segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Escolinha risonha e franca


Dia desses, passava os olhos pelas chamadas das “Folha Online” quando os títulos principais da editoria Mundo atraíram minha atenção: entre as cinco matérias classificadas como as mais lidas naquele setor, quatro referiam-se a casos de professoras que se envolveram sexualmente com seus alunos. De adolescentes – portanto, com a sexualidade madura, ou quase – a crianças de quatro anos, os títulos mostravam que as docentes não estavam perdoando nada, a não ser senhores provectos como este que vos incomoda às segundas-feiras.
Os títulos diferiam muito pouco uns dos outros:

- EUA detém novamente ex-professora que fez sexo com aluno
- Professora foge com aluno de 13 anos nos EUA
- Professora é acusada de dar cocaína e fazer sexo com aluno de 16 anos
- Polícia detém professora acusada de fazer sexo com aluno de 4 anos

Para dar um pouco mais de cor ao post, devo esclarecer que a taradinha do primeiro título é a gatinha aí em cima, a lourinha de assustados olhos azuis que ilustra e ilumina esta página. Tomá-la como parâmetro para visualizar as outras envolvidas nos escândalos pedófilos é uma tentação e um risco: será que todas as professorinhas ninfomaníacas e papa-anjo estão no mesmo nível dessa tal de Debra, de 26 anos?
Tirando de lado a parte séria da questão – e colocando minha opinião totalmente devassa e desregrada – sobrevem-me uma pergunta: por que no meu tempo não era assim? Se as professoras que freqüentaram meus primeiros anos escolares conseguiram inspirar alguma coisa em mim, foi medo. Rígidas, autoritárias, exigentes – só uma criança com visíveis tendências masoquistas poderia ter alguma espécie de devaneio erótico com alguma delas. Mesmo aquela tendência idílica de um aluno pré-adolescente apaixonar-se platonicamente por sua professorinha parece-me descabida em minhas memórias escolares.
O que mudou? O sexo é tão velho quanto eu, e não dá para inventar que naquele tempo era diferente. Será que as professoras eram assexuadas ou, no mínimo, menos liberadas que hoje? Será que foi porque eu estudei em escola pública? Será que só nas escolas classe média alta os atributos físicos somavam pontos ao currículo docente e garantiam emprego às futuras desencaminhadoras? Será que os pobres não tinham direito a um par de belos olhos azuis de uma ancestral de Debra?


Qual o quê? Se eu me lembro de alguma coisa marcante nos meus tempos de primário não são os olhos, o sorriso, ou o jeitinho insinuante de alguma professora mais atirada: lembro-me só da obrigação de cantar o Hino Nacional todos os dias, em formação, pouco antes de encarar as bruxas dentro da sala de aula.

3 comentários:

betinhohirtz disse...

CARO ZNFRA

NO NOSSO TEMPO DROGAS ERA COMIDA RUIM.
PROFESSORA GOSTOSA NÃO EXISTIA.
E... ASSIM PO DIANTE.

fábio mello disse...

Do maternal a 4ª série, no Externato Santa Catarina de Sena, tive aulas com dona Constância Motta Romeiro Pinto. Um doce, porém já na casa dos 50 anos. Está viva até hoje.

Depois, fui cursar o ginasial no Colégio Santo Agostinho, de padres católicos. Só eles vestiam saias, e posso afirmar com convicção que pernas de padres espanhóis não são nada atraentes.

Depois, o colegial no Instituto Adventista São Paulo. Colégio interno. Agrícola. Misto, ok, as meninas podiam usar saias... sobre calças compridas! As blusas eram abotoadas até a última casa - de modo que ver "seios", naquela época, só de vacas.

Se em algum momento da minha nada profícua vida acadêmica tivesse encontrado uma Debra, umazinha que fosse, hoje eu estaria fazendo pós-doutorado e não teria largado o curso de Rádio e TV pela metade.

Longa vida às professorinhas de olhos azuis.

Fábio José de Mello.

Bonassoli disse...

E depois ainda reclamam dos EUA. Se lá é assim, imagina na Suécia, Dinamarca, Eslovênia...