segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Elefantes


A gente aprende desde criança muitas coisas sobre os elefantes, criaturas no mínimo surpreendentes pelo tamanho e alguns hábitos.
Sabemos, por exemplo, que:
1 – eles têm medo de ratos;
2 – eles gostam de amendoins;
3 – eles têm memória de elefante;
4 – um elefante incomoda muita gente; dois efefantes incomodam, incomodam muito mais.
O mais surpreendente da espécie, porém, é que ela não pára de nos surpreender. Uma pesquisadora japonesa descobriu agora que os elefantes, especificamente do gênero elephas (asiático), sabem somar, melhor até do que muito estudante do ensino básico.
Um dos paquidermes avaliado acertou 87% dos cálculos a que foi submetido; o outro, menos concentrado, deu respostas corretas em 69% dos testes.
As respostas não eram bater a pata no chão ou erguer a tromba quatro vez quando perguntados quanto eram dois mais dois. Eram questões mais elaboradas, que exigiam menos raciocínio matemático do que análise.
Em um deles, a pesquisadora colocou três maçãs dentro de um cesto e cinco em outro; depois, acrescentou duas maçãs a cada um dos cestos. Em cinco das seis vezes em que foi consultada, Ashya, uma fêmea de 30 anos, escolheu o cesto com maior quantidade de maçãs, mesmo sem ter contato visual com o conteúdo final. O outro animal – Mito, um macho de 38 anos – trabalhou com laranjas e, embora não tenha alcançado o mesmo índice da fêmea, obteve sucesso na maioria das vezes.
A maior intimidade de Ashya com maçãs, cestos e números justifica em parte por que nós homens preferimos repassar às mulheres a tarefa das compras no supermercado.

Mais uma para surpreender: um elefante macho de quatro anos de idade, Xiguang, conseguiu se libertar do vício da heroína, na China, depois de três anos como dependente químico. Em março de 2005, ele comeu bananas impregnadas com a droga, utilizadas como isca por traficantes de animais. Em maio, com a prisão dos integrantes da quadrilha, Xiguang e outros quatro elefantes foram resgatados.
Levado a um centro veterinário, os médicos confirmaram seu problema de dependência química ao constatar sintomas de abstinência, como vômito e alucinações. Durante um ano, o animal recebeu injeções diárias de metadona, produto utilizado nos programas de reabilitação de dependentes de heroína, em doses cinco vezes maior do que a quantidade máxima tolerada pelo organismo humano. Daí, o termo “dose para elefante”.
Nos dois anos seguintes, o paquiderme esteve em observação e fez terapia de reintegração. Agora, Xiguang será transferido para o Parque de Preservação de Vida Selvagem de Kunming, na província de Yunnan.

Quero deixar claro que o que eu achei surpreendente não foi o fato de o elefante ter-se libertado do vício, mas de ter chegado a ele.

18 comentários:

José Luiz disse...

Zanfra: dose para elefante, ou dose para leão, me lembra uma antiga historinha de um cara que comprou um cachorro anti-corruptos. No dia seguinte, o cachorro morreu e ele fou devolver pro vendedor, bravo. O vendedor perguntou. "Mas aonde o sr. o colocou para detectar corruptos?". Resposta: "No Palácio Campos Eliseos, onde fica o governador Adhemar de Barros". O vendedor, então, justificou: "Ah, entao está explicado: esse é dose para Leão".

Anônimo disse...

Vou tentar os experimentos com meu gato..

Marco Antonio Zanfra disse...

... e ele é capaz de escolher um dos cestos para dormir...

Anônimo disse...

Zanfra,

Nunca duvidei da inteligência dos animais e as últimas pesquisas de que se tem notícia, com as mais variadas espécies, só vêm comprovar isso.
Agora, o fato da elefanta Ashya ter alcançado um resultado melhor do que o macho nos testes, demonstra, mais uma vez, que as fêmeas são muito mais observadoras, perspicazes, “ladinas” e i-n-t-e-l-i-g-e-n-t-e-s! Ahahaha.... (nem as paquidermes decepcionaram. Uhu...)
Boa tentativa essa tua....Pois sim!!! Familiaridade com cestos, maçãs e números = melhor desempenho nas tarefas de supermercado??? Tá bom!!!!
Abraços.
Guta.

Eliz disse...

Oi Zanfra,

Sabe-se que os elefantes vivem organizados em grupos sociais ligados por laços de parentesco e amizade, e ainda velam os mortos em rituais.
Outro dia estava lendo na scientific american, que os elefantes comunicam-se entre sí, por mais de 75 tipos de som. Aha, a melhor parte é que a manada é liderada pela fêmea mais velha, que decide o destino do grupo, comprovando que na prática quem manda é a mulher!

Marco Antonio Zanfra disse...

Pronto! Aticei as feministas!

Lílian disse...

Bom, tenho certeza que meu cachorro sabe contar: quando meu namorado e eu fazemos churrasco lá em casa ele vai contando as latas de cerveja pra ver até onde vai nossa bebedeira e entao ataca o churrasco. Na nossa cara! a cada latinha ele dá um passo a frente.

Lílian disse...

Ah, o cachorro que me referí é o mesmo que está sumido. O danado sabe contar latas de cerveja, mas nao sabe contar as quadras pra voltar pra casa. Depois problema de noção espacial é coisa de mulher!

Anônimo disse...

E aí, depois de contar um montão de latinhas, o cachorrinho em questão acabou embarcando em algumas e perdendo o rumo de casa. Deve estar caído no meio-fio, com um homem lambendo sua boca...

Marco Antonio Zanfra disse...

Concordo! Juntando o ócio mental de ficar contando latinhas e as más influências, neguinho acabou sendo empurrado para o vício. E, se um cachorro é fiel, é fiel também aos caminhos da perdiCÃO. É um caso para os AU-AU (AUcoólicos AUnônimos).

Anônimo disse...

Você imagina se esse paquiderme resolve,fugir da clínica de reabilitação e suicidar-se engolindo "PILHAS"´?Teríamos um novo apagão.(Anonimamnte,Tenente Zanfra)

Marco Antonio Zanfra disse...

Não entendi...

Fabiano Marques disse...

Bela historinha para se contar em centros de recuperação. rárárárá
Ou não?
abrasssss
P.s.: Zanfra, voc6e tá no meu blog hoje.Calma, calma, não fique nervoso. rárárá

Anônimo disse...

é como eu sempre digo: algumas pessoas é que deviam voltar pra jaula...


Fabica.

Marco Antonio Zanfra disse...

Não entendi...

fabiana disse...

"voltar pra jaula": metáfora do fabiquês. significa que às vezes o homo sapiens pratica atos selvagens dignos de quem devia estar preso..numa jaula.

Fabica.

Marco Antonio Zanfra disse...

Ah, bom.

Anônimo disse...

Sem dúvidas alguns animais são mais inteligentes que os homens...
Um exemplo, percebam que quando um cachorro vai atravessar a rua e a mesma tem faixa de pedestre, o cão atravessa pela faixa sem titubear, enquanto alguns homens preferem arriscar-se e atravessar fora da faixa.
Bom, quanto ao comentário da Lilian, que diz que o seu cachorro conta latinha de cerveja, acho que na verdade a cerveja começa a fazer efeito na cabeça dela e do namorado, e ela fantasia esta ação do seu cachorro.
Nossa...

Hehehe

Abraço.
André Campos