lá algumas vezes na minha madurez e, reconheço, é uma bairro bastante feio, mesmo, sem o encanto de outros bairros periféricos com um mínimo de tratamento urbanístico e paisagístico, mas segue sendo refúgio das imagens de uma infância feliz.

ANELÍDEO disse...

Bem distorcidas!O Monte Alegre é o extrato do cocô do cavalo do bandido.Aliás,sempre foi.Frequentávamos os botecos,não infância,aos doze,pelo menos,bebíamos,e de repente ,Monte Alegra parecia-nos menos horrendo.Agora, imaginem,principalmente os que vivem no primeiro mundo.Se todo lugar por aqui,apesar de feio,sem uma única àrvore,têm o pomposo nome de "jardim",que cara teria o "Recanto dos humildes",em Perus(uma área invadida).Podia muito bem ser chamado de "Casa do Baralho".

Cintia disse...

Mas minhas imagens da infancia sao tambem romanticas, lembro de uma Pirituba bucolica.. Acho que alem de ter piorado com o tempo, devido a deteriorizacao economico-soci--cultural dopais como um todo, a gente enquanto crianca tinha outros valores, portanto tudo o que precisavamos estava la..
Lembro que a Rua Jurubim, antes de ser asfaltada, depois de uns dias quentes de sol, tinha a superficie toda rachada, e diante dos meus olhos infantis, essa era uma rua de chocolate! Quer mais?

Marco Antonio Zanfra disse...

Isso sem contar que a gente tinha o Pico do Jaraguá quase ao alcance da mão...

Cintia disse...

E figuras de filme de Tim Burton, como o Homem Cavalo..

Marco Antonio Zanfra disse...

Puxa, essa do "homem-cavalo" você pescou lá no fundinho do arquivo, hein? Eu nem me lembrava mais disso!

Carlos Martí disse...

Madremia, é mesmo, o homem-cavalo, jajajaja...

Cintia disse...

Sabia que o Carlos conhecia.. Era la do Jd. Libano, ne?
Aguela figura me fascinava e amedrontava ao mesmo tempo!